Trapézio das emoções, das sensações, do amor sem rede. Porque o mundo é uma escola e a vida é um circo.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Capadócia + Balão de ar quente
A melhor parte desta viagem foi sem dúvida o passeio de balão pela Capadócia às seis da manhã, enquanto o sol nascia. Que experiencia fantástica! E que grande medo também.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Off to Turkey
E finalmente chegou a minha semaninha de férias. Vou domingo para a Turquia, numa viagem que me levará a Ancara, Capadócia, Konya, Izmir e Istambul. Depois de oito anos vou regressar a Istambul, cidade que adoro.
Até ao meu regresso!
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Wishlist #3
Antigamente eu tinha um preconceito com a Swarovski, achava que era "joelharia" para pobres, porque esta marca não usa brilhantes nem diamantes mas somente vidro e cristal. Sempre vi a minha mãe com joias verdadeiras, pelo que Swarovski era, para mim, uma cópia ao nível da bijuteria.
Mas ultimamente tenho vindo a ver peças de um design maravilhoso, coisas lindas ó tão lindas. E também, nos dias de hoje, não sei se teria coragem de andar pela rua ou no metro com diamantes nas mãos.
Então ando a morrer de amores por alguns brincos e anéis da Swarovski, entre vários preços e estilos. Mas este Natal eu gostava muito de receber estes dois anéis, ou então um só, que eu não sou de amuar por tão pouco!
Anel Spiral - 149€
I´m seriously in love with this one!
Anel Rare Ring - 54€
Mais simples, para o dia a dia, muito mimoso!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Wish list #2
O Natal aproxima-se e como tal, sai mais uma sugestão para me presentearem:
Leitor de cd´s, rádio e Ipod SONY (na Worten)
A minha velhinha aparelhagem, um tijolo gigante com duas colunas ainda maiores, que recebi de presente por ter passado para o 10º ano da escola, está a precisar de descanso eterno. A parte dos cd´s não funciona há anos e o rádio anda muito fanhoso. Tem ainda a parte de cassetes, que já não tenho e creio que nunca usei. Preciso de um novo sistema de som, em bom, lá pra casa.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Avó Maria Isabel
Se a minha avó Maria Isabel fosse viva, faria hoje 98 anos. Já morreu há 17 anos, quando eu tinha 10, por isso lembro-me pouco dela. Não tenho memória de dias passados com ela, apesar de saber que foram muitos pelas fotos que os meus pais guardam. Sei que todos os anos passávamos uma semana de férias no Algarve, os quatro primos com os avós e lembro-me do feitio irascível do meu avô, que também morreu em 1996, mas da minha avó, de quem gostava muito mais que do meu avô, quase nada me lembro.
Não percebo este fenómeno de me lembrar do meu avô, de quem eu não gostava muito. Lembro-me perfeitamente de situações passadas com ele, de ele nos bater e castigar nas ditas férias no Algarve, uma semana no verão, em cada ano. Mas a minha avó Maria era muito doce. Tinha sempre bolos feitos para nós e festinhas para dar. Quando o meu avô Rogério morreu de cancro em Julho, ela foi-se abaixo. O desgosto foi tal que deixou de viver ainda em vida, tendo morrido pouco tempo depois, em Dezembro. Acho que ela morreu de desgosto. Mas um desgosto que nunca compreendi, porque ele não foi um bom marido para ela. A minha avó viu morrerem-lhe dois filhos, o primeiro nasceu morto e a segunda, uma menina, morreu de asfixia durante o sono, quando tinha dois anos. Sobraram o meu pai e o meu tio, seu irmão mais novo.
Só vi o meu pai chorar uma vez na vida. No dia que a mãe morreu. Chorou durante um dia inteiro. Era véspera de Natal. Eu tinha dez anos, mas esta imagem ficou-me gravada para sempre, porque eu com dez anos, não sabia que os pais, ou os adultos, também choravam.
Desde a morte da minha avó e durante muitos anos, todos os dias 7 de Novembro o meu pai e eu costumávamos ir ao cemitério levar flores à minha avó. Há cerca de uns seis ou sete anos que já não vamos. Perdemos esse costume e nem sei se ainda saberia dar com o sitio onde as cinzas dela estão enterradas.
Já não me lembrava que era hoje o dia do seu aniversário. O meu pai mandou-me à bocado um e-mail a recordar. Dizia apenas "a tua avó Maria fazia hoje 98 anos."
Tenho pena de não a ter conhecido melhor. Tenho pena que ela não tenha visto os netos crescerem, casarem, terem filhos. Ela haveria de gostar de acompanhar tudo isso. A verdade é que os nossos mortos nunca nos morrem completamente.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Deve ser ingenuidade da minha parte, e com certeza será, ter uma confiança cega no meu namorado. Deve ser porque eu própria sou de uma fidelidade canina. A confiança para mim é tudo. Transponho esta minha característica, ser fiel para caraças, no ser amado, achando que ele é um espelho de mim.
Eu já pus em causa, muitas vezes, este namoro e vivermos juntos, já houve alturas em que senti falta da minha casinha e de estar sozinha, mas nunca, por um dia sequer, duvidei dele, da veracidade dele. Não imagino o que seja viver desconfiada, viver sempre com medo de encontrar uma mentira. Espero nunca passar por isso. Conheço mulheres que vivem atormentadas com cada chamada que cai no telemóvel deles ou cada saída de casa. Mulheres que cheiram a roupa e procuram vestígios de tudo e de todas. Mulheres que sofrem de falta de amor próprio e que são também mulheres que amam demais. Para mim, uma relação tem fim imediato no momento em que a confiança termina. Não consigo viver na dúvida, na paranoia da incerteza, como vejo tanto acontecer.
