O meu pensamento e coração estão contigo, mãe.
Trapézio das emoções, das sensações, do amor sem rede. Porque o mundo é uma escola e a vida é um circo.
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Shia...
Tal qual uma grávida prestes a ter o seu rebento, ando a ler toda a informação disponivel sobre como cuidar de um gato. É um mundo imenso de informação que eu nunca sequer tinha ouvido falar. São avisos, conselhos, recomendações, advertências, um 31 sem fim que já me está a preocupar, a achar que serei uma péssima "mãe" e que a minha casa é um perigo para o bichinho. Ele está quase a chegar e eu ainda não lhe comprei nada nem planeei onde se vai instalar. Preciso de uma caminha, um w.c., comida, tigelas, coleira... um monte de despesas. E já sei que na primeira noite ele vai chorar com saudades da mãe e dos irmãos e eu não vou conseguir dormir. E é a ansiedade. E a felicidade de receber o meu "bebé". E o medo que ele fuja, ou que chore muito, ou que vomite, ou que não me deixe dormir. É tanto para interiorizar... é como digo, estou tal qual uma grávida.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
E tudo segue confortavelmente

Para a maioria dos casais os problemas surgem da partilha de um mesmo espaço, um mesmo projecto, a proximidade constante. É verdade que é com o convívio que descobrimos uma série de pequenos defeitos que antes não encontravamos na nossa meia laranja. Há quem descubra que essa meia laranja é desarrumada, ou pouco asseada, ou irresponsável e inconsequente. Mas eu, avessa ao comum, encontrei a paz na partilha da casa. Descutiamos muito mais antes, quando nos viamos menos vezes. Agora que praticamente vivemos juntos, tudo é tranquilo e sereno, não lhe descobri nenhum monstro no armário nem nenhum segredo escabroso. Nem tão pouco maus hábitos. Tenho muito sorte de ter encontrado uma pessoa, minha meia laranja, que gosta de cuidar da casa e de mim, para quem isso não é uma obrigação mas um prazer.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
E continua...

Também gosto muito dos cães King Charles Spaniel, pelo que quando vi um anúncio onde davam filhotes, também respondi para esse.
Pois que este ainda foi melhor que o dos gatos. Este, que anúnciava do Porto, afinal estava em Londres e... a morada que deu é a fictícia casa do Sherlock Holmes! Ia morrendo a rir. A sério, que imbecil é que diz que vive no 221 de Baker Street? Mas acaso julga que toda a gente é parva? Este ainda pedia mais pela transportadora que me entregaria o cão em casa e num português ainda pior, que nem sequer fazia sentido e respondia pelo nome de Becky Somalian. Mas há alguém que se chame isso?!
Cuidado com os anúncios da internet, só há destas pérolas.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Das fraudes
Quero ter um gato, há meses que ando a procurar um que possa adoptar. Sempre quis ter um Chartreux, porque é a raça de gatos que mais gosto, mas esses custam 700€ e não há para adopção, infelizmente.
Mesmo sabendo disto, ando sempre em sites a procurar alguém que tenha tido uma ninhada e tenha a decência de não fazer negócio com vidas (de animais) e queira dar os bebés a quem os estime e cuide.
Nesta demanda pelo gato, encontrei um anúncio em que publicitavam oferecer 4 gatinhos Chartreux. Não perdendo nada em tentar, respondi ao anúncio, referindo que eu queria um, que tenho condições para o ter e contando um pouco sobre mim. Pouco depois recebi resposta, num português terrível, claramente um tradutor muito manhoso, a dizer que eu podia ficar com os gatos todos (?), mas que eles estavam em Londres e que teria que pagar apenas (?) o transporte deles para Portugal.
