quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Casa de Nossa Senhora em Éfesos


A casa onde Nossa Senhora morou por quinze anos com S. João Evangelista é hoje uma pequena capelinha.
 
Nesta parede, por debaixo da capelinha, podem deixar-se pedidos a Nossa Senhora. Eu deixei lá um papelinho, algures no meio destes todos.



Este esquilinho era uma gracinha! Foi difícil conseguir apanhá-lo de frente, o teimoso só queria comer de costas para nós; depois de algum tempo lá deu o ar da sua graça!

Éfesos - a cidade dos gatos

 
 
 



 
 


 
 
 










Pamukkale




 
 
 
 


Capadócia + Balão de ar quente

A melhor parte desta viagem foi sem dúvida o passeio de balão pela Capadócia às seis da manhã, enquanto o sol nascia. Que experiencia fantástica! E que grande medo também.
 
 

 
 


 



Capadócia

 
 
 
 
 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Off to Turkey


E finalmente chegou a minha semaninha de férias. Vou domingo para a Turquia, numa viagem que me levará a Ancara, Capadócia, Konya, Izmir e Istambul. Depois de oito anos vou regressar a Istambul, cidade que adoro.
 
Até ao meu regresso!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Wishlist #3

Antigamente eu tinha um preconceito com a Swarovski, achava que era "joelharia" para pobres, porque esta marca não usa brilhantes nem diamantes mas somente vidro e cristal. Sempre vi a minha mãe com joias verdadeiras, pelo que Swarovski era, para mim, uma cópia ao nível da bijuteria.
Mas ultimamente tenho vindo a ver peças de um design maravilhoso, coisas lindas ó tão lindas. E também, nos dias de hoje, não sei se teria coragem de andar pela rua ou no metro com diamantes nas mãos.
Então ando a morrer de amores por alguns brincos e anéis da Swarovski, entre vários preços e estilos. Mas este Natal eu gostava muito de receber estes dois anéis, ou então um só, que eu não sou de amuar por tão pouco!
 
Anel Spiral - 149€
I´m seriously in love with this one!
 
 
 
 
Anel Rare Ring - 54€
Mais simples, para o dia a dia, muito mimoso!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Wish list #2

O Natal aproxima-se e como tal, sai mais uma sugestão para me presentearem:
 
Leitor de cd´s, rádio e Ipod SONY (na Worten)
 
A minha velhinha aparelhagem, um tijolo gigante com duas colunas ainda maiores, que recebi de presente por ter passado para o 10º ano da escola, está a precisar de descanso eterno. A parte dos cd´s não funciona há anos e o rádio anda muito fanhoso. Tem ainda a parte de cassetes, que já não tenho e creio que nunca usei. Preciso de um novo sistema de som, em bom, lá pra casa.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Avó Maria Isabel


