sexta-feira, 30 de março de 2012

Catday

Hoje o meu bebé gato faz um ano!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Da irracionalidade

Não há nada pior que o medo.
O medo é uma coisa completamente irracional. Não se controla.
Paralisa-nos o corpo e a mente. Não conseguimos olhar para além do objecto do nosso medo.
Mesmo que saibamos que não é algo assim tão mau. Mesmo que tenha solução.
As minhas fobias animais são a minha maior camisa de forças. Gelo ao ver um rato, uma barata ou uma lagartixa. Fico a tremer e com o coração disparado. Tenho pesadelos na noite seguinte a ver estas espécies.
Digamos que o meu gato, meu grande herói, mais uma vez mereceu este titulo, mais uma vez provou ser um grande caçador. Eu é que fiquei a hiperventilar horas a fio.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Sou completamente bipolar, nunca sei o que quero, nunca estou bem onde estou. Um dia quero emigrar, noutro quero continuar cá, num dia quero mudar de emprego, noutro vejo-me contente pelo que tenho. Não sei em que área quero trabalhar, são tantas possibilidades, tantas opções em aberto. O problema é a quantidade de oferta... a procura fica confusa.
Quero mudar de emprego porque estou cansada de fazer a mesma coisa há já três anos, porque quero ganhar mais, porque quero evoluir, porque quero mudar. Não quero mudar de emprego porque não tenho experiencia em quase mais nada que isto, porque tenho medo de arriscar, porque tenho medo de não conseguir, porque tenho medo de mudar para pior.
Dizem para se ter cuidado com aquilo que se deseja, porque pode realmente acontecer; mas eu nunca desejo a mesma coisa por mais que umas horas seguidas. Depois disso já estou com novas ideias e planos. E na realidade, vou ficando. Nada muda, nada evolui, aumento nem vê-lo, consideração e incentivo muito menos.
E se quando mudar (se mudar) me arrepender, a carga de trabalho e horas de trabalho aumentar consideravelmente? Mesmo que seja melhor remunerado, não me vou ressentir disso? E para onde vou emigrar? Para um país com uma lingua que eu domine ou completamente à aventura? E fazer o quê? Preciso de muita luz e talvez um bocado de terapia, está a querer parecer-me.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Um corta-tesão

Não há nada mais pavoroso que uma pessoa que não saiba falar e ou que não saiba escrever.
Com saber refiro-me a erros de oralidade e ortográficos. Quem nunca aprendeu a escrever não se inclui neste grupo, por motivos óbvios. Mas aqueles que andaram na escola têm obrigação de escrever sem erros.
Todos os dias leio barbaridades e ouço-as também. Pessoas que querem escrever em inglês, porque é mais cool, mas que não sabem como e então é um desfilar de disparates; pessoas que não sabem conjugar verbos; pessoas que não sabem o significado de certas palavras mas que mesmo assim a dizem, num contexto que não tem nada a ver com o pretendido.
O que torna tudo isto pior é quando até temos algum interesse numa pessoa enquanto ela está calada, porque quando abre a boca... temos vontade de fugir. Nunca me esqueço de um rapaz lindo que conheci há uns anos numa noite, era o ser mais perfeito que andava por Portugal; quando abriu a boca para nos falarmos, eu não caí redonda porque não calhou. Era só disparate e pontapés na gramática, uma vergonha, um grande imbecil. Há pessoas assim, que de tão bonitas que são, esquecem-se de se cultivar, acham que a beleza lhes sustentará tudo.
Um dos maiores corta-tesão que existe é uma fraca oralidade, erros vergonhosos e até imperdoáveis.
Excepção feita aos estrangeiros. Esses esforçam-se por falar noutra lingua, merecem desconto (mas não desconto eterno, ao fim de alguns anos já têm obrigação de saber falar e escrever sem errar).
Um dos meus grandes orgulhos é saber falar correctamente e adaptar-me a qualquer situação. Outro orgulho, que tenho vindo a desenvolver, é estar a aprender a calar-me, a perder aquela urgência em corrigir as pessoas, que costumava ter. Era mais forte que eu...

terça-feira, 13 de março de 2012

And more

Mala em tom caramelo Parfois
Clutch vermelha da Bijou Brigitte - na foto parece rosa mas é um vermelho muito vivo.
Estes dois presentes tiveram uma pequena comparticipação minha visto que foram trocas que fiz. A mala da Parfois foi troca de um lenço e a clutch foi troca de uns brincos. Foram, de qualquer forma, presentes!

More gifts


Mais alguns presentinhos que recebi e que gostei muito! A clutch da Casa Batalha é linda, é totalmente a minha cara, a J. acertou na mosca! Os produtos da Rituals também dão imenso jeito e têm um cheirinho óptimo. E o livro... os livros são a minha perdição!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Presentinhos, vinde a mim

Mala imitação pele de cobra da Parfois e relógio Swatch digital

Alguns livros - presente ideal para mim! Estes foram alguns dos presentes que recebi.