O anúncio dizia que era um português, residente em Portugal. Já achei estranho, mas um Chartreux é um Chartreux, então respondi a perguntar se tinha que pagar adiantado ou contra-entrega do bicho em casa. Resposta instantânea, dizendo que podia pagar contra-entrega, directamente à agência de transporte, contudo necessitava dos meus dados completos, incluíndo o meu número de passaporte. E foi aqui é que eu desisti. Isto é claramente fraude. Se é um gato que vai viajar, porque motivo precisam do número do meu passaporte?! Está-se mesmo a ver que não há gato nenhum, há um tentar sacar o dinheiro que supostamente serviria para a transportadora e sacar os dados para falsificação de documentos. Nem sequer respondi mais, não vale a pena. Acho muito feio tentar enganar as pessoas que apenas queriam fazer um bem e dar uma casa a um animal. Contudo desconfio que haja muito gente a cair nestes esquemas, que pagam antecipado e provavelmente não recebem gato nenhum, ou então um zarolho sem patas, ou até um rato.
Portanto, está provado que quando uma coisa é demasiado boa para ser verdade, é porque não é verdade.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Pessach
Das mini férias

Parece que o sol não irá sorrir-nos nos próximos dias, estragando os planos de muito gente e meus de aproveitar o fim de semana comprido para me esticar na praia, pelo que tenciono descansar e pôr a leitura em dia, que anda muito parada ultimamente.
O último livro que li gostei muito, foi A Sombra do Vento, estou agora a ler O Anjo Branco do Rodrigues dos Santos, mas não está a prender-me. Pode ser que mais para a frente comece a melhorar. Quem conseguiu ler os Cem Anos de Solidão, resistindo estoicamente ao tédio, consegue ler qualquer coisa.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Os sonhos são o xixi do cérebro
Ultimamente sonho que estou em determinado local e encontro o O. de repente. E ele logo de seguida desaparece. O resto do sonho sou eu a correr atrás dele, a procurá-lo, sem nunca alcançar.
Não dou qualquer significado aos sonhos nem acho que são coisas que vão acontecer. Recorrentemente sonho que estou grávida e nem por isso é verdade. Incomoda-me no sentido em que o que procuro a todo o custo esquecer me volta sempre à memória.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Karma
Não sei se foi por andar a praguejar contra os miúdos desde segunda-feira ou se por uma qualquer ironia cósmica, hoje de manhã a caminho do metro, um miúdo parou de repente a minha frente e eu para não lhe passar por cima, desviei-me, mas pus mal o pé e dei um valente trambolhão.
Dois joelhos e uma mão esfolados e inchados, dores lancinantes. Vá lá que não rasguei as meias.
Mais valia ter-lhe passado por cima... sacana do miúdo.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Das criancinhas
Hoje em dia ter filhos resume-se a uma questão de opção. Quem os quer, tem-nos, quem não os quer, não os tem. Ou tem mas tráta-os mal. Mas isso são outras questões.
Facto é que uma mulher que tenha por opção não ter filhos é constantemente prejudicada em favor daquelas que os têm. E nisto entram as férias, que só se podem tirar de acordo com as colegas que marcam o seu calendário pelas férias dos filhos; nas filas de todos os serviços, onde grávidas e acompanhantes de crianças têm prioridade; nos supermercados há caixas só para estes espécimes assim como nos transportes públicos; o Estado dá subsidios por cada criança. Quer dizer, o mesmo Estado para o qual eu desconto não me dá nada a mim, nenhuma contribuiçãozinha sequer, e isto é discriminação contra aquelas que não querem ter filhos.
E o pior de todos os cenários em que as criancinhas nos prejudicam, deu-se o caso de a minha operação marcada para ontem e da qual estou à espera há quatro anos ter sido adiada para a próxima semana por causa... das criancinhas.
Sim, esses pequenos terroristas que nem sequer eram nascidos há quatro anos, que estão nos carrinhos a dormir, passaram-me todos à frente e eu é que fui adiada.
Estou bem de ter um qualquer ataque e bater na próxima que me aparecer à frente, seja criancinha ou mãe de criancinha. Ou então de ganhar um prémio por não ter um puto ranhoso e mal-educado sempre a guinchar e a incomodar as pessoas que o rodeiam.
Era uma vez a detox
sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Das lides da casa
Colega de trabalho: "Ando a ler um livro muito bom que te vou emprestar assim que o acabar.
Eu: "Obrigada, mas este que estou a ler ainda me vai levar pelo menos duas semanas. Ando com pouco tempo para ler.
Colega de trabalho: " Pois, agora a viver sozinha imagino, vai-se o tempo todo em limpezas e cozinhados não é?