Se a minha avó Maria Isabel fosse viva, faria hoje 98 anos. Já morreu há 17 anos, quando eu tinha 10, por isso lembro-me pouco dela. Não tenho memória de dias passados com ela, apesar de saber que foram muitos pelas fotos que os meus pais guardam. Sei que todos os anos passávamos uma semana de férias no Algarve, os quatro primos com os avós e lembro-me do feitio irascível do meu avô, que também morreu em 1996, mas da minha avó, de quem gostava muito mais que do meu avô, quase nada me lembro.
Não percebo este fenómeno de me lembrar do meu avô, de quem eu não gostava muito. Lembro-me perfeitamente de situações passadas com ele, de ele nos bater e castigar nas ditas férias no Algarve, uma semana no verão, em cada ano. Mas a minha avó Maria era muito doce. Tinha sempre bolos feitos para nós e festinhas para dar. Quando o meu avô Rogério morreu de cancro em Julho, ela foi-se abaixo. O desgosto foi tal que deixou de viver ainda em vida, tendo morrido pouco tempo depois, em Dezembro. Acho que ela morreu de desgosto. Mas um desgosto que nunca compreendi, porque ele não foi um bom marido para ela. A minha avó viu morrerem-lhe dois filhos, o primeiro nasceu morto e a segunda, uma menina, morreu de asfixia durante o sono, quando tinha dois anos. Sobraram o meu pai e o meu tio, seu irmão mais novo.
Só vi o meu pai chorar uma vez na vida. No dia que a mãe morreu. Chorou durante um dia inteiro. Era véspera de Natal. Eu tinha dez anos, mas esta imagem ficou-me gravada para sempre, porque eu com dez anos, não sabia que os pais, ou os adultos, também choravam.
Desde a morte da minha avó e durante muitos anos, todos os dias 7 de Novembro o meu pai e eu costumávamos ir ao cemitério levar flores à minha avó. Há cerca de uns seis ou sete anos que já não vamos. Perdemos esse costume e nem sei se ainda saberia dar com o sitio onde as cinzas dela estão enterradas.
Já não me lembrava que era hoje o dia do seu aniversário. O meu pai mandou-me à bocado um e-mail a recordar. Dizia apenas "a tua avó Maria fazia hoje 98 anos."
Tenho pena de não a ter conhecido melhor. Tenho pena que ela não tenha visto os netos crescerem, casarem, terem filhos. Ela haveria de gostar de acompanhar tudo isso. A verdade é que os nossos mortos nunca nos morrem completamente.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Deve ser ingenuidade da minha parte, e com certeza será, ter uma confiança cega no meu namorado. Deve ser porque eu própria sou de uma fidelidade canina. A confiança para mim é tudo. Transponho esta minha característica, ser fiel para caraças, no ser amado, achando que ele é um espelho de mim.
Eu já pus em causa, muitas vezes, este namoro e vivermos juntos, já houve alturas em que senti falta da minha casinha e de estar sozinha, mas nunca, por um dia sequer, duvidei dele, da veracidade dele. Não imagino o que seja viver desconfiada, viver sempre com medo de encontrar uma mentira. Espero nunca passar por isso. Conheço mulheres que vivem atormentadas com cada chamada que cai no telemóvel deles ou cada saída de casa. Mulheres que cheiram a roupa e procuram vestígios de tudo e de todas. Mulheres que sofrem de falta de amor próprio e que são também mulheres que amam demais. Para mim, uma relação tem fim imediato no momento em que a confiança termina. Não consigo viver na dúvida, na paranoia da incerteza, como vejo tanto acontecer.

Está a chegar

Alegria alegria!!

O Natal já chegou às lojas! Nickolaus, Casa, A Loja do Gato Preto, Zara Home, etc. e tal, tudo cheio de luzinhas e tons de vermelho forte e adereços e eu estou no céu!

E descobri uma lojinha que abriu na rua augusta, a Casinha do Pai Natal, que é um sonho. Praticamente todos os dias vou namorar a montra.

Estou com vontade de alinhar com os venezuelanos e antecipar o natal já para novembro!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Uma rapariga

Uma rapariga certa vez vê na montra de uma joalharia um anel de brilhantes pelo qual se apaixona. Uma rapariga todas as semanas, durante mais de um ano, vai à dita montra espreitar se o "seu" anel ainda lá está. Uma rapariga anima-se a cada semana, por vê-lo a brilhar na montra, intocado, tão seu e à sua espera. Uma rapariga conta a um rapaz, que ama aquele anel e que gostava que ele fosse o seu anel de noivado. Uma rapariga certo dia discute com um rapaz por motivos na altura importantes. Um rapaz, no meio da discussão, refere que tinha planeado comprar aquele anel para pedir aquela rapariga em casamento numa ocasião futura, não tão distante assim. Uma rapariga de repente apercebe-se que está a discutir por parvoíces, que está a pôr pequenos ódios à frente do grande amor. Uma rapariga comove-se e chora, porque percebe que se calhar, um rapaz já não vai oferecer-lhe o tal anel. Nem pedi-la em casamento. Mas uma rapariga também sabe o amor que um rapaz tem por ela. E sabe que um rapaz lhe perdoa tudo. E talvez o amado anel, e o pedido do amado rapaz, um dia lhe cheguem. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

