segunda-feira, 25 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vou confessar

Nunca como durante esta semana me senti tão em baixo profissionalmente. Atingi o pico mais alto da indignação e da revolta. E da raiva também. E cansaço, que entender e compactuar com anormalidades não mata mas mói.

Já houve alturas, em dois anos e meio, em que andei por baixo, desmotivada, mas nada que se compare a agora. Agora é pior, agora é enojante, agora só de olhar para certas pessoas fico mal disposta. Já não consigo tirar o ar de aborrecimento da cara. Agora, mais que antes, preciso de um novo rumo, que aqui estou a morrer, um bocadinho mais, a cada dia.

Bons empregos, onde vocês andam? Encontrem-me... por favor.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Perspectiva





Para mim o individualismo é bom. Para ele o comunitarismo é bom. Não o entendo e ele não me entende.

Eu gosto de estar sozinha, ele precisa de estar acompanhado.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Terra




Africando

As festas africanas não têm nada a ver com as festas europeias.


Não vou dizer que são piores nem melhores, apenas diferentes. Ou as festas europeias podem assemelhar-se um pouco às africanas, com o actual boom de kizomba. Mas as festas africanas são todas as mesmas, sempre iguais. Nas festas africanas, todos cuidam dos filhos de todos, não há aquela ideia de que quando o menino começa a guinchar há que passá-lo aos pais, para nos poupar os ouvidos. Não, ali todos têm colo e carinho para as crianças todas; ali não há o conceito de "visita", todos vão ao supermercado quando a cerveja começa a faltar, todos vão para a cozinha fazer os petiscos e limpar e lavar, todos falam muito alto e riem muito, e a música está sempre a tocar e com certeza toda a vizinhança das festas africanas consegue ouvir a música e os risos e as conversas sem perceberem nada, porque nas festas africanas só se fala o crioulo, o português apenas é usado com as crianças ou os estrangeiros.


E a estrangeira, eu, faço questão de estar presente, mesmo sem entender patavina, mesmo triste por não poder rir-me também das graçolas, porque tudo compensa quando o ouço dizer-me que nada o faz mais feliz que me ver à vontade no "seu mundo".

sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A vida não pode ser só isto



Matei-me num curso e enterrei os fundos do baú para depois tê-lo posto na prateleira e andar a fazer outras coisas, não directamente relacionadas.


Mas eu sou o João da Ega... eu tenho ideias e planos e nada sai do papel. Perco-me na vida sonhada e imaginada, que para mim é tão real quanto a real. Este complexo Queiroziano não me permite mudar. Sou como sou, mais uma projecção que uma verdade.


Nota mental: não me esquecer de voltar aos sítios onde fui feliz.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os russos

"Happy families are all alike; every unhappy family is unhappy in its own way."

Leo Tolstói - Anna Karenina

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sting

"Be yourself,

no matter what they say"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Para variar, um assunto importante




Sempre tive como certo que, um dia quando morrer, quero doar os meus órgãos. Mas esta é daquelas coisas nas quais não se pensa muito, até nos depararmos ou com a necessidade ou com um susto ou ainda com a morte de alguém.


Não fazia ideia que a lei da doação de órgãos foi alterada, sendo que agora o pressuposto é que toda a gente consente a doação, apenas aqueles que não querem fazê-lo devem registar-se num centro de saúde, numa qualquer comissão de não-doadores.


Julgo que, tal como eu, a maioria dos portugueses não deve estar informada a respeito destas questões, que são de máxima importancia, porque podem salvar vidas.


Quando me for, fiquem-me com tudo... só não me deixem em cinzas. Não quero ser cremada, faz-me impressão, lembra-me os fornos nazis. Prefiro ir para a terra, reentrar no ciclo da vida.

domingo, 26 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não durmo há um mês

Desenho do Blog Cat Versus Human




Desde que o Shia chegou lá a casa, há coisa de um mês, que não durmo uma noite inteira sem acordar com ele em cima de mim a morder, ou a comer-me o cabelo, ou a dar-me com a pata, porque quer brincadeira e tem sono de passarinho.