Está a chegar
Alegria alegria!!
O Natal já chegou às lojas! Nickolaus, Casa, A Loja do Gato Preto, Zara Home, etc. e tal, tudo cheio de luzinhas e tons de vermelho forte e adereços e eu estou no céu!
E descobri uma lojinha que abriu na rua augusta, a Casinha do Pai Natal, que é um sonho. Praticamente todos os dias vou namorar a montra.
Estou com vontade de alinhar com os venezuelanos e antecipar o natal já para novembro!
O Natal já chegou às lojas! Nickolaus, Casa, A Loja do Gato Preto, Zara Home, etc. e tal, tudo cheio de luzinhas e tons de vermelho forte e adereços e eu estou no céu!
E descobri uma lojinha que abriu na rua augusta, a Casinha do Pai Natal, que é um sonho. Praticamente todos os dias vou namorar a montra.
Estou com vontade de alinhar com os venezuelanos e antecipar o natal já para novembro!
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Uma rapariga
Uma rapariga certa vez vê na montra de uma joalharia um anel de brilhantes pelo qual se apaixona. Uma rapariga todas as semanas, durante mais de um ano, vai à dita montra espreitar se o "seu" anel ainda lá está. Uma rapariga anima-se a cada semana, por vê-lo a brilhar na montra, intocado, tão seu e à sua espera. Uma rapariga conta a um rapaz, que ama aquele anel e que gostava que ele fosse o seu anel de noivado. Uma rapariga certo dia discute com um rapaz por motivos na altura importantes. Um rapaz, no meio da discussão, refere que tinha planeado comprar aquele anel para pedir aquela rapariga em casamento numa ocasião futura, não tão distante assim. Uma rapariga de repente apercebe-se que está a discutir por parvoíces, que está a pôr pequenos ódios à frente do grande amor. Uma rapariga comove-se e chora, porque percebe que se calhar, um rapaz já não vai oferecer-lhe o tal anel. Nem pedi-la em casamento. Mas uma rapariga também sabe o amor que um rapaz tem por ela. E sabe que um rapaz lhe perdoa tudo. E talvez o amado anel, e o pedido do amado rapaz, um dia lhe cheguem.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
No escurinho do cinema
Fomos ver ontem de noite e gostámos muito. O filme retrata a época da vida da princesa em que esta estava apaixonada e, supostamente, namorava com o médico paquistanês Hasnat Khan. Eu nunca tinha ouvido falar deste nome, sempre achei que ela gostava do Dodi e até se dizia que iam casar e que, inclusivamente, a Diana estava grávida dele. Mas pelo que o filme mostra, parece que não foi bem assim como eu achava.
Quando a Diana morreu eu tinha 11 anos, lembro-me de ver o funeral dela pela televisão, com a minha mãe, lembro-me de me comover com a coroa de flores com um simples "mummy", mas a noção, ou gravidade vá, do que aconteceu, passou-me obviamente ao lado.
As semelhanças na caracterização da Naomi Watts, actriz que gosto imenso, com a verdadeira Diana são fantásticas e se mais não fosse, pelo tema do filme, este valeria a pena pelo decór do palácio onde ela vivia e pelo hotel Ritz da Place Vendome.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Socorro, estou a ser invadida
Ontem à noite enquanto jantava na cozinha olhei para o chão e vi um montinho de coisinhas pretas a circular em todas as direções. Como sou pitosga sem os óculos postos, não percebi logo do que se tratava. Aproximando a cara do chão, percebi que tenho a cozinha invadida por um milhão de formigas. Milhões de formigas! Em todas as direcções. Apressadas, ora iam para um lado ora para outro. Tento encontrar a fonte de alimentação que terá provocado a invasão e vejo uma pocinha de caramelo junto ao frigorífico e aí fez-se luz: no domingo demos um almoço para a família do meu pai, que ainda não conhecia a nossa casa, a sobremesa foi pudim de caramelo. Lembro-me de pedir ao rapaz para por o pudim no frigorífico no fim do almoço. Ele deve ter entornado um pouco do caramelo liquido do prato... et voila! Só ainda não consegui ver de onde elas aparecem.
Como o aspirador é o meu melhor amigo estive a aspirá-las, a forma mais simples de as fazer desaparecer. Claro que hoje de manhã estava novamente a invasão completa, não sei se formigas novas ou as sobreviventes do aspirador que de alguma forma conseguiram fugir do saco do aspirador fechado dentro do caixote do lixo.
É um desespero. Tenho que encontrar o local de entrada, onde a invasão começa, para as exterminar de vez.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Repost
O primeiro tudo nunca nos esquecemos...
Da primeira amizade ao primeiro ídolo, do primeiro beijo à primeira rejeição, da primeira impressão ao primeiro adeus.
Escrito neste blog em Março de 2010
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Wishlist #1
Outubro e Novembro são meses chatos, em que já não é verão mas também ainda não é inverno, e mal começa Outubro eu começo logo a pensar no Natal. Não vejo a hora que as coisinhas de natal comecem a chegar às lojas, quero que Dezembro chegue para montar a árvore e as luzes.
E o meu lado consumista começa a pensar no que quero receber de presente. Para já ando de olho nestas duas almofadas do Leroy Merlin, baratinhas, para não me começar já a esticar nos pedidos!
Trelis e Ikat, dois tecidos tendência.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Fases
Até aos meus doze anos só queria receber de presente brinquedos. Dos treze aos dezoito só queria livros. Dos dezanove aos vinte e seis só queria roupa. E agora aos vinte e sete só quero coisas para a casa. Ando num enamoramento total por decoração de interiores. Se antes delirava com um vestido, malas ou sapatos, agora deliro com tapetes e quadros e cadeiras e tecidos. Não entro numa loja de roupa há meses, nem sequer tenho vontade. Em compensação, tenho andado a fuçar todas as lojas de mobiliário e decoração, que infelizmente são em menor número que as de moda. Entro na Zara Home e sinto-me a entrar no paraíso.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Repost
Paradoxos e analogias surgem na minha mente numa tentativa desesperada de me explicar, de me encontrar certezas para o que faço e o que quero. Mas não as há.