Ieeeec


Há mulheres que devem ser mesmo MUITO baixinhas... e há mulheres que devem ter um GRANDE desgosto por serem muito baixinhas.
Só isso explica haver tanta gente a usar os sapatos mais horrorosos que eu já vi na minha vida. Cada vez que os vejo o meu estomago encolhe-se de repulsa. Eu sei que há gostos para tudo... but come on... há limites para o ridiculo.

Vinte e seis mais um dia mantra


domingo, 11 de março de 2012

Fuck, I´m old!


E já lá vão 26...

sexta-feira, 9 de março de 2012

O Sr. tem gato?

Contava eu como anda o meu gato ao meu primo brasileiro radicado na Suíça italiana por e-mail. Ele prontamente me respondeu. E gostei tanto da resposta dele que vou aqui colar o e-mail que ele me enviou. Delicioso!


Quanto a educação de gatos, você está falando com as pessoas erradas, veja so:
As duas gatas dormem em nossa cama, sendo que dormir é força de expressão pois ficam acordadas a noite toda, a Ana no meio de minhas pernas o que me causa paralizações da coluna vertebral e acordo uma dezena de vezes durante a noite. A Maria no começo da noite dorme abraçada comigo e eu engolindo pelos dela pois se encosta em meu rosto, sendo que após eu dormir ela vai a porta do armário e tenta abrir umas 4 ou 5 vezes todas as noite e nos acorda, com um barulho ritimado ao bater com as patas na madeira, sendo que a solução encontrada foi
colocar duas almofadas enormes encostadas da porta do armário assim dificulta um pouco, mas mesmo assim ela bate.( é nossa rotina levar as almofadas ao ir para cama)
Dentre as tentativas de indimidá-la, até a luz de I Phone ja foi tentada, mas acho que falta o aplicativo, Jobs for Cats, e não deu certo.
Não posso dormir com os pés descobertos, caso contrário a Maria me morde os pés e eu acordo com os dentes dela cravados neles. O limite delas é as 5 horas da manhã, além disso nos acordam, as duas com miados e artifícios como descrevo acima, e para não acordar a Hilda, eu levanto com as olheiras que você descreveu e as leva para fora, e uns 5 minutos depois
que elas estão fora do quarto, adormecem profundamente no sofá da sala e eu feito bobo a olhá-las e achá-las lindas.
Adicione isso ao fato de estarmos num apartamento que tem uma varanda grande que dá para o mato e então somos brindados com aranhas, uns escaravelhos estranhos e as vezes com um ratinho ou um passarinho na boca e para salvar o passarinho, começamos os dois( eu e a Hilda) a gritar, que qualquer dia vamos ser internados. Este ano consegui salvar dois deles, mas um terceiro, era pena do bichinho para todo lado.
Agora que começou a esquentar, chegarão nas bocas delas, largatixas que aqui se chamam ¨lucertole¨, ja sem rabo e ao escapar se escondem nas cortinas ou embaixo da cama, é um circo com as duas loucas em volta .
Li um artigo de um cronista brasileiro radicado em Londres chamado Ivan Lessa, que dentre outras coisas sôbre seu gato e gatos em geral, ele diz que quando um gato está no alto de uma árvore e chamam os bombeiros, a policia etc, está todo mundo errado, ele está lá em cima, e não desce porque não quer, simplesmente por isso.
Tem no Brasil uma psicologa de gatos, ou seja, Dra Hannelore ( tem no Google) uma ¨enganadora de trouxas¨, que uma vez que nosso gato passava muito mal em automoveis e vomitava liguei a ela, achando que ele teria algum medicamento ou faria alguma mâgica e a resposta dela foi, me traz o gato aqui ( eram mais de 30 kms dentro da cidade de distancia) que eu vejo o que posso fazer.
Concluindo, quanto a você deixar o Shia de castigo, estás perdendo seu tempo e se mortificando a tôa, deixa ele fazer o que ele quer e você vai levando a vida com as olheiras e se alguem perguntar o porque das olheiras, você devolve a pergunta, ¨o sr tem gato?¨

quinta-feira, 8 de março de 2012

?

Tenho um colega estranho. Pessoalmente mal me fala e quando o faz é hostil.
Mas está sempre a mandar-me e-mails engraçados e cómicos.
Não percebo.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Batedeira precisa-se

Ontem à noite, pela primeira vez na vida, fiz um bolo!
Saquei uma receita de bolo de cenoura na internet, fui ao supermercado comprar ovos, farinha, fermento, coisas que a minha cozinha nunca tinha visto, e puz mãos à obra. A receita mandava cozer no forno a 180º mas como sou marinheira de primeira viagem, achei por bem pôr menos temperatura para não esturricar o meu primeiro bolo. Cozi a 150º durante 50 minutos e... ficou perfeito! Talvez tenha sido sorte de principiante, não queimou nem ficou cru. Um sucesso! A ideia era depois abrir o bolo ao meio e barrar com nutella mas já não tive capacidade para isso, estava com o braço dormente de bater a massa e ralar as cenouras. Hoje trouxe para o escritório para as minhas coleguinhas, que adoraram! Critica muito positiva, incentivaram-me a continuar. Querem bolos todas as semanas, as gulosas. Agora preciso investir numa batedeira... é que bater massa à mão não é para mim.