Eu: "Hmm... não exactamente... é a televisão que me prende...
Não fui talhada para as lides domésticas, é assim que é, nada a fazer. Não gosto de cozinhar, nem de lavar loiça, muito menos de lavar roupa à mão num alguidar. Não gosto de limpar o pó nem fazer arrumações. Felizmente tenho uma fadinha do lar/hóspede temporário que me faz as coisinhas todas e ainda cuida de mim. A isto, do meu lado, chama-se sorte. Do lado dele, chama-se amor.
terça-feira, 29 de março de 2011
Detox
Há já uma semana que deixei de beber Coca-Cola. Tem custado, todos os dias apetece-me abrir uma excepção e beber. Mas rapidamente a excepção tornar-se-ia novamente um hábito (sou fraca, não resisto bem às tentações) e lá me vou aguentando em abstinência. É uma espécie de Quaresma sem qualquer motivo religioso, apenas deixar os vícios nocivos durante uns tempos. E esperar largá-los de vez.
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Dia Mundial da Poesia
Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
domingo, 20 de março de 2011
Projecto África
sexta-feira, 18 de março de 2011
Oh happy days

Poderia escrever sobre como ando feliz e realizada, como tudo me parece tão fácil e bonito, apenas para contrariar o mau agoiro nacional, a suposta crise e a geração à rasca. Não o faço porque alardear felicidade só pode dar azar e fazer uma qualquer catástrofe emocional surgir. Assim não fosse e gritaria o quanto me sinto em paz e amor.
Foram precisos muitos dias e meses para chegar aqui, foram precisas muitas discussões e muitos sapos, mas por fim cheguei. E daqui não quero sair.
quinta-feira, 17 de março de 2011
While flying
Monstros e homens lado a lado,
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.
Ao rosto vulgar dos dias,
A vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes
Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.
Alexandre O´Neill
Não à margem, mas na própria vida.
Absurdos monstros que circulam
Quase honestamente.
Homens atormentados, divididos, fracos.
Homens fortes, unidos, temperados.
Ao rosto vulgar dos dias,
A vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes
Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.
Alexandre O´Neill
terça-feira, 15 de março de 2011
While flying
Dormi contigo a noite inteira junto ao mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água. Talvez bem tarde, os nossos sonos se uniram na altura e no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento move, em baixo como raízes vermelhas que se tocam. Talvez o teu sono se separou do meu e pelo mar escuro me procurava como antes, quando nem existias, quando sem te ver naveguei a teu lado e os teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, porque tu és a taça que só esperava os dons da minha vida. Dormi junto contigo a noite inteira, enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, de repente desperto e no meio da sombra, o meu braço rodeava a tua cintura. Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos. Dormi contigo, amor, despertei e a tua boca saída do teu sono deu-me o sabor da terra, da água-marinha, das algas, da tua íntima vida e recebi o teu beijo molhado pela aurora como se me chegasse do mar que nos rodeia.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água. Talvez bem tarde, os nossos sonos se uniram na altura e no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento move, em baixo como raízes vermelhas que se tocam. Talvez o teu sono se separou do meu e pelo mar escuro me procurava como antes, quando nem existias, quando sem te ver naveguei a teu lado e os teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, porque tu és a taça que só esperava os dons da minha vida. Dormi junto contigo a noite inteira, enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, de repente desperto e no meio da sombra, o meu braço rodeava a tua cintura. Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos. Dormi contigo, amor, despertei e a tua boca saída do teu sono deu-me o sabor da terra, da água-marinha, das algas, da tua íntima vida e recebi o teu beijo molhado pela aurora como se me chegasse do mar que nos rodeia.
Pablo Neruda
segunda-feira, 14 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
While flying
Não será sempre assim...
Quando não for,
Quando teus lábios forem de outro; quando
No rosto de outro o teu suspiro brando
Soprar; quando em silêncio, ou no maior
Delírio de palavras desvairando,
Ao teu peito o estreitares com fervor;
Quando, um dia, em frieza e desamor
Tua afeição por mim se for trocando:
Se tal acontecer, fala-me. Irei
Procurá-lo, dizer-lhe num sorriso:
«Goza a ventura de que já gozei.»