Repito o sentido das coisas que não o têm e acabo por sorrir e conformar-me com a velocidade do pensamento, que me quer mostrar motivos.
Mas o motivo vem de nós e o porquê vem do acaso e o acaso não existe.
Postado neste blog em Março de 2010
Quantos?
Mantenho uma base de dados de todos os livros que já li. Organizo por nome do livro, autor, ano da leitura, número de vezes lido e atribuo uma classificação de Muito Bom, Bom, Ok, Chato e Mau. Esta base de dados está incompleta, porque a original estava numa pen que resolveu queimar. Tentei restituir a base o mais fielmente possível, mas há livros que, por ter lido há muitos anos, já não me consigo recordar. Então neste momento consta que li 231 livros mas eu sei que foram mais.
Por curiosidade, fui agora ver quantos livros já li em 2013: o bonito número de 21! Mas na realidade, foram mais que 21, uma vez que só estou a contar com livros que li pela primeira vez em 2013; lembro-me de ter relido alguns e esses não entram nesta contagem.
Espero chegar ao fim do ano e poder ver que li, pelo menos, 35.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
No escurinho do cinema
O dia ontem foi cinzentão e chuvoso, um dia chato, portanto. Ainda para mais dia de eleições.
Fomos almoçar fora com a minha mãe, depois cada um foi votar à sua respectiva freguesia e depois de cumprir o dever cívico, resolvemos ir ao cinema ver O Mordomo. Filme visto e aprovado. Adorei o papel da Oprah, uma excelente actriz e gostei também da retrospectiva histórica dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Achava que o filme se centrava mais na figura do mordomo em si, e esta outra visão mais generalista foi muito boa.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Homem (im) perfeito
Toda a gente sabe que não existem relações perfeitas. Uns dias são melhores que outros ou até mesmo um único dia pode ter momentos extremamente bons e imensamente maus. Também toda a gente sabe que os homens têm comportamentos estranhos e irritantes. Não tenho a pretensão de conhecer todos os comportamentos de todos os homens, deus me livre disso, mas de um certo homem possuo já um conhecimento aprofundado. E ele, se tem aspectos muito queridos, também os tem muito irritantes.
Alguns, a saber:
- Eu gosto de ver uma novela, ele não gosta. Ele gosta de desporto, eu não gosto. Quando ele está a ver desporto na televisão, eu aceito que está a ter prazer naquilo e como até temos mais que uma televisão, se houver algo que eu queira mesmo muito ver, mudo de divisão. Mas ele não! Se eu estou a ver a novela, e quase sempre que estou, lá vem ele dizer que quer ver o telejornal, pergunta-me se tenho mesmo que estar a ver a novela naquela altura. Até aqui tudo bem, realmente posso ver noutra altura, porque vejo sempre gravado, nunca em directo. O irritante é que ele não quer ver nada! Só não quer que eu veja a novela; só isso explica trocar de canal de cinco em cinco segundos e não ver nada de concreto;
- Ele cozinha maravilhosamente bem e é o cozinheiro oficial lá de casa, porque eu sou uma nódoa. Mas é praticamente só isso que faz. Com o agravante que sempre que vai cozinhar, ou seja, quase todos os dias, suja o fogão todo. Nunca o vi cozinhar nada sem que o fogão ficasse sujo. Mas limpar... tá quieto! Quem tem que acabar a esfregar fogão, frigorifico, bancas, mesa, sou eu. Um dia disse-lhe para pelo menos por a louça suja na máquina. Acatou o pedido, mas não lhe passou pela cabeça que a loiça tem que ser raspada e passada por água antes de ir para a máquina. Ou seja, punha a loiça cheia de comida agarrada na máquina. Isto deixa-me p... da vida.
- Sempre que o caixote do lixo está cheio, tenho que o lembrar de levar o lixo para a rua. Houve um dia que perguntei porquê que não levou a reciclagem também para baixo, ficou ofendidíssimo comigo durante horas, porque eu em vez de reconhecer que ele levou o lixo, "critiquei" que não levou a reciclagem. Eu só perguntei... acho que foi uma pergunta legitima... não?
- Temos visões muito diferentes do que são prioridades e isto relaciona-se muito directamente com o dinheiro. Para mim há gastos absolutamente supérfluos, concretamente, em determinados alimentos. Já ele acha que eu sou forreta porque não quero gastar em queijos ou vinhos... Mas se eu compro alguma coisa para a casa, porque vai ser útil ou porque vai ficar bonito, ele acha que eu sou gastadora.
- Ele não liga a decoração, até aqui tudo bem, a maioria dos homens não liga. Então sou só eu quem compra coisinhas para a casa, porque gosto de estar num ambiente bonito e confortável. E sempre que lhe vou mostrar o que comprei, a resposta é sempre a mesma: "é bonito, mas para quê que serve?". Serve para me fazer feliz, serve para ser admirado, serve para uma série de coisas, não é óbvio?
- Eu não tenho preconceitos praticamente nenhuns e apoio todos os temas controversos, como adopção ou casamento do mesmo sexo, para dar dois exemplos. Já ele é um bocado preconceituoso com essas coisas. Ainda acha que tatuagens são coisas de marginais. Então é certo que quando um tópico desses calha na conversa, vai haver desentendimento. Não porque eu o queira convencer a partilhar as minhas opiniões, que eu não tenho pachorra para catequizar ninguém, mas porque ele não aceita qualquer opinião contrária àquilo que acha.