sexta-feira, 2 de março de 2012

I (heart) Trapeze

Private joke

Segundo a minha coleguinha "Mini", da pós-graduação, somos mulheres modernas...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

My cat is like me



He looooves shoes!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coitadinhos dos coitadinhos

Numa aula da pós graduação a falar com a C. estavamos a discutir o conceito "coitadinho". É palavra que não suporto. O português tem a mania de se vitimizar por tudo e tem muito pouca capacidade de ouvir sem assumir que tudo quanto é dito é uma crítica pessoal. E isto é tão óbvio e está tão vincado em tudo e mais alguma coisa. Por exemplo, nos concursos americanos todos os concorrentes entram com uma atitude de vitória, com uma confiança tão grande neles próprios que é admirável. Já cá ninguém tem coragem para se assumir um líder ou um vitorioso, mesmo que pense. Não o dizem porque quem diz é logo rotulado de convencido e snob. Sofremos de uma falsa modestia que é extramente irritante. Gostamos dos coitadinhos e de nos fazer de coitadinhos, esses é que achamos terem mérito. Pois eu não vejo mérito nenhum nisso. Não gosto da palavra humildade nem do que ela falsamente acarreta. Esta humildade, imposta pela cultura cristã, que nos obriga a sermos poucochinhos, contidos, castrados até. Que erradica completamente o orgulho que temos, ou deviamos ter, em sermos quem somos e no meio em que estamos inseridos. Nivelamo-nos por baixo e fugimos da pompa e da grandeza. É como a expressão que mais ouço relacionada com noivas e que me dá ataques de urticária: "ela ia muito simples mas bem". Muito simples... claro que gostos não se discutem, mas é inacreditável a quantidade de vezes que ouço isto, como se "simples" fosse um grande elogio. Para mim, o simples não é elogio, não é bom. Odiava que me dissessem que eu fui uma noiva simples, porque se há dia para não se ser simples é o dia do nosso casamento. Este é só um exemplo. Mas como eu não vou nessa da humildade, do coitadinho, da falsa modestia, sou bruta e snob e tiazoca e tal que recorrentemente ouço. Já eu diria que sou autentica, sem falsos moralismos e sem dourar a pilula. Definitivamente há palavras que não cabem no meu vocabulário, tais como coitado, humilde, simples, as palavras e os falsos significados que lhes atribuem. Porque de soberba também não sou, felizmente, acometida.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Contadora de histórias

É muito raro dar a conhecer este blog a alguém, especialmente alguém que conheço à pouco tempo, porque neste blog está grande parte da minha vida adulta até ao momento. Estão as minhas alegrias, as minhas desilusões e tristezas e como tal, é algo muito intimo. Tive um blog antes deste que era sobejamente conhecido mas quando resolvi mudar-me para o Trapézio achei que fazia sentido mantê-lo low profile. Quando há muita gente a ler e ainda mais se for gente que me conheça, sem dúvida que constrange a escrita. Há coisas que não escrevemos se soubermos que alguém específico irá ler. Sou acometida por uma certa vergonha e timidez literária, coisa que não tenho num cara a cara. Talvez porque eu sou mais honesta por palavras escritas que por palavras faladas. Como sempre digo, o papel é paciente e o leitor sabe que há alturas certas para se ler algo; ler um livro aos 15 anos não é o mesmo que lê-lo aos 25. Quem nunca leu algo que odiou e anos mais tarde deu outra hipótese ao texto e acabou por se maravilhar? O mesmo se aplica à escrita. Eu escrevo melhor quando tenho tristezas a massacrarem-me o espírito. Quando estou feliz ou simplesmente normal não tenho muito a dizer. Como também já disse várias vezes, os portugueses escrevem bem porque são tristes e é por isto que Portugal é um país de escritores. Esta manhã reli o blog de fio a pavio. Fui lá aos primórdios recordar as impressões que gravei aqui e quase que chorei. Lembrar dói muito, lembrar depois de se ter feito um esforço colossal por esquecer. E quando está esquecido e por acaso lembramos, volta a doer. Neste blog, apesar de forma indirecta, falo especialmente de três pessoas. Três pessoas especiais que fizeram parte de mim, que me trouxeram a onde estou agora. O acaso não existe e se tinha que ser assim, assim foi. Mas dói e há-de sempre doer a constatação dos três fracassos. Há também aqui histórias de viagens, de mundos para além do que o português comum conhece. Pessoas de outros países e hábitos que fui conhecendo e coleccionando pelo mundo fora. Quando falo sobre estas pessoas e viagens, por vezes sinto-me uma contadora de histórias, perdida na imaginação e vejo mesmo olhares de desconfiança, de quem não acredita ser possivel uma miúda lisboeta de 25 anos já ter feito e visto tanto. A contadora de histórias que me sinto, sei eu e alguns poucos que é tudo verdade. Nunca fui comum nem tive experiências comuns. A minha maior alegria é a bagagem emocional que carrego comigo, é o tanto de mundo que tenho absorvido. Conto as histórias porque me orgulho delas, porque gosto de mostrar a minha "diferença"; não gostava nada de ser mais uma no rebanho. E não o sou. Quer acreditem quer não.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Das comemorações