Depois, desviando os olhos, de improviso,
Longe, ah tão longe, um pássaro ouvirei
Cantar no meu perdido paraíso.
E.E.Cummings
Quando não for,
Quando teus lábios forem de outro; quando
No rosto de outro o teu suspiro brando
Soprar; quando em silêncio, ou no maior
Delírio de palavras desvairando,
Ao teu peito o estreitares com fervor;
Quando, um dia, em frieza e desamor
Tua afeição por mim se for trocando:
Se tal acontecer, fala-me. Irei
Procurá-lo, dizer-lhe num sorriso:
«Goza a ventura de que já gozei.»
Depois, desviando os olhos, de improviso,
Longe, ah tão longe, um pássaro ouvirei
Cantar no meu perdido paraíso.
E.E.Cummings
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Se isto é um Homem
«Aqui não há porquês, respondeu-me, empurrando-me para dentro à força. A explicação é repugnante, mas simples; neste lugar tudo é proibido.»
Primo Levi
Primo Levi
sábado, 19 de fevereiro de 2011
While flying
No meu grande optimismo de inocente
Eu nunca soube porque foi... um dia
Ela me olhou indiferentemente
Perguntei-lhe porque era... Não sabia...
Desde então transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para a frente...
Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,
E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer coisa
Mas que é tarde demais para dizê-la...
Raúl de Leôni
Eu nunca soube porque foi... um dia
Ela me olhou indiferentemente
Perguntei-lhe porque era... Não sabia...
Desde então transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para a frente...
Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,
E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer coisa
Mas que é tarde demais para dizê-la...
Raúl de Leôni
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Casa nova com os amiguinhos de sempre

Quando chegou à altura de desfazer o meu quarto surgiu a dúvida de que amiguinhos levar; não queria uma casa infantil, cheia de bonecos mas também havia alguns dos quais não me conseguia afastar. Como o meu ursinho da Ralph Lauren que recebi com 12 anos, o meu cão que me deu o meu pai na última vez que estive doente, o meu hipopótamo que recebi ainda criança e uns quantos mais amiguinhos. São parte do meu percurso, bonecos que representam alguma fracção de tempo e história. Levei-os comigo porque guardar bonecos não é ser infantil, é a preservação das memórias de infância e do mais terrivel tempo que passei, a adolescência. E se agora sou mulher e vivo sozinha, foi com estes amiguinhos que aqui cheguei.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Casa nova, tranquilidade nova
Exactamente um mês depois de ter metido na cabeça que tinha de mudar de casa e viver sozinha, estou instalada numa alegre casinha de bairro popular quase totalmente equipada e muito confortável.
Fiz um contrato e uma mudança em tempo record, mais depressa que o Querido Mudei a Casa. Felizmente não precisava de obras, foi só comprar móveis e electrodomésticos; nesta altura só me faltam os cortinados, que estão a ser feitos nas costureiras.
Gosto tanto do meu espaço, chegar a casa e encontrar o silêncio, cada coisa no seu sitio, ora mais desarrumado ora menos, mas uma casa onde vive uma pessoa, uma casa com vida.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Ano novo, finanças velhas
Não tinha noção de quanto custa montar uma casa: é vistorias do gas, mobilia, electrodomésticos, loiça, tecidos para cortinados... é um rol sem fim de pequenas coisas que somam muito no meu frágil orçamento.
Realmente em casa dos pais é só mordomias, não se faz nenhum, não há preocupações com nada nem trabalhos forçados. Mas também não há um sentimento de independência e responsabilidade como vivendo sozinha.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Paradise lost
Estou a ver o meu paraíso por um canudo... e sinto-me vazia ao imaginar-me sem ele. Para sempre.
Queria aprender a controlar as palavras que não são ditas na altura certa, a contornar os silêncios desconfortáveis, a enterrar o orgulho quando ele me grita para ficar sossegada, que tudo a mim chegará por si.
Queria aprender a controlar as palavras que não são ditas na altura certa, a contornar os silêncios desconfortáveis, a enterrar o orgulho quando ele me grita para ficar sossegada, que tudo a mim chegará por si.