A sorte dele é que o adoro e perdoo-lhe tudo. Desconfio que se fosse um bebé humano não perdoava tão fácilmente!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O dente do (pouco) juízo

O ciso está a acordar, depois de dois anos quietinho.
Não prevejo nada de bom.

terça-feira, 21 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Obrigada Sócrates (e PS em geral)

Por me terem lixado o futuro.
Por me cortarem a possibilidade de escolher um futuro imediato diferente. Por me obrigarem a ficar neste emprego, porque não estamos numa altura de trocar o certo pelo incerto.
Obrigadinha, sim?!

E o bem que me faria agora saltar para novos voos...

Modo lagosta

No sábado piscina e no domingo praia.
O Verão começou, para mim, neste fim de semana. E com ele, o primeiro escaldão do ano. Agora é que pareço um bifa turista descuidada com o sol.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tia Margot



QUANDO ME VENS VISITAR?

Pet report

Shia pesa um quilo e duzentas gramas, está óptimo e grande para dois meses.

Levou as primeiras vacinas e o desparasitante interno. Não chorou, não tentou fugir, portou-se muito bem.

Não teve medo dos cães grandes nem da veterinária.

No fim do mês voltamos para o reforço da vacina e novo desparasitante.

terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Há por aí um gatuno

Primeiro roubaram-me o vaso grande, entre a 1h e as 4h da manhã.
Depois roubaram-me a borracheira morta.
Depois a vizinha simpática plantou uma nova plantinha no meu vaso pequeno.
Depois roubaram-me a plantinha que a vizinha simpática plantou.
Depois a vizinha voltou a plantar outra plantinha.
Hoje vou ver se a roubaram também.
Qualquer dia roubam-me o manjerico.
O crime tende a alastrar por Lisboa.

domingo, 5 de junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Um gato deseducado

Não sou do tipo chorão. Podem até dar-me uma tareia que eu aguento. Mas ontem quando o B. bateu no Shia com o jornal, porque ele nos estava a morder, senti as lágrimas a desceram descontroladamente. Odiei vê-lo bater-lhe e odiei o ar assustado do Shia, que saltou para o meu colo todo encolhido. Chorei tanto mas tanto... estou uma piegas com o meu gatinho.

E nem serve de nada bater-lhe para educá-lo... passado 2 minutos já ele estava outra vez a brincar, a morder-nos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A aldeia

Moro no coração de Lisboa e contudo sinto-me na aldeia.


A minha rua é do mais provinciano possivel, as velhinhas na rua a bisbilhotar, a tratarem das plantinhas, os miúdos a brincarem com bolas descalços, os vizinhos a controlarem todos os movimentos. Vim parar a uma realidade completamente distinta daquela a que estava habituada. E se acho castiço na maior parte das vezes, noutras acho chato este controlo de quem entra e sai de minha casa, deste bichanar a meu respeito.


Mas hoje o castiço ganhou mais uns pontos: a vizinha velhinha do prédio da frente veio oferecer-me um manjerico para pôr na minha janela, e trocou a minha borracheira já morta por uma planta nova, que ma plantou no vaso e até pôs pedrinhas em cima da terra para ficar mais bonito. Fiquei comovida. Onde eu vivia ninguém oferecia manjericos, ninguém se preocupava se as plantas dos outros estavam mortas, ninguém queria saber de nada.


Hoje a velhinha "da aldeia" comoveu-me com um gesto tão simpático, que eu julgo não merecer, já que não lhes dou qualquer tipo de conversa nem atenção.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Shia



Sem qualquer vergonha ou pudor.... afirmo que estou completamente apaixonada pelo meu Shia!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011




Num dia ao ver a Anatomia de Grey com a Margarida, comentei que acho a Dra. Cristina Yang muito antipática. A Margarida respondeu que ela não é antipática mas sim sarcástica e que eu sou muito como ela, faço do sarcasmo uma forma de comunicação.

Fiquei preocupada... provavelmente, em muitos sítios, ando a passar por antipática.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O senhor M.