Poderia continuar por aqui fora, que a lista ainda vai a meio mas não quero passar a imagem duma pessoa má, que não é de todo verdade. É um homem extremamente bondoso, generoso, amável. Só que, lá está, ninguém é perfeito. Eu também tenho os meus defeitos. Só tenho a sorte de ninguém (ainda) os ter passado a escrito!
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Mais uma crítica negativa
Não é que hoje esteja numa onda de criticas negativas, quando gosto de algo sou a primeira a criticar positivamente. Mas parece que ultimamente enfio barretes atrás de barretes!
No sábado à noite eu e o rapaz fomos ao Teatro Tivoli ver a peça Lar Doce Lar.
Resolvi que íamos ver a peça depois de ler a critica (mais uma vez... as enganadoras criticas...) em diversos jornais e de ouvir de várias pessoas o quão divertida a peça é. Como ando a precisar de me rir mais, lá fomos nós.
Dizer que a peça é longa demais não é um exagero. Ás tantas eu já não tinha posição para estar, o rabo estava quadrado (as cadeiras do Tivoli deixam um pouco a desejar); dizer que não gostámos, que as piadas não têm piada, são demasiado fáceis, demasiado brejeiras.
Pareceu-nos que as pessoas que foram assistir à peça acharam que como iam para uma comédia, tinham que rir a qualquer custo, então toca de rir por tudo e por nada. Ainda mal a peça tinha começado e não tinha havido qualquer diálogo engraçado, já estava a sala inteira em gargalhadas.
Honestamente, não gostámos. Considero o Joaquim Monchique um grande actor mas nem isso sobressaiu ali. Mais valia ter poupado os 30€ dos bilhetes e termos ido jantar fora a um sítio engraçado.
Pondo a leitura em dia
Estas férias levei três livros comigo mas desta vez foram tiros ao lado. Nenhuma das três leituras me fascinou.
Já li alguns clássicos da literatura mundial cuja critica é muito boa. Honestamente considero que uma critica fabulosa é sinónimo de livros chatinhos. Não retiro o mérito dos grandes escritores, mas o que os faz "grandes" aos olhos da maioria é-me incompreensível. É o caso de Virginia Woolf na obra Mrs. Dalloway. Achei este livro aborrecido, confuso, o facto de não ter capítulos é extremamente estranho e torna a leitura difícil, porque os assuntos são misturados, ora está a discorrer sobre tal pessoa ora já mudou para outra totalmente diferente e nem se deu pela mudança.
É considerado o grande romance da literatura inglesa mas eu não gostei.
Gosto do escritor húngaro Sándor Marai; adorei o seu As Velas Ardem Até ao Fim, um livro extremamente bonito, A Herança de Ezster também me agradou. No Natal passado andava pela livraria a procurar um livro para oferecer à minha mãe, quando vi este, Rebeldes, e pensei cá comigo que se tinha gostado tanto dos outros dois, este também deveria ser bom.
Bem... o tema é totalmente distinto dos outros e achei-o aborrecido, parado, sem grandes desenvolvimentos, sem grandes entusiasmos. É daqueles livros que se lê mas que nos deixam exatamente na mesma. Não nos altera nem acrescenta nada.
Por fim, mais um livro de Carlos Ruiz Zafón, escritor espanhol que gosto muito. Por norma não gosto de literatura fantástica, coisas absurdas e irreais, mas em Zafón não me faz confusão nenhuma e até acho que acrescenta algo positivo ao texto. De todos os livros dele que já li, este foi o único que não gostei. É demasiado pateta e infantil.
Resumindo e baralhando, foram tiros ao lado. Mesmo antes de entrar de férias, na última semana de trabalho, li um que gostei muito da espanhola Júlia Navarro, "Diz-me Quem Sou". Talvez por ter gostado tanto desse fiquei tão desiludida com os três que resolvi escolher. Entretanto já voltei ao trabalho há duas semanas e já li o Inferno do Dan Brown. Gostei do Inferno, lê-se bem, como todos os seus livros, mas estava à espera de mais. Não me fascinou. Em todo o caso, foi uma boa leitura depois dos três livros das férias.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
I´m back
10 dias em Santa Cruz e 11 dias em Albufeira.
Souberam a muito pouco. O mal das férias é passarem a correr. Estou de volta ao escritório e deprimida por pensar que agora só para o ano haverá mais.
Souberam a muito pouco. O mal das férias é passarem a correr. Estou de volta ao escritório e deprimida por pensar que agora só para o ano haverá mais.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Entrega
Sempre encarei a religião como algo que nos acompanha ao longo da vida e que nos faz companhia. Escolhemos ser religiosos, escolhemos acreditar em algo, porque nos faz sentir bem e inseridos numa comunidade. Sentimos a partilha de valores e fé com os demais, que como nós, encontram conforto e paz na Palavra. Mas não me prendo a rituais nem cerimónias sagradas. Os rituais foram feitos pelos homens, não por Deus. Não concordo com uma série de práticas levadas a cabo por mandamentos ou impostos pelos líderes religiosos. Ou seja, vejo a fé como uma expressão muito própria de cada um de nós, da nossa consciência. Vivo a minha religiosidade num plano interno, poupando-me a manifestações públicas da mesma. Não serei menos amada por Deus, nem mais, por rezar, jejuar, dar esmola. Infelizmente não consigo retirar conforto interior de missas ou correntes de oração, talvez porque a religiosidade exterior, em grupo, sempre me soou a histeria coletiva. Há apenas um acto da religiosidade que me emociona, que me deixa de rastos emocionalmente. Não consigo ouvir um coro de igreja sem me desfazer em lágrimas. Acho que é das coisas mais bonitas de se ver e ouvir, as músicas que os grupos de jovens cantam. Em todos os casamentos choro e choro e choro, devido ao coro. Quando andava na universidade, todos os dias ia à missa na capela, à hora do almoço, só para ouvir o coro cantar, acompanhados pelas violas. É lindo. E é totalmente irracional esta reação que me provoca. Sou capaz de ouvir durante horas sem me cansar e a cada vez que ouço, começo a chorar.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Inferno
Eu gostava do verão. Eu adorava o verão. Eu só ficava feliz quando a temperatura rondava os trinta e tal graus, menos que isso eu considerava frio.