Não chegará não. Ainda não nos magoamos o suficiente para isso.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Keep them coming
Há dois anos que sou a feliz funcionária de uma nobre fundação de cooperação para o desenvolvimento.
E nestes dois anos fui eu quem mais se desenvolveu. Houve dias terriveis, de cortar os pulsos mas também dias de extrema felicidade. A balança tende a pender para a satisfação.
Keep the days coming with joy at work.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
While flying
Esta manhã, antes do alvorecer, subi a uma colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma:
Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E a minha alma disse:
Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho.
Walt Whitman
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
B.
«Dá-me a tua mão, ainda que seja a esquerda,
Tanto faz, se for a tua.
Se segurar a tua mão, nao há receio de fugir.
Se segurares a minha, nao há receio de perder-me.
Dá-me a tua mão, ainda que seja a esquerda»
Ramón Cué
Tanto faz, se for a tua.
Se segurar a tua mão, nao há receio de fugir.
Se segurares a minha, nao há receio de perder-me.
Dá-me a tua mão, ainda que seja a esquerda»
Ramón Cué
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Dos deveres de uma estagiária
Hoje faço um ano de casa. Faz hoje um ano que entrei aqui com medo de não gostar ou de não gostarem de mim. Não há empregos perfeitos, nem colegas perfeitos, nem sistemas perfeitos. Mas em tudo o que faço ponho atenção, cuidado e carinho. Estou a beneficiar alguns milhares de pessoas. Isso basta nos dias mais dificeis.
Há um ano achei isto um trabalho... um ano depois vejo que é uma forma de estar na vida.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Do meu encanto por Mourão Ferreira
Vamos abrir a noite
com música de Jazz
Vamos abrir a noite
Percorrê-la depois
num barco de borracha
Enforcar a memória
Celebrar o segredo
Descobrir de repente
Uma ilha que nasce dentro
do teu vestido
Chamar-lhe madrugada
Adormecer contigo
David Mourão Ferreira
com música de Jazz
Vamos abrir a noite
Percorrê-la depois
num barco de borracha
Enforcar a memória
Celebrar o segredo
Descobrir de repente
Uma ilha que nasce dentro
do teu vestido
Chamar-lhe madrugada
Adormecer contigo
David Mourão Ferreira
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Dos deveres de uma estagiária
O dever primordial e fundamental de qualquer estagiária é queixar-se constantemente do estágio! Neste aspecto não fujo à regra.
Queixo-me, às vezes pouco e muitas vezes muito. Mas queixo-me baixinho, para mim. Porque pior que ser estagiária é não ter estágio nenhum.
Queixo-me das coisas chatas que me dão para fazer, queixo-me e fico furiosa quando me dizem que o faça porque "eles" não têm paciencia para aquilo, queixo-me quando nao há nada para fazer e mesmo assim não posso ir embora, queixo-me de ter de acordar cedo e sair daqui tarde.
Queixo-me, às vezes pouco e muitas vezes muito. Mas queixo-me baixinho, para mim. Porque pior que ser estagiária é não ter estágio nenhum.
Queixo-me das coisas chatas que me dão para fazer, queixo-me e fico furiosa quando me dizem que o faça porque "eles" não têm paciencia para aquilo, queixo-me quando nao há nada para fazer e mesmo assim não posso ir embora, queixo-me de ter de acordar cedo e sair daqui tarde.
Tem dias bons e dias chatos. Dias que gosto e dias que estou farta. Dias que deixo passar e dias que me queixo. E dias em que ponho as queixas por escrito, porque não as posso verbalizar!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Outro conto de Ano Novo
Num dos dias de Hanukah, o rabino Nahum, filho do rabino de Rizhin, entrou na sinagoga e encontrou os seus alunos a jogar às damas, como era costume naquele tempo. Quando viram o rabino, envergonharam-se e pararam de jogar. Mas o rabino Nahum sorriu e pediu-lhes que prosseguissem: “Sabem que as regras do jogo de damas são muito parecidas às regras da vida? Pois reparem: a primeira é que não se podem fazer duas jogadas ao mesmo tempo. A segunda regra diz que apenas se pode andar para a frente, e nunca para trás. E, por fim, quando se chega à última casa, alcança-se o dom de poder finalmente andar em qualquer direcção.