Tenho uma relação amor-ódio com o meu director financeiro: ora é um grande chato sempre a importunar-me com questões pequenas, ora é um querido a deixar-me sair mais cedo para visitar alguém doente ou quando me dói a cabeça. Mas mesmo nas alturas que é simpático e me trata bem, nunca me sinto totalmente à vontade com ele, sinto-me a corar e a dizer palermices ou sem mesmo nada para dizer.

O senhor M. já andava à dias a dizer que nos ia levar a almoçar num sítio fantástico onde fazem um pernil de porco maravilhoso, hoje chegou o dia. Lá foi ele comigo e mais três colegas, todos alegremente no seu carro, prontos para o famoso pernil. Ao chegarmos ao tasco, dizem-nos que o dia do pernil são as sexta-feiras; não desanimando, optámos todas por um borreguinho com batatas assadas. Borrego é prato que se comer uma vez por ano já é muito, é pesado e não vai bem com dias de calor e em que depois do almoço temos de voltar para o escritório. Mas soube-nos bem, que soube, seguido de um pastelinho de nata caseiro e regado a muito vinho. Tudo muito jóia. Até voltar para o escritório! Estou que nem posso, a moleza em pessoa, mal disposta, estomago inchado que nem um africano sub-nutrido depois de uma ração da ONU.

O senhor M., não desmotivado pelo fiasco do pernil, já nos veio convidar para na sexta-feira lá voltarmos e termos mais sorte; desconfio que educadamente vou recusar o convite.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Georgia O´keefe II



Desde que descobri o trabalho da pintora Georgia O´Keefe que ando apaixonada pelas flores que ela pinta.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Carta aberta

Eu sei que te irrita chegares com uma novidade fantástica e veres-me desconstruí-la; e apenas quando nada corre como pensavas, vês que eu tinha razão em tudo quando previ e não me coíbi de te mostrar.

Eu sei que precisas sentir que estás ao mesmo nível que as tuas amigas mais crescidas, que consegues acompanhar o ritmo. Ainda não viveste o suficiente. Daí a tua necessidade de estares sempre a par do que se passa com todos e parecer que conheces a vida de todas ao pormenor, qual uma confidente imprescindivel. Não, ainda não és isso, és apenas pequena, frágil, cheia de defeitos e qualidades que marcam a tua especialidade, que te diferenciam e te fazem ser tão... tu.

Eu sei que preferes viver tudo e já não partilhar, porque sabes que tudo quanto te digo está sempre certo, faz sentido mas um sentido que tu preferes ignorar. E agora, só apanho os restinhos finais de tanta novidade, quando já estão acabados e arrumados, porque num final não há espaços a argumentos.

Mas sabes o que é irónico? Alguma vez te encaminhei num mau sentido? Alguma vez te incentivei acreditar nas tuas ilusões? Ou alguma vez te dei conselhos grátis?

Não procures o que não queres encontrar. Se isso significa não procurar de todo, então que assim seja.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Comparação literária

Estou tão contente como o Coronel Aureliano Buendia no dia em que o pai o levou a ver o gelo.

domingo, 15 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Doubt


Quando em dúvida, como saber, como agir, como pensar?
Yes... the million dollar question is... was... how would it have been?
Angustia-me saber que viverei sempre com a dúvida. É fácil dizer e saber que tudo muda e que avançamos com mais ou menos dor, mas um facto é que, por maior que seja a felicidade que alcançámos, sinto sempre uma facadinha, a latejar, no coração. Não é fácil viver com uma memória persistente nem com uma esperança que nada espera. E quem diz que é, mente. Ou então desconhece a sensação a que me refiro. Há de facto pessoas e situações que se evaporam, que não fizeram qualquer sentido nem sequer na altura em que foram vividas mas também há as que viemos a descobrir o sentido tarde demais, quando já era dificil perdurar.


São essas que me fazem reavaliar as minhas atitudes e decisões e acabo por descobrir que podia ter acreditado com mais força, mais empenho e sem tanto medo.


Volto a perguntar...


o que é, afinal, o sofrimento, amor?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Porque também as fadas voam

O meu pensamento e coração estão contigo, mãe.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Shia...