Até este verão.
Agora, eu estou a odiar o verão, estou a desejar que o inverno volte, porque pela primeira vez na vida percebi que o frio é mais fácil de suportar que o calor.
Eu gostava da minha casa nova. Eu adorava a minha casa nova. Até perceber que ela é um forno, que é tão quente que se torna irrespirável, que não me deixa dormir. Quando estou em casa, sinto gotas de suor a escorrer-me pelas pernas e braços. Isto é inédito. Se a casa fosse um homem, era agora que eu lhe pedia o divórcio.
Até este verão.
Agora, eu estou a odiar o verão, estou a desejar que o inverno volte, porque pela primeira vez na vida percebi que o frio é mais fácil de suportar que o calor.
Eu gostava da minha casa nova. Eu adorava a minha casa nova. Até perceber que ela é um forno, que é tão quente que se torna irrespirável, que não me deixa dormir. Quando estou em casa, sinto gotas de suor a escorrer-me pelas pernas e braços. Isto é inédito. Se a casa fosse um homem, era agora que eu lhe pedia o divórcio.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Quando ser perfeito se torna mau
Na sequencia deste RX que fiz fiquei a saber duas coisas:
1) tenho a coluna demasiado direita. Há quatro tipos de coluna, sendo que a considerada "normal" ou "boa" é a número 3, cujo grau de curvatura é de 45 graus. Eu tenho a tipo 2, com apenas 39 graus de curvatura;
2) tenho a perna esquerda mais alta que a perna direita.
Estes dois fatores juntos explicam as dores de costas horríveis que por vezes tenho, que começam com um "estalo" na zona dorsal e que me deixam prostrada de dor e com um ombro mais para cima que o outro, tipo Quasimodo.
Ou seja, tenho uma coluna perfeita. Mas demasiado perfeita. Demasiado, a ponto de ser tornar uma má coluna.
A parte boa? Não tenho hérnias nem nenhum outro problema de maior.
A parte má? Não tem cura. Não há como corrigir uma coluna demasiado direita nem uma perna mais alta que a outra. O médico recomendou-me usar uma palmilha de 5mm no sapato do pé direito, para equilibrar a altura e fazer ginástica.
Saí da consulta a sentir-me uma autentica deficiente física. Sem nem sequer ter direito a qualquer regalia que os deficientes físicos têm direito.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
O casamento
Este fim de semana andei por Óbidos e Ansião, num casamento que durou dois dias, em duas localidades diferentes. A dose dupla de matrimónio fez-me pensar a sério no que o casamento significa para mim. Não será, com certeza, o acto de contrair matrimónio que valida uma relação amorosa, nem tão pouco a reveste de mais amor. O casamento não é uma garantia para nada. É apenas um passo natural de se seguir, depois de algum tempo de namoro, depois de já não haver dúvidas que se quer viver e estar com determinada pessoa. Partilhar casa e vida. Partilhar alegrias e problemas.
Não tem nada a ver com religião. Nem sequer com tradição. Apenas porque, para mim, faz sentido ser legalmente de alguém e alguém seja legalmente meu.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Ou... ou?
Hoje fui à CUF fazer um RX à coluna.
Entro na sala e o técnico, um rapaz novo, diz-me para tirar a roupa e ficar só de cuecas, tirar os sapatos, brincos e colar e pulseira e relógio.
Vou para o cubículo despir-me, quando vejo que há batas descartáveis ali. Saio e pergunto se posso vestir uma bata. Ele diz que sim. Suspiro de alivio.
O rapaz não me disse para vestir a bata. Disse só para tirar a roupa e ficar de cuecas.
A minha dúvida é: não disse porque se esqueceu? Não disse porque esperava que eu (e outras, eventualmente) aparecesse nua? Ou não disse porque achou que era óbvio que era para vestir a bata e tapar a nudez?
Ainda não cheguei a nenhuma conclusão.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Facto
É quase como descobrir que passar de uma família monoparental de dois elementos (eu + gato) para uma família numerosa de cinco (eu + gato + ele + filha 1 + filha 2) faz toda a diferença no plano orçamental familiar.
Facto
Há, por fim, aquele dia em que constatamos que o Leroy Merlin é muito mais barato que o Aki. E, parecendo que não, isso faz toda a diferença.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Fim da mudança de santa engrácia, que na realidade foi do lumiar
E pronto, está terminada a mudança!
Há uma semana que estou instalada numa bonita casinha numa das avenidas que mais gosto em Lisboa.
Até ao momento:
- a localização não desilude; metro à porta; talvez um pouco barulhenta devido ao transito mas nada que umas boas janelas de vidro duplo não resolvam.
- o estendal da roupa é maravilhoso de tão grande que é; é um pouco assustador apenas a altura sobre a qual me debruço sempre que vou estender qualquer roupa.
- o patamar da escada tem a luz fundida, o que faz com que seja um pouco assustador meter a chave à porta em escuridão total.
- o gato conseguiu fugir para o telhado. Foi toda uma aventura e muito susto misturado para conseguir ir resgatá-lo lá acima.