Rabino Nahum de Stepinesht (Ucrânia, século XIX)
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Um conto de Ano Novo
Contou o rabino Naftali de Ropschitz:
“Durante o cerco de Sebastopol, trotava o czar Nicolau no seu cavalo quando um arqueiro inimigo fez pontaria sobre ele. Um soldado russo, que observava de longe, gritou para assustar o cavalo do czar, que se voltou de repente no exacto momento em que a flecha disparava em sua direcção. Percebendo que fora salvo de morte certa pelo seu soldado, o czar agradeceu ao homem e disse que lhe concederia o desejo que ele quisesse. O soldado não pensou duas vezes: “O nosso sargento é uma besta e bate-me constantemente. Majestade, gostaria de poder ser transferido para uma nova companhia sob as ordens de outro sargento!”
“Idiota!”, respondeu-lhe o czar, “porque não me pedes antes que te faça sargento?”
Nós também somos assim: preocupamo-nos com coisas pequenas, rezamos para suprir as necessidades do momento e esquecemo-nos de ver para além delas.
“Durante o cerco de Sebastopol, trotava o czar Nicolau no seu cavalo quando um arqueiro inimigo fez pontaria sobre ele. Um soldado russo, que observava de longe, gritou para assustar o cavalo do czar, que se voltou de repente no exacto momento em que a flecha disparava em sua direcção. Percebendo que fora salvo de morte certa pelo seu soldado, o czar agradeceu ao homem e disse que lhe concederia o desejo que ele quisesse. O soldado não pensou duas vezes: “O nosso sargento é uma besta e bate-me constantemente. Majestade, gostaria de poder ser transferido para uma nova companhia sob as ordens de outro sargento!”
“Idiota!”, respondeu-lhe o czar, “porque não me pedes antes que te faça sargento?”
Nós também somos assim: preocupamo-nos com coisas pequenas, rezamos para suprir as necessidades do momento e esquecemo-nos de ver para além delas.
Rabino Naftali de Ropschitz (Ucrânia, séc. XIX)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Das casas velhas e expectativas novas
Quando era pequena e morava na Estefania tinha um grande jardim onde havia gatos, árvores e muito espaço para brincar. Costumava fazer corridas com as nuvens e enfurecer-me por elas me ganharem sempre. Andava de bicicleta e aprendia a nadar no tanque. Mastigava as palavras e percebia que depois de repetidas dez vezes deixavam de fazer sentido. Sinto saudades do meu jardim. Os prédios novos de Lisboa não têm espaço para guardar um jardim privado, cultivado com amor e paciência. Ainda hoje, que já não sou tão pequena assim, gosto de jardinagem. Acalma-me tratar das flores, remexer na terra e regar. O cheiro da terra molhada traz-me a infancia de volta. E o jardim que guardo na memória, onde vivi tanto que por mais que viva, e muito foi depois, nunca mais vivi como ali.
A minha infancia acabou na mesma altura que mudei de casa. Nova zona, nova escola, novas brincadeiras. Quando as Barbies desapareceram da vista, os Ken´s da vida real apareceram. Processo complicado. Nunca entendi os rapazes. Ainda não entendo os homens. Já os invejei e achei que têm uma vida menos complicada; apesar de tudo, gosto de ser menina. Gosto de ser a menina numa familia de homens. Invejo a amizade masculina. É mais franca e mais leal. Não será por acaso que sempre me dei melhor com rapazes e tenho mais amigos rapazes que raparigas. Da infancia ficou-me também uma paixão por gatos. Tinha muitos no jardim, todos com um nome da corte real Disney. Identifico-me com a independência dos gatos. Mansinhos mas com garras afiadas, just in case. Ficaram-me as amigas das brincadeiras da praia e do colégio, qualquer dia casadoiras e mamãs! Ah, como fantasiavamos com esses dois acontecimentos... Tenho saudades da infancia mas por nada quereria voltar para lá. Por nada me veria de novo sentada a recitar poesia e a solucionar o teorema de Pitágoras. Desde cedo aprendi a deixar no passado o que a vida me levou. No meu presente tenho algumas certezas, do meu futuro nem uma imagem me vem à cabeça. Mas quando as memórias voltam em força, é bom deixá-las correr livremente e por vezes partilhá-las... com quem importa e está presente...