No escurinho do cinema



Fomos ver ontem de noite e gostámos muito. O filme retrata a época da vida da princesa em que esta estava apaixonada e, supostamente, namorava com o médico paquistanês Hasnat Khan. Eu nunca tinha ouvido falar deste nome, sempre achei que ela gostava do Dodi e até se dizia que iam casar e que, inclusivamente, a Diana estava grávida dele. Mas pelo que o filme mostra, parece que não foi bem assim como eu achava.
Quando a Diana morreu eu tinha 11 anos, lembro-me de ver o funeral dela pela televisão, com a minha mãe, lembro-me de me comover com a coroa de flores com um simples "mummy", mas a noção, ou gravidade vá, do que aconteceu, passou-me obviamente ao lado.
As semelhanças na caracterização da Naomi Watts, actriz que gosto imenso, com a verdadeira Diana são fantásticas e se mais não fosse, pelo tema do filme, este valeria a pena pelo decór do palácio onde ela vivia e pelo hotel Ritz da Place Vendome.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Socorro, estou a ser invadida

Ontem à noite enquanto jantava na cozinha olhei para o chão e vi um montinho de coisinhas pretas a circular em todas as direções. Como sou pitosga sem os óculos postos, não percebi logo do que se tratava. Aproximando a cara do chão, percebi que tenho a cozinha invadida por um milhão de formigas. Milhões de formigas! Em todas as direcções. Apressadas, ora iam para um lado ora para outro. Tento encontrar a fonte de alimentação que terá provocado a invasão e vejo uma pocinha de caramelo junto ao frigorífico e aí fez-se luz: no domingo demos um almoço para a família do meu pai, que ainda não conhecia a nossa casa, a sobremesa foi pudim de caramelo. Lembro-me de pedir ao rapaz para por o pudim no frigorífico no fim do almoço. Ele deve ter entornado um pouco do caramelo liquido do prato... et voila!  Só ainda não consegui ver de onde elas aparecem.
Como o aspirador é o meu melhor amigo estive a aspirá-las, a forma mais simples de as fazer desaparecer. Claro que hoje de manhã estava novamente a invasão completa, não sei se formigas novas ou as sobreviventes do aspirador que de alguma forma conseguiram fugir do saco do aspirador fechado dentro do caixote do lixo.
É um desespero. Tenho que encontrar o local de entrada, onde a invasão começa, para as exterminar de vez.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Repost

O primeiro tudo nunca nos esquecemos...
Da primeira amizade ao primeiro ídolo, do primeiro beijo à primeira rejeição, da primeira impressão ao primeiro adeus.
 
Escrito neste blog em Março de 2010

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Wishlist #1

Outubro e Novembro são meses chatos, em que já não é verão mas também ainda não é inverno, e mal começa Outubro eu começo logo a pensar no Natal. Não vejo a hora que as coisinhas de natal comecem a chegar às lojas, quero que Dezembro chegue para montar a árvore e as luzes.
E o meu lado consumista começa a pensar no que quero receber de presente. Para já ando de olho nestas duas almofadas do Leroy Merlin, baratinhas, para não me começar já a esticar nos pedidos!


 
Trelis e Ikat, dois tecidos tendência.
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Fases

Até aos meus doze anos só queria receber de presente brinquedos. Dos treze aos dezoito só queria livros. Dos dezanove aos vinte e seis só queria roupa. E agora aos vinte e sete só quero coisas para a casa. Ando num enamoramento total por decoração de interiores. Se antes delirava com um vestido, malas ou sapatos, agora deliro com tapetes e quadros e cadeiras e tecidos. Não entro numa loja de roupa há meses, nem sequer tenho vontade. Em compensação, tenho andado a fuçar todas as lojas de mobiliário e decoração, que infelizmente são em menor número que as de moda. Entro na Zara Home e sinto-me a entrar no paraíso.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Repost

Paradoxos e analogias surgem na minha mente numa tentativa desesperada de me explicar, de me encontrar certezas para o que faço e o que quero. Mas não as há.

Repito o sentido das coisas que não o têm e acabo por sorrir e conformar-me com a velocidade do pensamento, que me quer mostrar motivos.