Faz hoje um ano que me mudei para a minha pequena casinha de bonecas no bairro histórico. Ainda não me arrependi, pelo contrário, cada vez gosto mais dela e da liberdade que tenho ali. Comemorações são esperadas para esta noite com a participação dos felizes habitantes, B., Shia, os bonecos e eu.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

It´s Friday and I´m in Love




Precisei de telefonar para quase o país todo para encontrar este modelo, esgotadíssimo. Finalmente encontrei uma... até estar certo que será reservada para mim, não digo onde ela está!! Queira Deus que não tenha sido vendida hoje, senão morro de desgosto. Porque para ser feliz, mas mesmo feliz, eu preciso dela! Eu adoro-a! E quero-a tanto...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Me so sad



Decidi cortar o cabelo e fazer franja.

Mas todas as vezes que me vejo ao espelho só me consigo lembrar desta imagem... trágico!

Apesar disto, toda a gente tem elogiado o novo look.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

I (heart) Trapeze

Tipico

Durante o almoço fiquei entalada entre dois rapazes dum lado e duas raparigas do outro.
Os rapazes falavam de carros. As raparigas de relacionamentos.
Tipico.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

É um elogio tá?

Saquei uma muito boa nota no exame de módulo da pós-graduação que estou a fazer. Não estava nada à espera, nada mesmo. Ainda estou à espera que alguém envie um e-mail a dizer que a lista estava com erro. Em todo o caso, é nestas alturas que se vê o "carácter" das pessoas. Há as que ficam verdadeiramente felizes por ti, há as que ficam irritadas/invejosas, há as que preferem ignorar e há as chicas-espertas, aquelas que provavelmente nunca repararam em ti nem sabem o teu nome, mas de repente nos vêem dizer: "eu sempre achei que tens um ar muito inteligente e até intelectual. Isto é um elogio ok?". Para mim, alguém ser intelectual não é ofensa nenhuma. A necessidade que ela teve de reiterar que me estava a fazer um elogio, diz muito sobre esta pessoa. Ou pessoínha, vá...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bad kitty


Os gatinhos adoram tudo quanto é buraco, caixa, saco, armário. Tudo em que puderem entrar e aninharem-se, meio escondidos, é irresistivel para eles. Quando o Shia era mais pequenino não largava muito pêlo, pelo que não me importava que ele se aninhasse dentro dos armários, em cima da roupa. Mas quando começou a crescer e o pêlo a tornar-se mais solto, as idas ao armário acabaram. Até ao outro dia, em que me esqueci por 15 minutos da porta aberta. Quando reparei e o fui tirar de lá, ia tendo um piripaque. O raio do gato destruiu-me um vestido de malha grossa, estava completamente com as linhas puxadas. Menino Shia achou boa ideia afiar as unhas no meu vestido! Puxei as linhas para a parte de dentro mas mesmo assim nota-se que alguma coisa ali não está bem. Gatinho mau, muito mau.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Namora uma rapariga que lê

"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.


Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.


Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.


Oferece-lhe outra chávena de café com leite.


Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.


É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, Cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.


Ela tem de arriscar, de alguma maneira.


Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.


Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.


Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.


Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.


Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.


Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.


Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."


(Texto de Rosemary Urquico, retirado daqui)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Casa

Por várias vezes fui convidada a falar sobre as minhas aventuras em Israel e para meu espanto, de cada vez que dei uma "palestra" as salas encheram-se para me ouvir.

Não é comum este amor tão grande que eu sinto por tudo quanto é judaico. Nem o sei explicar, talvez venha no ADN, as gerações que me precederam e que foram perdendo a sua identidade judaica num mundo laico ocidental. O sangue é forte, costumam dizer e nele vamos encontrar resquícios do que fomos um dia. Uns (muitos) perderam-se pelo caminho mas eu fui recuperar a minha herança. Não sou religiosa nem nunca fui mas sou espiritual e tenho fé. Mas a identidade judaica é mais que sómente a religião de Abrão, Isaac e Jacob. É uma forma de estar na vida: o que podemos e não podemos comer, as palavras que não ousamos proferir, a literatura e as memórias mais negras que não esquecemos nunca. O orgulho de tantos feitos e tantos Nobels e tantos Pulitzers e tantas façanhas heróicas, pela sobrevivência e pela conquista.

Ninguém dá nada a ninguém, é preciso conquistar, manter, fazer evoluir. Os críticos de Israel não percebem que ter uma "casa" é a noção mais essencial à vida humana, o sentimento de pertença a algo, a uma terra, a um povo, a uma lingua. E que quando nos negam uma casa e nos tiram tudo, tem que se recuperar por palavras ou por força. Geralmente as palavras não são suficientes e como tal, resta a força. A força do mais forte, do melhor preparado e melhor equipado.

Não é por acaso que a tecnologia de ponta está em Israel e os melhores hospitais e desenvolvimento agrário. Nada é por acaso. E eu comprovei tudo isto quando lá estive. As pessoas não vão a Israel por medo ou por ódio. Eu sei que quem não vai é parvo. Perdem a oportunidade de ver um dos países mais fascinantes do mundo. Nem tudo é bom, claro que não; Gaza é triste e feio, Belém nega a entrada a quem não seja muçulmano; Jerusalém é um barril de pólvora. Mas a beleza que se encontra supera tudo isso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mas tu comes McDonalds??