O Músico de Auschwitz
Em Jerusalém
encontrei um homem
que tocava violino em Auschwitz.
Tocava numa orquestra
acompanhando os que iam morrer
no fogo crematório.
Hoje é engenheiro,
ilumina cidades do mundo inteiro,
inclusive os muros da Cidade Santa.
Não lhe perguntei que música tocava.
No seu braço o número - 121097, de prisioneiro.
Não lhe perguntei que música tocava.
Perguntei-lhe se ainda tocava.
Sim, ele tocava.
Affonso Romano de Sant'Anna
encontrei um homem
que tocava violino em Auschwitz.
Tocava numa orquestra
acompanhando os que iam morrer
no fogo crematório.
Hoje é engenheiro,
ilumina cidades do mundo inteiro,
inclusive os muros da Cidade Santa.
Não lhe perguntei que música tocava.
No seu braço o número - 121097, de prisioneiro.
Não lhe perguntei que música tocava.
Perguntei-lhe se ainda tocava.
Sim, ele tocava.
Affonso Romano de Sant'Anna
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
While flying
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo o sexo bom é para namorar.
Nem toda a pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo o beijo é para romancear.
Nem todo o sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim…
Quem disse que ser adulto é fácil?
Arnaldo Jabor
E nem todo o sexo bom é para namorar.
Nem toda a pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo o beijo é para romancear.
Nem todo o sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim…
Quem disse que ser adulto é fácil?
Arnaldo Jabor
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
While flying
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
December rain
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Os homens
Porque nos chegam às mãos completamente selvagens e imberbes temos que lhes dar um banho de maturidade. O meu querido B. era um rapazinho completamente esquivo e desligado quando me conheceu; o que me faz pensar o que raio andou a sua ex-namorada a fazer durante os anos que namoraram... Porque não foi ela capaz de o domesticar?
Faz-me pensar nos meus ex-namorados e nas suas actuais companheiras. Apenas uma leva uma pérola, as outras acabarão por fugir, como eu fiz. Mas a que leva a pérola, deve-o em parte a mim, que o tornei civilizado e amoroso. Nisso tenho orgulho!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Ponto sem final
Não me tem apetecido escrever.
Já são alguns anos na blogoesfera, que se iniciou como uma curiosidade, tornou-se um vicio e começa lentamente a cansar.
Não tenho assunto, não há novidades nem vontade de partilhar a falta de novidades. Também não há estimulo nem expectativas defraudadas.
Como os sentimentos blogoesferianos são cíclicos, qualquer dia isto passa.
Comigo nunca nada tem um fim, só intervalos.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Entrando no fim
Sobrevivi a mais um Novembro, o mês terrivel das relações. Que este ano não foi terrivel, compensou os Novembros passados.
E agora venha Dezembro, para me despedir de 2010 que foi um ano muito bom para mim e que deixará saudades.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Dos deveres de uma estagiária
Tudo quanto me mandam fazer começa com:
"Posso pedir-te um favor?"
Vontade de dizer: NÃO!!
Mas estagiária (EU) é (SOU) obrigada a responder:
"Claro, o que precisa que eu faça?"
Com um sorriso. Sempre com um sorriso!
"Posso pedir-te um favor?"
Vontade de dizer: NÃO!!
Mas estagiária (EU) é (SOU) obrigada a responder:
"Claro, o que precisa que eu faça?"
Com um sorriso. Sempre com um sorriso!
sábado, 27 de novembro de 2010
Rapaz VS Mulher

Conheci um rapaz super interessante, bonito, charmoso, educado e cavalheiro. Conversamos durante horas, dançamos Sinatra e Aretha, observamos a estrelas.
No fim disse-me a sua idade... o interesse passou-me. Surgiu a dúvida de sempre, se vale a pena embarcar num romance com um muito recente pós-teen. Creio que não vale, não são focados, querem apenas experimentar uma miúda mais velha. Como o próprio admitiu, foi a minha maturidade que o encantou. Sim querido M., já não tenho 20 anos...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Aqui me confesso
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Out of duty
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