Mas o motivo vem de nós e o porquê vem do acaso e o acaso não existe.
 
 
Postado neste blog em Março de 2010

Quantos?


Mantenho uma base de dados de todos os livros que já li. Organizo por nome do livro, autor, ano da leitura, número de vezes lido e atribuo uma classificação de Muito Bom, Bom, Ok, Chato e Mau. Esta base de dados está incompleta, porque a original estava numa pen que resolveu queimar. Tentei restituir a base o mais fielmente possível, mas há livros que, por ter lido há muitos anos, já não me consigo recordar. Então neste momento consta que li 231 livros mas eu sei que foram mais.
Por curiosidade, fui agora ver quantos livros já li em 2013: o bonito número de 21! Mas na realidade, foram mais que 21, uma vez que só estou a contar com livros que li pela primeira vez em 2013; lembro-me de ter relido alguns e esses não entram nesta contagem.
Espero chegar ao fim do ano e poder ver que li, pelo menos, 35.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

No escurinho do cinema


O dia ontem foi cinzentão e chuvoso, um dia chato, portanto. Ainda para mais dia de eleições.
Fomos almoçar fora com a minha mãe, depois cada um foi votar à sua respectiva freguesia e depois de cumprir o dever cívico, resolvemos ir ao cinema ver O Mordomo. Filme visto e aprovado. Adorei o papel da Oprah, uma excelente actriz e gostei também da retrospectiva histórica dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Achava que o filme se centrava mais na figura do mordomo em si, e esta outra visão mais generalista foi muito boa.
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Homem (im) perfeito

Toda a gente sabe que não existem relações perfeitas. Uns dias são melhores que outros ou até mesmo um único dia pode ter momentos extremamente bons e imensamente maus. Também toda a gente sabe que os homens têm comportamentos estranhos e irritantes. Não tenho a pretensão de conhecer todos os comportamentos de todos os homens, deus me livre disso, mas de um certo homem possuo já um conhecimento  aprofundado. E ele, se tem aspectos muito queridos, também os tem muito irritantes.

Alguns, a saber:

  • Eu gosto de ver uma novela, ele não gosta. Ele gosta de desporto, eu não gosto. Quando ele está a ver desporto na televisão, eu aceito que está a ter prazer naquilo e como até temos mais que uma televisão, se houver algo que eu queira mesmo muito ver, mudo de divisão. Mas ele não! Se eu estou a ver a novela, e quase sempre que estou, lá vem ele dizer que quer ver o telejornal, pergunta-me se tenho mesmo que estar a ver a novela naquela altura. Até aqui tudo bem, realmente posso ver noutra altura, porque vejo sempre gravado, nunca em directo. O irritante é que ele não quer ver nada! Só não quer que eu veja a novela; só isso explica trocar de canal de cinco em cinco segundos e não ver nada de concreto;
  • Ele cozinha maravilhosamente bem e é o cozinheiro oficial lá de casa, porque eu sou uma nódoa. Mas é praticamente só isso que faz. Com o agravante que sempre que vai cozinhar, ou seja, quase todos os dias, suja o fogão todo. Nunca o vi cozinhar nada sem que o fogão ficasse sujo. Mas limpar... tá quieto! Quem tem que acabar a esfregar fogão, frigorifico, bancas, mesa, sou eu. Um dia disse-lhe para pelo menos por a louça suja na máquina. Acatou o pedido, mas não lhe passou pela cabeça que a loiça tem que ser raspada e passada por água antes de ir para a máquina. Ou seja, punha a loiça cheia de comida agarrada na máquina. Isto deixa-me p... da vida.
  • Sempre que o caixote do lixo está cheio, tenho que o lembrar de levar o lixo para a rua. Houve um dia que perguntei porquê que não levou a reciclagem também para baixo, ficou ofendidíssimo comigo durante horas, porque eu em vez de reconhecer que ele levou o lixo, "critiquei" que não levou a reciclagem. Eu só perguntei... acho que foi uma pergunta legitima... não?
  • Temos visões muito diferentes do que são prioridades e isto relaciona-se muito directamente com o dinheiro. Para mim há gastos absolutamente supérfluos, concretamente, em determinados alimentos. Já ele acha que eu sou forreta porque não quero gastar em queijos ou vinhos... Mas se eu compro alguma coisa para a casa, porque vai ser útil ou porque vai ficar bonito, ele acha que eu sou gastadora.
  • Ele não liga a decoração, até aqui tudo bem, a maioria dos homens não liga. Então sou só eu quem compra coisinhas para a casa, porque gosto de estar num ambiente bonito e confortável. E sempre que lhe vou mostrar o que comprei, a resposta é sempre a mesma: "é bonito, mas para quê que serve?". Serve para me fazer feliz, serve para ser admirado, serve para uma série de coisas, não é óbvio?
  • Eu não tenho preconceitos praticamente nenhuns e apoio todos os temas controversos, como adopção ou casamento do mesmo sexo, para dar dois exemplos. Já ele é um bocado preconceituoso com essas coisas. Ainda acha que tatuagens são coisas de marginais. Então é certo que quando um tópico desses calha na conversa, vai haver desentendimento. Não porque eu o queira convencer a partilhar as minhas opiniões, que eu não tenho pachorra para catequizar ninguém, mas porque ele não aceita qualquer opinião contrária àquilo que acha.