Como as aparências enganam!
Quando ontem casualmente referi que tinha almoçado no McDonalds, sobrancelhas ergueram-se e olhos chocados esbugalharam-se para mim.
"Mas tu comes isso? Julgava que tu eras daquelas vegetarianas ou naturebas"
Cruz credo! Eu não sou dessas.
Faz mal e engorda? É disso que eu como, diáriamente. E eu acho que estou balofa. Mas pelos vistos consigo disfarçar muito bem as gordurinhas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

I loooove Saldos!

Não me canso de dizer, os saldos são a altura mais feliz do meu ano!


Este ano lancei-me a eles logo no inicio porque as lojas que eu gosto entraram logo em 50%. Eu já previa que ia ser bom, muito bom os saldos desta época e de facto foram. Tanto que logo na primeira semana de Janeiro despachei-me a adquirir tudo quanto queria e agora estou na abstinencia que falei ontem, pelo que nem sequer entro em lojas.


Considero que os saldos são bons para se renovar determinadas peças já com muitos anos e já a ficarem velhinhas ou gastas, ou seja, os básicos que temos que ter em qualquer altura e para qualquer circunstância. E depois, adquirir determinadas peças que adoramos da colecção que agora acaba mas que tenham continuação nas próximas.


Foram muito bons! Estou contentinha com os achados. Havia peças que eu já andava de olho há meses, mesmo à espera que o preço ficasse pelo menos pela metade. Agora bem que já podiam acabar, porque nesta fase já não há tamanhos, apenas minusculinhos ou gigantões. Pelo menos eu já estou despachada.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

The shopping abstinence

Há duas semanas que não compro nada. Estou em total abstinencia até Fevereiro e assim tenciono continuar.
Só houve uma excepção, o namorado faz anos amanhã e tive que lhe comprar os presentes. Mas para mim, nada de nada.
Até evito ir à rua à hora do almoço, para não cair em tentações.

E há poucos dias, totalmente por acaso, deparei-me com este blog The Shopping Diet - 365 dias sem compras. O plano da autora do blog é ficar um ano inteiro sem comprar absolutamente nada para ela - nem roupa, nem malas, nem sapatos, nem acessórios. Nadinha. Mulher de coragem han? Eu já vou em duas semanas, às tantas ainda me aventuro num projecto semelhante ao dela e continuo por dois, três meses... por acaso era giro ver até onde consigo me conter e resistir.
Vou pensar sobre isso...

Este filme é Meo

De há uns meses para cá, largos meses, deixei de ir ao cinema e comecei a alugar no Meo Videoclube. Isto porque o cinema está muito caro e é-me mais confortavel nem sequer sair de casa, parar o filme quantas vezes apetecer e durante 24h poder revê-lo.
Mas isto significa também que só vejo filmes alguns meses depois de terem ido no cinema e quando toda a gente fala entusiasticamente de algum, eu fico a apanhar bonés.
Isto para dizer que vi no fim de semana passado o Midnight in Paris e A.DO.REI!


O humor do Woody está lá, a fantasia, as interpretações, as referencias aos escritores e pintores... e Paris! Tão linda! Muito bom filme, sem qualquer dúvida.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

No sábado à noite desmaiei duas vezes de seguida numa discoteca. Quem viu deve ter achado que estava bebada ou grávida ou mocada. Nenhuma das hipóteses está correcta.
A hipocondríaca que existe em mim está em alerta vermelho. Será que é desta que me diagnoticam epilepsia? Tumor cerebral? AVC? Enfarte do miocardio? Ou mais provavelmente é apenas a tensão. Mas porque como demasiado sal? E demasiado açúcar? E não como fruta nem hortaliça nem sumos naturais? Bolas, e a noite até estava a ser tão gira...

Aquele zzzzzzzzzz

Debaixo do meu estaminé há uma loja de tatuagens. Sempre que vou à janela da casa de banho fumar, ouço o zunido da maquineta de tatuar a funcionar. E sempre que ouço, fico com o bichinho de fazer outra.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Thank God it´s friday

Parece-me que toda a gente resolveu compensar o trabalho atrasado de 2011 na primeira semana de 2012. Que semana infernal, papéis que nunca mais acabam, relatórios para fazer, só vejo números à frente. Esta semana custou-me mais a passar que um mês inteiro de Dezembro.

Por outro lado... enquanto tanta gente chora por um emprego, não pode ser mau sinal ter muito trabalho para fazer.

I looooove cat cakes!