Tal qual uma grávida prestes a ter o seu rebento, ando a ler toda a informação disponivel sobre como cuidar de um gato. É um mundo imenso de informação que eu nunca sequer tinha ouvido falar. São avisos, conselhos, recomendações, advertências, um 31 sem fim que já me está a preocupar, a achar que serei uma péssima "mãe" e que a minha casa é um perigo para o bichinho. Ele está quase a chegar e eu ainda não lhe comprei nada nem planeei onde se vai instalar. Preciso de uma caminha, um w.c., comida, tigelas, coleira... um monte de despesas. E já sei que na primeira noite ele vai chorar com saudades da mãe e dos irmãos e eu não vou conseguir dormir. E é a ansiedade. E a felicidade de receber o meu "bebé". E o medo que ele fuja, ou que chore muito, ou que vomite, ou que não me deixe dormir. É tanto para interiorizar... é como digo, estou tal qual uma grávida.

That



quinta-feira, 5 de maio de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

E tudo segue confortavelmente



Para a maioria dos casais os problemas surgem da partilha de um mesmo espaço, um mesmo projecto, a proximidade constante. É verdade que é com o convívio que descobrimos uma série de pequenos defeitos que antes não encontravamos na nossa meia laranja. Há quem descubra que essa meia laranja é desarrumada, ou pouco asseada, ou irresponsável e inconsequente. Mas eu, avessa ao comum, encontrei a paz na partilha da casa. Descutiamos muito mais antes, quando nos viamos menos vezes. Agora que praticamente vivemos juntos, tudo é tranquilo e sereno, não lhe descobri nenhum monstro no armário nem nenhum segredo escabroso. Nem tão pouco maus hábitos. Tenho muito sorte de ter encontrado uma pessoa, minha meia laranja, que gosta de cuidar da casa e de mim, para quem isso não é uma obrigação mas um prazer.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

E continua...


Também gosto muito dos cães King Charles Spaniel, pelo que quando vi um anúncio onde davam filhotes, também respondi para esse.
Pois que este ainda foi melhor que o dos gatos. Este, que anúnciava do Porto, afinal estava em Londres e... a morada que deu é a fictícia casa do Sherlock Holmes! Ia morrendo a rir. A sério, que imbecil é que diz que vive no 221 de Baker Street? Mas acaso julga que toda a gente é parva? Este ainda pedia mais pela transportadora que me entregaria o cão em casa e num português ainda pior, que nem sequer fazia sentido e respondia pelo nome de Becky Somalian. Mas há alguém que se chame isso?!
Cuidado com os anúncios da internet, só há destas pérolas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

By the way



O Chartreux é este mimo da imagem.

Queria taaaaaaaaaanto ter um!

Das fraudes

Quero ter um gato, há meses que ando a procurar um que possa adoptar. Sempre quis ter um Chartreux, porque é a raça de gatos que mais gosto, mas esses custam 700€ e não há para adopção, infelizmente.


Mesmo sabendo disto, ando sempre em sites a procurar alguém que tenha tido uma ninhada e tenha a decência de não fazer negócio com vidas (de animais) e queira dar os bebés a quem os estime e cuide.


Nesta demanda pelo gato, encontrei um anúncio em que publicitavam oferecer 4 gatinhos Chartreux. Não perdendo nada em tentar, respondi ao anúncio, referindo que eu queria um, que tenho condições para o ter e contando um pouco sobre mim. Pouco depois recebi resposta, num português terrível, claramente um tradutor muito manhoso, a dizer que eu podia ficar com os gatos todos (?), mas que eles estavam em Londres e que teria que pagar apenas (?) o transporte deles para Portugal.


O anúncio dizia que era um português, residente em Portugal. Já achei estranho, mas um Chartreux é um Chartreux, então respondi a perguntar se tinha que pagar adiantado ou contra-entrega do bicho em casa. Resposta instantânea, dizendo que podia pagar contra-entrega, directamente à agência de transporte, contudo necessitava dos meus dados completos, incluíndo o meu número de passaporte. E foi aqui é que eu desisti. Isto é claramente fraude. Se é um gato que vai viajar, porque motivo precisam do número do meu passaporte?! Está-se mesmo a ver que não há gato nenhum, há um tentar sacar o dinheiro que supostamente serviria para a transportadora e sacar os dados para falsificação de documentos. Nem sequer respondi mais, não vale a pena. Acho muito feio tentar enganar as pessoas que apenas queriam fazer um bem e dar uma casa a um animal. Contudo desconfio que haja muito gente a cair nestes esquemas, que pagam antecipado e provavelmente não recebem gato nenhum, ou então um zarolho sem patas, ou até um rato.