Poderia continuar por aqui fora, que a lista ainda vai a meio mas não quero passar a imagem duma pessoa má, que não é de todo verdade. É um homem extremamente bondoso, generoso, amável. Só que, lá está, ninguém é perfeito. Eu também tenho os meus defeitos. Só tenho a sorte de ninguém (ainda) os ter passado a escrito!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mais uma crítica negativa

Não é que hoje esteja numa onda de criticas negativas, quando gosto de algo sou a primeira a criticar positivamente. Mas parece que ultimamente enfio barretes atrás de barretes!
 
No sábado à noite eu e o rapaz fomos ao Teatro Tivoli ver a peça Lar Doce Lar.
Resolvi que íamos ver a peça depois de ler a critica (mais uma vez... as enganadoras criticas...) em diversos jornais e de ouvir de várias pessoas o quão divertida a peça é. Como ando a precisar de me rir mais, lá fomos nós.
 
Dizer que a peça é longa demais não é um exagero. Ás tantas eu já não tinha posição para estar, o rabo estava quadrado (as cadeiras do Tivoli deixam um pouco a desejar); dizer que não gostámos, que as piadas não têm piada, são demasiado fáceis, demasiado brejeiras.
Pareceu-nos que as pessoas que foram assistir à peça acharam que como iam para uma comédia, tinham que rir a qualquer custo, então toca de rir por tudo e por nada. Ainda mal a peça tinha começado e não tinha havido qualquer diálogo engraçado, já estava a sala inteira em gargalhadas.
 
Honestamente, não gostámos. Considero o Joaquim Monchique um grande actor mas nem isso sobressaiu ali. Mais valia ter poupado os 30€ dos bilhetes e termos ido jantar fora a um sítio engraçado.
 

Pondo a leitura em dia

Estas férias levei três livros comigo mas desta vez foram tiros ao lado. Nenhuma das três leituras me fascinou.
 
Já li alguns clássicos da literatura mundial cuja critica é muito boa. Honestamente considero que uma critica fabulosa é sinónimo de livros chatinhos. Não retiro o mérito dos grandes escritores, mas o que os faz "grandes" aos olhos da maioria é-me incompreensível. É o caso de Virginia Woolf na obra Mrs. Dalloway. Achei este livro aborrecido, confuso, o facto de não ter capítulos é extremamente estranho e torna a leitura difícil, porque os assuntos são misturados, ora está a discorrer sobre tal pessoa ora já mudou para outra totalmente diferente e nem se deu pela mudança.
É considerado o grande romance da literatura inglesa mas eu não gostei.
 