Porque o Shia foi o melhor de 2011 mandei fazer um bolo de chocolate com fondant de chocolate branco para a ceia de passagem de ano. O bolo para além de bom ficou lindo!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011

- Arrendei uma casa sem dar cavaco a ninguém
- Fiz uma mudança em tempo record
- Comuniquei à família que ia viver sozinha
- Fui a Londres passar o meu aniversário
- Meti na cabeça que queria um gato
- Fui operada no Hospital de Santa Maria
- Arranjei um gato lindo, tão lindo, o mais lindo de todos os gatos
- Fiz dois anos de namoro
- Passei duas semanas de férias em Santa Cruz e consegui não morrer de pasmo
-Fui a Paris fazer compras de Natal
- Ofereci o almoço de Natal em minha casa
- Desgracei-me financeiramente durante o ano inteiro

Agora senhor ano 2011 vai-te embora que já me desgraçaste a carteira o suficiente.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Trágico

Acho que gosto mais do meu gato que do meu namorado.

O meu baby 2, que já foi baby 1, é que não anda a achar muita piada à coisa.

Desconfio que um homem que tem ciúmes de um gato é ainda mais trágico que eu gostar mais do gato que do namorado.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A propósito do Natalinho

Passou-se, este ano com novidades, mas lá se passou, mais ou menos como sempre.
O Natal deprime-me desde sempre, sei lá porquê... anda toda a gente tão contente que a mim só me dão vontade de chorar. Sempre fui assim, exceptuando quando era criança e aí a depressão só bateu aos dois anos quando fiz xixi ao colo da minha avó por medo do Pai Natal, que por acaso anos depois soube ser a minha tia Lena, o que prova que ela foi muito convincente enquanto Pai Natal.
Fiquei especialmente triste por a minha avó conhecer-me há 25 anos e não saber que odeio couves mas o meu primo que só tem 13 ela sabia e preparou-lhe só bacalhau e batatas; eu tive que andar a pescar a couve e a pô-la na borda do prato. Os presentes este ano foram vítimas da crise, diminuiram no volume, tendo sido, apesar de tudo, peças boas e bonitas. Claro que quando se tem uma casa, deixamos de receber presentes para nós próprios e recebemos apenas apetrechos domésticos. A excepção foram dois pijamas (um clássico natalicio) e um vestido.
Não sou menina de comezainas, como pouco e sou esquisitinha, pelo que o drama nacional da engorda de Natal não me atingiu mas em compensação despejei para o goto a garrafa inteira de vodka black que o meu irmão me ofereceu, talvez para me animar.
Pelo que o Natalinho lá se passou e para o ano há mais e agora venha 2012 que 2011 já deu tudo o que tinha a dar.
Pois que o Natalinho passou, pois que estou de volta ao trabalho, pois que agora começa a altura mais feliz do meu ano, que acontece duas vezes ao longo de 12 meses: SALDOS.
SALDOS SALDOS SALDOS. Que felicidade. Eu devia começar a tirar férias na altura dos saldos, para ter tempo suficiente para procurar e fuçar tudo. Porque a hora do almoço não me chega. Porque os provadores estão a abarrotar. Porque as filas para pagar metem medo. Porque há encontrões e pessoas parvas. Mas os saldos fazem-me tão, mas tão feliz...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

X-mas



Tenho os presentes de Natal todos comprados.

E pela primeira vez, não fiz sugestões nenhumas do que me ser oferecido.

Mas portei-me muito bem durante o ano, espero que sejam generosos comigo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Um post de merda

Tenho cá para mim que a relação entre o olfacto e o cheiro da bosta da minha colega Marilia é inversamente proporcional. Quanto pior cheira a cagada dela, menos olfacto ela tem.

Só isso explica todos os dias, depois de passar 30 minutos na casa de banho, deixar um bedum horrivel e não abrir as janelas.

Lovely things

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Problema resolvido

Ao passear hoje pela Sephora dos Armazéns do Chiado reparei numa coisa, que está lá há uns dois anos, e que eu, palerma, nunca tinha visto: o brow bar da Benefit. O que é: um balcãozinho para arranjar as sobrancelhas com uma cera que, dizem elas e eu comprovei, dói muito menos que nos cabeleireiros. As minhas sobrancelhas são muito rebeldes e andam sempre despenteadas e não recebem atenção práticamente nenhuma. Andava há meses que as ir arranjar mas nunca me apetece. Já havia pelinhos fora do sítio nas pontas mas eu, que às vezes me estou a borrifar para a imagem, não lhes ligava nenhuma. Mas hoje, enquanto passeava, fui abordada pela menina da Benefit, que foi tão simpática, que me convenceu! Aceitei que ela me arranjasse as ditas, pela módica quantia de... dezassete euros. É carote, aliás, muito carote, mas valeu a pena, porque não doeu nada, porque ela ainda me maquilhou e porque ficaram muito bonitas. Contudo, tenciono a partir de hoje ser disciplinada, de cada vez que começar a crescer algum pelito, é arrancá-lo logo com a pinça para não perder a forma nem a curvatura que tenho agora. Se não for disciplinada... e sei que não sou, provavelmente volto lá. É carote, mas não doeu nada.


Agora assaltou-me a dúvida

Ainda não estou familiarizada com o acordo ortográfico.
Pêlos escrevem-se com acento circunflexo no e, certo? Ou não?