Portanto, está provado que quando uma coisa é demasiado boa para ser verdade, é porque não é verdade.

II



Dois anos de namoro.
Parecem quatro.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pessach




De 18 a 26 de Abril estamos na Páscoa judaica que coincide quase sempre com a católica.

Pessach é a palavra hebraica para Passagem, que comemora a saída dos escravos hebreus do Egipto, liderados por Moisés, que os guiou a Canãa, actual Israel.


LeShaná HaBa´á B´Yerushalaim

Das mini férias



Parece que o sol não irá sorrir-nos nos próximos dias, estragando os planos de muito gente e meus de aproveitar o fim de semana comprido para me esticar na praia, pelo que tenciono descansar e pôr a leitura em dia, que anda muito parada ultimamente.

O último livro que li gostei muito, foi A Sombra do Vento, estou agora a ler O Anjo Branco do Rodrigues dos Santos, mas não está a prender-me. Pode ser que mais para a frente comece a melhorar. Quem conseguiu ler os Cem Anos de Solidão, resistindo estoicamente ao tédio, consegue ler qualquer coisa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

The truth (?)



E para a Lu, de quem sinto (algumas) saudades!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os sonhos são o xixi do cérebro

Ultimamente sonho que estou em determinado local e encontro o O. de repente. E ele logo de seguida desaparece. O resto do sonho sou eu a correr atrás dele, a procurá-lo, sem nunca alcançar.

Não dou qualquer significado aos sonhos nem acho que são coisas que vão acontecer. Recorrentemente sonho que estou grávida e nem por isso é verdade. Incomoda-me no sentido em que o que procuro a todo o custo esquecer me volta sempre à memória.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Karma

Não sei se foi por andar a praguejar contra os miúdos desde segunda-feira ou se por uma qualquer ironia cósmica, hoje de manhã a caminho do metro, um miúdo parou de repente a minha frente e eu para não lhe passar por cima, desviei-me, mas pus mal o pé e dei um valente trambolhão.

Dois joelhos e uma mão esfolados e inchados, dores lancinantes. Vá lá que não rasguei as meias.

Mais valia ter-lhe passado por cima... sacana do miúdo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Das criancinhas


Hoje em dia ter filhos resume-se a uma questão de opção. Quem os quer, tem-nos, quem não os quer, não os tem. Ou tem mas tráta-os mal. Mas isso são outras questões.


Facto é que uma mulher que tenha por opção não ter filhos é constantemente prejudicada em favor daquelas que os têm. E nisto entram as férias, que só se podem tirar de acordo com as colegas que marcam o seu calendário pelas férias dos filhos; nas filas de todos os serviços, onde grávidas e acompanhantes de crianças têm prioridade; nos supermercados há caixas só para estes espécimes assim como nos transportes públicos; o Estado dá subsidios por cada criança. Quer dizer, o mesmo Estado para o qual eu desconto não me dá nada a mim, nenhuma contribuiçãozinha sequer, e isto é discriminação contra aquelas que não querem ter filhos.


E o pior de todos os cenários em que as criancinhas nos prejudicam, deu-se o caso de a minha operação marcada para ontem e da qual estou à espera há quatro anos ter sido adiada para a próxima semana por causa... das criancinhas.

Sim, esses pequenos terroristas que nem sequer eram nascidos há quatro anos, que estão nos carrinhos a dormir, passaram-me todos à frente e eu é que fui adiada.

Estou bem de ter um qualquer ataque e bater na próxima que me aparecer à frente, seja criancinha ou mãe de criancinha. Ou então de ganhar um prémio por não ter um puto ranhoso e mal-educado sempre a guinchar e a incomodar as pessoas que o rodeiam.

