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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Olhos de gato

- Você tem um olho mais escuro que outro... assim a esbater para o verde... parecem olhos de gato...
- Acha mesmo? Não passo horas suficientes ao espelho para reparar nisso.
- Já disparou uma arma?
- Ainda não.
- Venha daí, com esses olhos, pode vir um dia a precisar.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Excertos de um outro

Têm vindo a perguntar-me coisas interessantes. Ou não.
Perguntaram-me porque escrevo num blog. Não soube bem o que responder. Provavelmente não há resposta.
Começou por acaso, numa noite de depressão, com o intuito de ser eternamente secreto, exorcisar fantasmas e guardar monstros no armário. Num pulinho foi-se espalhando. Hoje é medianamente conhecido por alguns amigos e ilustres desconhecidos. Mas que sabem de mim quem me lê? Atrevo-me a supor que pouco, muito pouco, quase nada. Porque eu não me revelo no que escrevo. É nos meus silêncios que eu estou.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

À distância de um click




têm estado os momentos felizes dos meus dias,
os momentos em que mato, um bocadinho, as saudades,
os momentos em que o coração se volta a encher,
para depois desligar a chamada
e voltar à minha vidinha.

quarta-feira, 10 de março de 2010

M. in Neverland

Chegou a hora do adeus,
estou a virar a página.
De repente sinto-me uma estranha para contigo...
mas já não sinto nada que me prenda.

Vou apagar de vez,
cada passo teu
porque eu só me vou curar quando te disser adeus...

Sei que ainda acreditas nas estrelas,
e quem sabe a vida ainda vai-nos mostrar que o mundo é mesmo pequenino,
que não perdemos os sonhos?

Eu não vou mudar,
viagens, sonhos e outros planos, não vou esquecer nada.
Guardo o melhor de ti, guarda o melhor de mim.

Vai ser melhor assim?
Vai ser melhor para mim.

Se eu tivesse coragem de cortar o laço...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Fly with me Mr O.



Hoje tive saudades de voar.
De sentir a adrenalina no momento do salto.
De sentir o vento bater-me na cara instantes antes de me largar e ser apanhada num catch. E de sentir o medo que as alturas me provocam mas que ao mesmo tempo me incitam a subir sempre mais alto. O mundo visto dum baloiço no ar é poético.
O meu trapézio teve rede durantes dias e meses e anos. No fim da viagem, como sempre acontece, só ficam os retratos.
E as saudades.