Praga de pêlos

do blog Cat vs. Human



O meu gato larga muito pêlo, mas mesmo muito pêlo. Não há centímetro desta casa que não esteja recheada de pêlos de gato. É nas escadas, nos sofás, na roupa, no chão, na colcha, nas almofadas, na mesa e na banheira. O B. costuma acordar com a cara e cabeça cheia de pêlos porque sua excelência Dom Shia na ausência do pai dorme na sua almofada. Noutro dia no metro, levava vestido um casaco cheio de pêlos e não sei se foi coincidência ou não, um senhor ao meu lado desatou a espirrar. Secalhar era alérgico a gatos. Coitado. Mas coitada mesmo é de mim, que passo a vida a aspirar e a escovar roupa e mesmo assim a praga dos pêlos não desaparece. Realmente há certas coisas que só aguentamos graças a muito amor, caso contrário, já tinha despachado o gatinho para um orfagato.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tou capaz de lhe furar os olhos

É triste o que uma pessoa tem de aturar porque precisa de um emprego. Um chefe mal educado e ordinário, sem noção dos limites, tanto na brincadeira como na agressividade é um pesadelo. Tou capaz de furar os olhos ao meu ou então fazer-lhe voodoo. Nuns dias é minha querida para cá e minha princesa para lá, noutros diz-me que estou com o rabo gordo e que podia ser dançarina do ventre e ainda noutros berra-me aos ouvidos, descompoe-me e desliga-me o telefone na cara. Juro que hoje, e ontem, se pudesse, matava-o com requintes de malvadez e nem a possibilidade de ser presa me deteria, porque pelo menos ele já não estaria cá para me azucrinar.

Notas sobre Paris # 4

Apesar de não perceber nada sobre pintura, aprecio a estética e não valorizo a técnica, precisamente por não a conhecer. Tenho alguns pintores de eleição, como Van Gogh e Modigliani, cujo trabalho posso dizer que conheço bem. Depois há pintores que conheço algumas peças mas não todas. No Grand Palais estava em exposição uma mostra sobre Picasso, Cézanne e Matisse, da colecção da família Stein - Leo e Gertrude Stein e Michael e Sarah Stein. Os quadros na sua maioria já não pertencem ao espólio da família, foram sendo vendidos, perdidos e confiscados durante a II Grande Guerra (os Stein eram, obviamente, judeus). Esta família era amante das artes e grandes mecenas e amigos dos pintores em questão, ao ponto de na altura era na sua casa que estava todo o trabalho de Cézanne. Não aprecio Picasso, Cézanne algumas coisas mas Matisse gosto francamente. Apesar de ser uma exposição pequena, com apenas alguns exemplares e provavelmente os menos conhecidos dos três artistas, descobri muitas obras pela primeira vez e tantos gostaria eu de ter. O que mais me tocou foi este de Matisse, Pont de Saint Michel, que adorava ter na minha sala. Infelizmente a loja do museu não tinha nenhuma reprodução deste quadro.



Pont de Saint Michel

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Notas sobre Paris # 3



A experiência diz-me que nos arrependemos mais fácilmente pelas coisas que não comprámos que pelas que comprámos. Nem sempre precisamos de alguma peça mas porque gostámos dela e o preço até nem era assim tão descarado, levamos. Claro que a maioria das vezes não preciso, mas se gosto e até posso comprar, não me contenho. Porque, lá está, se me arrepender posso sempre oferecer ou até vender. Mas o que eu gosto e não compro, por um qualquer peso na consciência, acabo sempre por lamentar tê-lo feito. Isto para dizer que desta vez perdi a cabeça. Tinha recebido o salário, o subsídio de férias e o subsídio de Natal dois dias antes de viajar e aí já estava um forte indício em como isto não iria correr de feição para a poupança. Às vezes acho que estou a desenvolver um distúrbio consumista, que antigamente não acontecia. Antes só gastava dinheiro em livros mas de há uns dois anos para cá alarguei o leque de opções e tudo quanto me passe por debaixo do nariz, e que eu gosto, é arrematado. Vá, é Natal, eram férias e por todo o lado estava escrito à Paris, je fais des folies e eu entrei no espírito. Agora até Janeiro a palavra de ordem será: contenção!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Notas sobre Paris # 2

Paris é uma cidade tão monumental que mesmo já lá tendo ido quatro vezes, nunca se fica a ver/conhecer tudo. Há sempre tantos sitios para ir, tantas exposições, que a selecção do que fazer é muito complicada. Ainda não foi desta vez que consegui ir ao Museu do Louvre nem ver a mini estátua da liberdade numa ponte nem as exposições do Centro Pompidou.
Mas fiquei a conhecer Monmartre como nunca antes, percorri todas as ruas e ruínhas do bairro, que são imensas (é bem maior do que se pensa), Pigalle e Blanche. Os grandes Boulevards perto da Ópera, que já conhecia mas que agora aprofundei o conhecimento, o Quartier Latin com os milhões de restaurantes e livrarias de Saint Michel. Percorri cada centimetro de chão destas zonas, o que significa que uma próxima vez que vá já não devo passar por aqui. Há tanto por descobrir. Fui ver a exposição Picasso, Cézanne et Matisse... Les Aventures des Stein no Grand Palais, maravilhosa e ultra recomendada, subi à Torre Eiffel, o que não fazia há dezassete anos, fiz os Champs-Élysées de uma ponta à outra, comi toneladas de crepes com nutella e comprei este mundo e o outro.
Estou de volta, muito cansada, com as pernas a pesar chumbo, mas muito contente.