Era uma vez a detox



Durou duas semanas e meia a desintoxicação e não durou mais porque eu sou fraca, fraquinha e não sei resistir.

Depois queixo-me da gordura acumulada na barriga.

Quem mandou à Coca-Cola ser tão boa? E tão viciante?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

Das lides da casa


Colega de trabalho: "Ando a ler um livro muito bom que te vou emprestar assim que o acabar.


Eu: "Obrigada, mas este que estou a ler ainda me vai levar pelo menos duas semanas. Ando com pouco tempo para ler.


Colega de trabalho: " Pois, agora a viver sozinha imagino, vai-se o tempo todo em limpezas e cozinhados não é?


Eu: "Hmm... não exactamente... é a televisão que me prende...



Não fui talhada para as lides domésticas, é assim que é, nada a fazer. Não gosto de cozinhar, nem de lavar loiça, muito menos de lavar roupa à mão num alguidar. Não gosto de limpar o pó nem fazer arrumações. Felizmente tenho uma fadinha do lar/hóspede temporário que me faz as coisinhas todas e ainda cuida de mim. A isto, do meu lado, chama-se sorte. Do lado dele, chama-se amor.

terça-feira, 29 de março de 2011

Detox


Há já uma semana que deixei de beber Coca-Cola. Tem custado, todos os dias apetece-me abrir uma excepção e beber. Mas rapidamente a excepção tornar-se-ia novamente um hábito (sou fraca, não resisto bem às tentações) e lá me vou aguentando em abstinência. É uma espécie de Quaresma sem qualquer motivo religioso, apenas deixar os vícios nocivos durante uns tempos. E esperar largá-los de vez.

terça-feira, 22 de março de 2011


Existe uma menina...
que se foi embora.
Sem quê nem causa. Deixou-nos num repente súbito.
Porque foi? Fazer o quê? O que a motivou? Nunca soubemos nem nunca saberemos.
Voltou... tal como foi, voltou, sem fazer barulho e muito de mansinho.
E agora que faz quem se habituou a viver de saudade?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia

Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...



Fernando Pessoa

domingo, 20 de março de 2011

Projecto África


Ainda me falta concretizar vários projectos pessoais, entre os quais ir em missão permanente para África. Mas sei que esse dia chegará e aí não vou olhar para trás. O meu caminho faz-se em frente, para Sul.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Oh happy days


Poderia escrever sobre como ando feliz e realizada, como tudo me parece tão fácil e bonito, apenas para contrariar o mau agoiro nacional, a suposta crise e a geração à rasca. Não o faço porque alardear felicidade só pode dar azar e fazer uma qualquer catástrofe emocional surgir. Assim não fosse e gritaria o quanto me sinto em paz e amor.
Foram precisos muitos dias e meses para chegar aqui, foram precisas muitas discussões e muitos sapos, mas por fim cheguei. E daqui não quero sair.

quinta-feira, 17 de março de 2011

While flying

Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.

Ao rosto vulgar dos dias,
A vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes

Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.

Alexandre O´Neill

terça-feira, 15 de março de 2011

While flying

Dormi contigo a noite inteira junto ao mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água. Talvez bem tarde, os nossos sonos se uniram na altura e no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento move, em baixo como raízes vermelhas que se tocam. Talvez o teu sono se separou do meu e pelo mar escuro me procurava como antes, quando nem existias, quando sem te ver naveguei a teu lado e os teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, porque tu és a taça que só esperava os dons da minha vida. Dormi junto contigo a noite inteira, enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, de repente desperto e no meio da sombra, o meu braço rodeava a tua cintura. Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos. Dormi contigo, amor, despertei e a tua boca saída do teu sono deu-me o sabor da terra, da água-marinha, das algas, da tua íntima vida e recebi o teu beijo molhado pela aurora como se me chegasse do mar que nos rodeia.


Pablo Neruda

segunda-feira, 14 de março de 2011

London


Londres continua.... amaaaazing!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Jubileu


E já lá vão 25 anos!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

While flying

Não será sempre assim...

