sonhos interrompidos
sinais despercebidos
amores mal resolvidos
pessoas no coração
choros sem razão
sítios que ainda não conheci
actos por impulso
distração constante
desnorteada frequentemente
experiências que ainda não vivi
fragmentos que já esqueci
promessas cumpridas
promessas esquecidas
amizades que cultivei
pessoas que amei
coisas que já disse
coisas que calei
momentos que perdi
músicas que ouvi
músicas em mim
poesia que li
e livros que devorei
pequenos passos
sorrisos que ofereci
sorrisos que recebi
abraços, beijos, gratidão
paixonetas, ilusões, despedidas
soluções, enquadramentos, medo
detalhes tão pequenos
e que são tanto de mim.
Trapézio das emoções, das sensações, do amor sem rede. Porque o mundo é uma escola e a vida é um circo.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Resgate
No ano passado fui para Aveiro debaixo de uma tempestade que mal me deixava ver o caminho, com mágoas em modo repeat, sem me importar se me dirigia a Aveiro ou Plutão, desde que fosse longe de Lisboa, que me trazia inúmeras recordações de dias mais felizes. Este ano resolvi ir para o meu refúgio, para aquele sitio de que falo tanto mal do clima, do mar, do ambiente e é no entanto um sitio tão querido, tão acolhedor. Vou para a minha praia, aquela que há uns anos ninguém conhecia e hoje é um hot spot cheio de gente; vou com a Wendy, que mesmo homeless, não nos troca por nada (a mim e à praia); vou para a minha lareira, os meus passeios de bicicleta, o cheiro a maresia a entrar-me pela janela, as recordações do primeiro beijo numa noite de lua naquela praia onde estamos sempre, pais e filhos e já avós e netos...
Vou! Levo pedidos e agradecimentos. Vou trazer paz e confiança.
Vou! Levo pedidos e agradecimentos. Vou trazer paz e confiança.
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