- da minha janela da cozinha consigo ver a cozinha da vizinha do lado. O que faz com que ela também me consiga ver a mim. Durante as manhãs, em que estou feia, descabelada e de pijama.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Mudanças de Santa Engrácia
Andamos há três semanas em mudanças e ainda não temos previsão de quando estará tudo concluído.
Estou farta, fartinha de acartar sacos e saquinhos, caixas e caixotes.
Estou farta, fartinha de acartar sacos e saquinhos, caixas e caixotes.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Podia dar-me para pior
Quando começamos a procurar casas para nos mudarmos eu coloquei logo algumas condições: tinha que ser num bairro que ambos gostassemos; tinha que ser perto do metro; tinha que ser em Lisboa; tinha que ser uma casa relativamente nova; não podia ser em cima de restaurantes nem cafés.
Tenho horror a casas velhas. Então quer dizer, não vou mudar de cavalo para burro, não acham? Uma casa nova é outro campeonato. Tudo é mais bonito, mais limpinho, mais encantador. Mas as casas novas têm um grande inconveniente. Ou dois, vá: ou são em bairros periféricos, que nós não gostamos, ou se são no centro, como se quer, custam uma pequena fortuna. Então restou uma solução de compromisso: uma casa mais antiga mas completamente recuperada e nova por dentro. Mas em relação a ter restauração por perto era uma condição não negociável. Isto porque eu sei, mas sei mesmo, que restaurantes são uma nojeira e têm baratas à fartazana. Por mais desinfestações que façam, por mais vistorias da asae, por maior que seja o cuidado, não há nada a fazer. Conheço um senhor que tem um franchise daquela firma que faz desinfestações, cujos carros têm orelhas de rato, que me garantiu que é impossivel terminar de vez com as pragas, a bicharada acaba sempre por voltar a locais onde haja cozinhas.
O rapaz escarneceu longamente desta minha fobia e desta condição, que é um disparate, que as baratas não sobem até andares altos, que isto e que aquilo. Então encontrámos a casa que nos apaixonou, depois de vermos uma dezena de casas de fugir. Um andar alto, o último do prédio, com uma vista espectacular. Mas em cima dum café! Mas aí pensei: "eu sou um pouco paranóica, confesso, talvez as baratas não se dêem mesmo ao trabalho de subir seis andares, se existirem, ficam pelos andares mais baixos". E pronto, arrendamos a casa. Eu até disse à senhoria que no dia que visse uma barata nos iamos embora da casa, ao que ela me garantiu, de ar chocado, que nunca tinha visto uma barata por ali. Pois pois... não acredito em ninguém em relação a este assunto. Só eu sei o nojo que são casas velhas. Sim, vivi numa.
Ontem andava lá por casa, a fazer arrumações e a desimpedir o espaço para a montagem do sofá que vai chegar hoje, quando resolvo ir confirmar se as janelas estavam todas fechadas. Pois o que é que eu vejo na janela de uma das casas de banho? Um bicho castanho, de tamanho médio, com um ar repelente. Comecei logo a ver a minha vida andar para trás, a pensar que já não queria mudar para ali, que eu não merecia que aquilo me acontecesse. E depois de pensar nisto tudo, pensei que não me podia ir embora e deixar o verme ali ficar vivo. Mas aqui surgiu o problema: o rapaz estava fora de Lisboa, a trabalhar; o meu irmão estava no curso de inglês; a minha mãe tem tanto pavor de baratas quanto eu. Contudo, tinha que desabafar e liguei para a minha mãe, que se prontificou a ir lá de baygon na mão, ajudar-me na tarefa ingrata de eliminar o bicho. Sentei-me numa cadeira a olhar para ele, à distancia, a controlar que ele não saía de onde estava e esperei. Depois de quarenta minutos a fixar a janela, a mirar o invasor, a minha mãe chegou, munida com o baygon e um sapato para lhe dar as devidas cacetadas caso o baygon não fosse suficiente. Assim que o vê, começa a rir-se. Mas a rir-se mesmo. E eu pensei: "coitada, tem tanta fobia a baratas, que está a ter um surto histérico e está a dar-lhe para rir".
Não...
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Não era uma barata. Era uma avoinha.
"Mas isto não é uma barata, é uma avoinha grande. Mas tu não viste que tem asas? Não é nada parecida com uma barata. És mesmo pateta."
Pois.... pois sou. Mas antes assim!
ADENDA:
Depois de falar com algumas pessoas, apercebi-me que avoinha é um termo que não existe. E que ninguém, para além da minha familia, pelos vistos conhece.
Então, o bicho, que para mim era uma avoinha gigante de asas, era na realidade uma espécie de borboleta preta grandalhona e de ar nojento, com asas (que eu não vi as asas porque ela estava parada e de asa fechada...).
ADENDA:
Depois de falar com algumas pessoas, apercebi-me que avoinha é um termo que não existe. E que ninguém, para além da minha familia, pelos vistos conhece.
Então, o bicho, que para mim era uma avoinha gigante de asas, era na realidade uma espécie de borboleta preta grandalhona e de ar nojento, com asas (que eu não vi as asas porque ela estava parada e de asa fechada...).
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Medos
Viver com uma pessoa não é novidade, já vivi com o meu ex-namorado. Mas foi diferente, porque foi ele a vir viver na minha casa. Não precisei de me mudar. Era confortável dessa forma, para os dois, eu continuava a sentir que era a minha casa e ele estava mais perto de onde precisava estar. Era quase como ter um hóspede, apesar da partilha de tudo. E correu sempre muito bem. Desta vez é diferente e estou receosa. Ter de largar a minha casa, que adoro, assusta-me. Assusta-me muito. Não porque ache que vai correr mal e vou arrepender-me, mas porque não ignoro a questão de "e se me arrepender, fico sem tecto?".