Notas sobre Paris # 1

Encontrei no metro e foi sentada em frente a mim desde a estação Franklin D. Roosevelt até George V a actriz Mélanie Laurent, que entrou no filme Sacanas Sem Lei de Quentin Tarantino. É linda, cheirava muito bem e levava um entrançado lindo. Não sei se ela não é muito conhecida em França ou se os franceses não ligam às "celebridades", facto é que ninguém, tirando eu, olhava para ela com atenção nem ninguém falou com ela. Eu gostei! Não é todos os dias que se vê alguém que tenha trabalhado com o Tarantino e estado no mesmo set com o Brad Pitt!



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E amanhã vou para Paris

E por minha vontade, se fosse pessoa de seguir vontades, não voltava mais para cá.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A facilidade com que nos acostumamos a determinadas coisas é assustadora. Acostumamos ou acomodamos, tanto faz.
É o emprego que já não nos interessa mas que não conseguimos largar, é a relação que já está nas últimas mas que insistimos em manter, são os pequenos e grandes fretes que temos que fazer por terceiros, porque é o que se espera que façamos. Porque se não os fizermos, somos egoístas. Se largamos o emprego, somos irresponsáveis. Acomodamo-nos a tantas coisinhas que só nos fazem mal, que não nos trazem nada de novo e muito menos felicidade, que deveria ser o mote para tudo quanto se faz. Sabemos de tudo e queremos tudo e não fazemos nada por medo, ou por preguiça, ou por incapacidade de simplesmente fazer alguma coisa. E vamos ficando pequenas lontras, enfadadas, entediadas e até, infelizmente, frustradas.
Fala-se muito por aí da frase do ano "mudar de vida" mas e a coragem para isso? E a capacidade e entusiasmo? Essas vão-se pela sanita abaixo, juntamente com os sonhos e as vontades. Somos seres de hábitos, é verdade, mas essencialmente somos seres de medo - medo da solidão, da perda, da pobreza e de tudo o resto.

Já não percebo nada

Ouvi nas noticias e li nos jornais que este ano todos os trabalhadores, quer sejam públicos ou privados, sofreriam um corte no subsidio de Natal. Dói e custa e irrita e enerva olhar para o recibo do vencimento e ver ali menos, muito menos do que o suposto.
Mas agora um advogado comentava comigo que é ilegal fazerem estes cortes aos privados, porque noticias não são leis e eu já não percebo nada.
Disseram-me aqui na contabilidade que foram as finanças que mandaram o esquema de corte mas isto não é lógico, as finanças não podem mandar empresas particulares fazerem actos de gestão quanto aos seus funcionários.
Tenho que ir esclarecer isto a fundo, porque podemos até ser roubados e enganados, mas mansos é que não.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Como diz a minha amiga Sílvia

Gostava de ser gato...
E dormir dias inteiros.
E arranhar quem me irrita.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

The truth (?)






No fim do Verão apeteceu-me voltar a estudar e conhecer gente nova, o que me causou espanto porque desde que terminei a licenciatura achei que nunca mais na vida quereria estudar nada. Mas somos seres que evoluem e essa vontade, inesperadamente, apareceu. Inscrevi-me numa pós graduação, num horário pós laboral, e já estou em aulas há duas semanas. Três aulas ao todo, duas professores diferentes. Gostei das duas, uma curiosamente já conheço desde que era criancinha e cuja filha carreguei ao colo durantes Verões a fio. O tema das aulas tem sido Imagem em Comunicação e tenho adorado. Provavelmente quando começar a surgir exames e trabalhos para apresentar vou arrepender-me desta aventura e desejar estar sossegadinha, a gozar a paz do meu lar depois de um dia de trabalho. Mas para já, acho que me vou divertir muito.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Estou mal, muito mal, com os pés para a cova



Ó céus, o que havia de me acontecer. Não mereço e não quero. Estou muito mal, moribunda mesmo, a gripe baixou sobre mim e está a deixar-me de rastos. Algo ou alguém, faça isto passar-me depressinha, não aguento mais um dia assim...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Da greve

Estas greves dos transportes vêm mesmo a calhar.
Cheguei ao escritório apenas às 11h. Só tenho pena que o metro hoje não termine também mais cedo, como outros transportes. De qualquer forma já foi bom este entrar mais tarde, pode ser que o dia demore menos a passar até sair daqui.
Grevistas do metro, continuem com a vossa luta. Eu (e alguns outros) agradeço!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ando Hiroshige



Ando a descobrir e a adorar pintura japonesa. Gosto da simplicidade, da cor, do motivo, da sobriedade.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

E o quanto eu gosto de um feriado?

Gosto tanto de um feriado durante a semana, não me interessa o motivo do feriado, apenas que seja feriado. Feriados são dias de festa, de pausa, de descanso, de não ter de acordar cedo, de não ter de aturar o chefe, de não ter de ver colegas, são dias abençoados, só para mim e para os meus.

domingo, 30 de outubro de 2011