 
 
Gosto do escritor húngaro Sándor Marai; adorei o seu As Velas Ardem Até ao Fim, um livro extremamente bonito, A Herança de Ezster também me agradou. No Natal passado andava pela livraria a procurar um livro para oferecer à minha mãe, quando vi este, Rebeldes, e pensei cá comigo que se tinha gostado tanto dos outros dois, este também deveria ser bom.
Bem... o tema é totalmente distinto dos outros e achei-o aborrecido, parado, sem grandes desenvolvimentos, sem grandes entusiasmos. É daqueles livros que se lê mas que nos deixam exatamente na mesma. Não nos altera nem acrescenta nada.
 
 
 
Por fim, mais um livro de Carlos Ruiz Zafón, escritor espanhol que gosto muito. Por norma não gosto de literatura fantástica, coisas absurdas e irreais, mas em Zafón não me faz confusão nenhuma e até acho que acrescenta algo positivo ao texto. De todos os livros dele que já li, este foi o único que não gostei. É demasiado pateta e infantil.
 
 


Resumindo e baralhando, foram tiros ao lado. Mesmo antes de entrar de férias, na última semana de trabalho, li um que gostei muito da espanhola Júlia Navarro, "Diz-me Quem Sou". Talvez por ter gostado tanto desse fiquei tão desiludida com os três que resolvi escolher. Entretanto já voltei ao trabalho há duas semanas e já li o Inferno do Dan Brown. Gostei do Inferno, lê-se bem, como todos os seus livros, mas estava à espera de mais. Não me fascinou. Em todo o caso, foi uma boa leitura depois dos três livros das férias.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

I´m back

10 dias em Santa Cruz e 11 dias em Albufeira.
Souberam a muito pouco. O mal das férias é passarem a correr. Estou de volta ao escritório e deprimida por pensar que agora só para o ano haverá mais.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Merecidas férias

Falta praticamente uma semana para entrar em férias.
Estou ansiosamente à espera!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Entrega

Sempre encarei a religião como algo que nos acompanha ao longo da vida e que nos faz companhia. Escolhemos ser religiosos, escolhemos acreditar em algo, porque nos faz sentir bem e inseridos numa comunidade. Sentimos a partilha de valores e fé com os demais, que como nós, encontram conforto e paz na Palavra. Mas não me prendo a rituais nem cerimónias sagradas. Os rituais foram feitos pelos homens, não por Deus. Não concordo com uma série de práticas levadas a cabo por mandamentos ou impostos pelos líderes religiosos. Ou seja, vejo a fé como uma expressão muito própria de cada um de nós, da nossa consciência. Vivo a minha religiosidade num plano interno, poupando-me a manifestações públicas da mesma. Não serei menos amada por Deus, nem mais, por rezar, jejuar, dar esmola. Infelizmente não consigo retirar conforto interior de missas ou correntes de oração, talvez porque a religiosidade exterior, em grupo, sempre me soou a histeria coletiva. Há apenas um acto da religiosidade que me emociona, que me deixa de rastos emocionalmente. Não consigo ouvir um coro de igreja sem me desfazer em lágrimas. Acho que é das coisas mais bonitas de se ver e ouvir, as músicas que os grupos de jovens cantam. Em todos os casamentos choro e choro e choro, devido ao coro. Quando andava na universidade, todos os dias ia à missa na capela, à hora do almoço, só para ouvir o coro cantar, acompanhados pelas violas. É lindo. E é totalmente irracional esta reação que me provoca. Sou capaz de ouvir durante horas sem me cansar e a cada vez que ouço, começo a chorar.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Inferno

Eu gostava do verão. Eu adorava o verão. Eu só ficava feliz quando a temperatura rondava os trinta e tal graus, menos que isso eu considerava frio.
Até este verão.
Agora, eu estou a odiar o verão, estou a desejar que o inverno volte, porque pela primeira vez na vida percebi que o frio é mais fácil de suportar que o calor.

Eu gostava da minha casa nova. Eu adorava a minha casa nova. Até perceber que ela é um forno, que é tão quente que se torna irrespirável, que não me deixa dormir. Quando estou em casa, sinto gotas de suor a escorrer-me pelas pernas e braços. Isto é inédito. Se a casa fosse um homem, era agora que eu lhe pedia o divórcio.