Da primeira vez foi mais fácil porque ambos sabiamos que eu é que mandava em tudo e assim era confortável para os dois. Mas agora tenho que ceder e abdicar duma série de coisas. Tenho medo. Sim, tenho muito medo.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Now what?
Estou em oficialmente em mudanças.
Chave da casa nova na mão, limpezas concluídas, está na hora de começar a mudança propriamente dita. Ai que dores de costas...
Já despachei os meus livros todos para lá. Hoje ia buscar um livro para começar a ler no metro e... cadê eles? Nenhum! Nem um para amostra! Como agora só volto à casa no feriado, não vou ter nada para ler até quarta-feira. E como vou eu ficar três dias sem ler?! As minhas viagens de metro vão ser ainda mais entediantes agora.
Chave da casa nova na mão, limpezas concluídas, está na hora de começar a mudança propriamente dita. Ai que dores de costas...
Já despachei os meus livros todos para lá. Hoje ia buscar um livro para começar a ler no metro e... cadê eles? Nenhum! Nem um para amostra! Como agora só volto à casa no feriado, não vou ter nada para ler até quarta-feira. E como vou eu ficar três dias sem ler?! As minhas viagens de metro vão ser ainda mais entediantes agora.
As cenas dos pipis
Aqui no meu estaminé é frequente recebermos amostras de HPV
de colheitas ginecológicas vindas de S.Tomé e Príncipe. Quando há uma remessa a chegar,
avisam-nos para irmos buscar as malas/sacos ao aeroporto de Lisboa.
Hoje foi dia de voo de S.T.P. e o meu colega M. foi lá. Entrou aqui na sala com um saco grande e diz ele com um grande ar de repúdio: “isto é francamente nojento. É só cenas dos pipis”.
Hoje foi dia de voo de S.T.P. e o meu colega M. foi lá. Entrou aqui na sala com um saco grande e diz ele com um grande ar de repúdio: “isto é francamente nojento. É só cenas dos pipis”.
Não sei se fico mais chocada por ele utilizar a palavra pipi em público, se por estar enojado com pipis propriamente ditos.
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Kaddish
"A propósito de elefantes, de todos os rituais fúnebres que as criaturas deste mundo excogitaram, sempre admirei o dos elefantes, que têm uma estranha forma de morrer, sabias? Quando um elefante sente que chegou a sua hora afasta-se da manada, mas não o faz sozinho, escolhe um companheiro que vá com ele, e abalam. Avançam pela savana, muitas vezes a trote, depende da urgência do moribundo... e caminham, caminham, podem fazer quilómetros e quilómetros, até o moribundo decidir que é ali que ele quer morrer, então dá umas quantas voltas e traça um círculo, porque sabe que chegou a hora de morrer, leva a morte dentro de si mas tem de colocá-la no espaço, como se se tratasse de um encontro, como se quisesse olhar a morte de frente, fora dele, e lhe dissesse bom dia senhora morte, cheguei... (...) e só ele pode entrar naquele círculo, porque a morte é um assunto privado, muito privado, e ninguém lá pode entrar senão quem está a morrer... e aí chegado pede ao companheiro que o deixe, adeus e muito obrigado, e o outro regressa à manada..." António Tabucchi, no livro Tristano Morre.
Ontem soube que uma pessoa minha conhecida se suicidou.
Acho que ainda estou em choque.
Mas, lá está, estas coisas da morte... não é só sermos escolhidos... também podemos escolher...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
De troucha às costas
again...
Vivi doze anos na Estefânea. Depois treze anos nas Laranjeiras. Depois um ano e meio no Campo de Santa Clara. Depois dez meses no Parque Europa. E parece que agora vou mudar-me outra vez.
A este ritmo, quando chegar aos cinquenta anos, já vou ter vivido em cem casas.
No inicio de maio lá vou eu fazer outra mudança, cada vez mais complicada, porque cada vez tenho mais tralha e mais móveis.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
That tear I shed for you...
Devo dizer que ser madrinha de casamento de uma das minhas melhores amigas é uma experiência que já me posso orgulhar de ter. Seria imensamente mais triste se não conhecesse (nunca) esta sensação tão boa que é partilhar todos os momentos do dia mais feliz de alguém e sentir-me parte importante no todo. Mas ao mesmo tempo da felicidade, sinto nostalgia e um pouco de perda também. Não basta ela casar, ela também vai viver para longe. O meu coração aperta-se ao pensar nisto. Não é longe como de aqui a ali. É longe mesmo, de implicar avião e casaco para frio polar.
Chorei quando me convidou para madrinha; chorei quando a vi entrar na igreja; chorei quando no fim da festa me despedi dela. Chorei no dia seguinte ao ver as fotos que amigos foram tirando da cerimónia. E tenho vontade de chorar só de escrever isto. A idade tem vindo a tornar-me chorona.
Choro porque estou feliz. E chorarei sempre, porque esta felicidade que agora conheço, não me largará nunca.
domingo, 31 de março de 2013
O que te estraga a dieta?
Jantar pré aniversário e despedida dos 26 anos: Fondue de quatro queijos com pão torrado no El Refugi Alpi em Andorra.
Almoço de aniversário: Kentucky Fried Chicken em Barcelona
sábado, 30 de março de 2013
Andorra
Nunca tinha ido a Andorra mas estava careca de ouvir falar. Todos os meus amigos já foram a Andorra uma quantidade inimaginável de vezes. Todos gostam e praticam desportos de neve.
Eu não.
Não fui a Andorra pelo ski, nem sequer pelo sku.
