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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Crazy little thing called love


Solidez? Como se sabe que uma relação é sólida?! Nunca há garantias ou não haveria tantos solteiros no mundo. Mas porque insistem em mostrar-me que não devo acreditar nas estrelas? Sei bem que a menos que sejamos um Quixote, não devemos perseguir quimeras, mas não me posso permitir sepultar um sentimento sem lhe dar uma hipótese. Amo-te para cá, amo-te para lá. Lindo, mas insustentável. Nada de competições nem comparações, tolerancia para aceitar regras que não foram previamente estipuladas, nisto já acredito. Amor não é só poesia, haja discernimento, racionalidade, compreensão que união não é necessáriamente fusão.

domingo, 21 de março de 2010

Portugal

Tenho corrido o mundo.
Estive já em quatro continentes e mais de 30 países.
Mas em lugar nenhum da Terra me sinto em casa como em Lisboa.
Portugal, país pequeno e unido, marinheiros e fadistas, amor e saudade. Este sentimento que é tão nosso, língua de poetas, berço da epopeia, alma lusitana. Tamanho reduzido que nos deu montanhas e mar, vizinhas e comadres, amigos e amores, misticismo e mitologia e a palavra mais única que há, saudade.
Gente da minha terra, a nossa terra, a que voltaremos sempre e levamos no coração.
Casa. A nossa casa.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Relógios, tempo e outras divagações

Tenho dois relógios, um na tua hora.
Os ponteiros avançam devagar, afinal, são cinco horas que tenho que viver à tua frente. Enquanto dormes, eu almoço; enquanto almoças, eu janto; enquanto jantas, eu durmo. Posso sacrificar a minha noite para ficar contigo a trocar palavras e promessas ou podes sacrificar tu a tua. Não, não podes. Tu voas alto e eu nem saio do chão. Tu és livre de ir a qualquer lugar, eu estou presa aqui até terminar o que comecei. De quem nada se espera, tudo se pode dar. Mas que me podes dar que eu não espero nem peço? Ah... não fosse a vida tão irónica e estaria aí contigo agora, a vivermos no mesmo fuso horário. Temos que acertar o ponteiro... mas quando?