Quando não for,

Quando teus lábios forem de outro; quando

No rosto de outro o teu suspiro brando

Soprar; quando em silêncio, ou no maior

Delírio de palavras desvairando,

Ao teu peito o estreitares com fervor;

Quando, um dia, em frieza e desamor

Tua afeição por mim se for trocando:

Se tal acontecer, fala-me. Irei

Procurá-lo, dizer-lhe num sorriso:

«Goza a ventura de que já gozei.»

Depois, desviando os olhos, de improviso,

Longe, ah tão longe, um pássaro ouvirei

Cantar no meu perdido paraíso.



E.E.Cummings

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se isto é um Homem

«Aqui não há porquês, respondeu-me, empurrando-me para dentro à força. A explicação é repugnante, mas simples; neste lugar tudo é proibido.»

Primo Levi

sábado, 19 de fevereiro de 2011

While flying

No meu grande optimismo de inocente

Eu nunca soube porque foi... um dia

Ela me olhou indiferentemente

Perguntei-lhe porque era... Não sabia...



Desde então transformou-se de repente

A nossa intimidade correntia

Em saudações de simples cortesia

E a vida foi andando para a frente...



Nunca mais nos falamos... vai distante...

Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante

Em que seu mudo olhar no meu repousa,



E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,

Que ela tenta dizer-me qualquer coisa

Mas que é tarde demais para dizê-la...



Raúl de Leôni

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Casa nova com os amiguinhos de sempre


Quando chegou à altura de desfazer o meu quarto surgiu a dúvida de que amiguinhos levar; não queria uma casa infantil, cheia de bonecos mas também havia alguns dos quais não me conseguia afastar. Como o meu ursinho da Ralph Lauren que recebi com 12 anos, o meu cão que me deu o meu pai na última vez que estive doente, o meu hipopótamo que recebi ainda criança e uns quantos mais amiguinhos. São parte do meu percurso, bonecos que representam alguma fracção de tempo e história. Levei-os comigo porque guardar bonecos não é ser infantil, é a preservação das memórias de infância e do mais terrivel tempo que passei, a adolescência. E se agora sou mulher e vivo sozinha, foi com estes amiguinhos que aqui cheguei.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Casa nova, tranquilidade nova

Exactamente um mês depois de ter metido na cabeça que tinha de mudar de casa e viver sozinha, estou instalada numa alegre casinha de bairro popular quase totalmente equipada e muito confortável.
Fiz um contrato e uma mudança em tempo record, mais depressa que o Querido Mudei a Casa. Felizmente não precisava de obras, foi só comprar móveis e electrodomésticos; nesta altura só me faltam os cortinados, que estão a ser feitos nas costureiras.
Gosto tanto do meu espaço, chegar a casa e encontrar o silêncio, cada coisa no seu sitio, ora mais desarrumado ora menos, mas uma casa onde vive uma pessoa, uma casa com vida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Private

Casa nova estreada.
Em grande estilo!

Ano novo, finanças velhas

Não tinha noção de quanto custa montar uma casa: é vistorias do gas, mobilia, electrodomésticos, loiça, tecidos para cortinados... é um rol sem fim de pequenas coisas que somam muito no meu frágil orçamento.
Realmente em casa dos pais é só mordomias, não se faz nenhum, não há preocupações com nada nem trabalhos forçados. Mas também não há um sentimento de independência e responsabilidade como vivendo sozinha.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Paradise lost

Estou a ver o meu paraíso por um canudo... e sinto-me vazia ao imaginar-me sem ele. Para sempre.
Queria aprender a controlar as palavras que não são ditas na altura certa, a contornar os silêncios desconfortáveis, a enterrar o orgulho quando ele me grita para ficar sossegada, que tudo a mim chegará por si.
Não chegará não. Ainda não nos magoamos o suficiente para isso.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Keep them coming

Há dois anos que sou a feliz funcionária de uma nobre fundação de cooperação para o desenvolvimento.
E nestes dois anos fui eu quem mais se desenvolveu. Houve dias terriveis, de cortar os pulsos mas também dias de extrema felicidade. A balança tende a pender para a satisfação.
Keep the days coming with joy at work.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011