Fui pela neve, pelas compras e para conhecer. Não gosto de neve. É bonito ver na televisão e admito que numa viagem que não implique andar muito a pé, mas se cá nevasse, eu seria muito menos feliz. Ainda assim, lá está, gostei de vê-la em Andorra.
As compras, esse grande mote, decepcionou. Achei tudo caro, muito caro mesmo. O que é barato em Andorra são as bebidas alcoolicas, chocolates e perfumes. Tudo o resto... nepia. E garrafas/frascos era exactamente tudo o que eu não podia comprar, por causa do avião.
Comprei apenas umas botas Timberland para chuva e neve (e cidade), pela módica (?) quantia de 130€. Cá seriam praí 200€. E nem sequer foi uma compra de gosto, foi necessidade, já que as botas que levava calçadas resolveram desintegrar-se: a borracha das solas foi-se desfazendo a partir do momento em que aterrámos em Barcelona até definharem nas ruas de Andorra, tendo eu deixado um rasto de borracha por mais de 200km. Comprei também uma saia no outlet na Mango mas para preço de outlet, não foi propriamente uma pechincha.
Eliminado o mote compras, a neve não decepcionou. As montanhas estavam completamente branquinhas, tudo muito bonito, muito Heidi nos Alpes. A paisagem é de cortar a respiração, com as muralhas de montanha a rodear os vales cheios de rios. Almoçamos numa cabaninha de montanha com comida maravilhosa e farta. Dá-me fome só de lembrar.
Gostei muito de Andorra. Se eu tivesse vontade de fazer ski, certamente voltaria. Mas como desportos em geral não me atraiem, se for pelos mesmos motivos, creio que não volto lá mais.
Os meus 27 anos começaram muitissimo bem!
Das ofertas
Disse que os presentes forma muito bons, e foram, mas com esta frase, dei, sem querer, a entender que teriam sido muitos. E não foram. Mas foram mesmo muito bons!
1 - viagem a Andorra - presente do pai. Viagem espectacular!
2 - passadeira de corrida para ajudar no meu plano de emagrecimento - presente do namorado e grande surpresa do dia, ainda fico embevecida quando entro no quarto e a vejo.
3 - balança de hello kitty, um mimo - presente também do namorado, no seguimento do plano de emagrecimento.
4 - camisola de malha com as cores da estação, preto e branco - presente do irmão.
5 - dinheiro - presente da restante familia.
Poucas coisinhas mas tãooo boas!
terça-feira, 12 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Growing
Não é o facto de trabalhar há quatro anos, nem viver sozinha há dois, nem ter viajado sozinha por uma série de países desde há anos, que me faz sentir adulta. Nem sequer é o facto de já pensar em casar num futuro a médio prazo. O que me fez sentir adulta, pela primeira vez, foi ontem ter sido aconselhada pela minha mãe a não parar de tomar a pilula para não correr o risco de engravidar. Esse pequeno comentário, dito de forma tão casual, fez-me sentir adulta. Só quem não a conhece, não entende o impacto que o comentário teve em mim. Nunca na vida esperei ouvir tal coisa dela, porque sexo, explicita ou indirectamente, nunca foi um tema abordado entre nós. E eu gostava que assim tivesse continuado pela vida fora. Mas depois de a ouvir dizer tal coisa, acho que cresci para o patamar das mulheres adultas.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Informação sem qualquer relevancia a não ser para mim própria
A lista de blogs que sigo anda tão extensa que quando acabo de ler o último, quase que posso começar de novo pelo primeiro e seguir por aí adiante, porque já têm uma série de actualizações.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O fusuê
Não entendia o alvoroço em torno do livro As Cinquenta Sombras de Grey, quando ouvi falar dele pela primeira vez, no verão passado. Quando estava no aeroporto à espera do voo para a Tunisia, no fim de Julho, vi o livro na papelaria e este vinha com um post it amarelo que dizia qualquer coisa como sendo aquele o livro que toda a gente falava. Na altura não me suscitou nenhuma curiosidade e nem sequer peguei nele. Fui continuando a ouvir o burburinho, as criticas positivas e negativas até que resolvi ir investigar o motivo do fusuê...
Já li o primeiro volume, vou agora a meio do segundo. Em primeiro lugar, é um livro que se lê bem, estilo novela, onde não se pensa demasiado em absolutamente nada. Sim, tem sexo aos montes, mas no estilo erótico acredito que haja obras muito melhores. O livro, ou a trilogia (se bem que ainda não li o terceiro) são muito infantis; têm inconsistências e factos improváveis. Básicamente é uma rapariga de 21 anos que se acha feia e desajeitada, sempre a admirar-se com a atenção que recebe, sempre a questionar-se, sempre a ser uma verdadeira chata. É um tipo "podre de bom", "lindo", "maravilhoso", "bla bla bla", que é passado dos cornos e gosta de acorrentar e açoitar a rapariga. E não passa disto. A rapariga era virgem mas logo na primeira vez tem três orgasmos (... alguém acredita que isto é possivel?), e não há vez nenhuma que não os tenha. Altamente improvável, certo? O gajo é multimilionário e leva-a a andar de helicóptero, planador, catamaran, uma frota inenarrável de carros... e é isto. O livro não tem muito mais. Tem os suspostos dramas de vida dele, que se vão sabendo a conta gotas, como que para encher chouriços, tem descrições imensas e ocas dos sentimos dela por ele e da falta de retribuição dele por ela e tem imensas semelhanças com a saga dos vampiros patetas, o Crepúsculo.
Em todo o caso estou a gostar de ler, porque de facto são livros fáceis de ler e que prendem pela novela que se desenrola sem nos levar praticamente a lugar nenhum. É uma leitura leve, boa para férias ou, no meu caso, para principios de noite, enquanto o sono não chega.
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