Trapézio das emoções, das sensações, do amor sem rede. Porque o mundo é uma escola e a vida é um circo.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Porquê senhores, porquê?
Momento má lingua
Acontece que não gosto nada dela. É uma pessoinha desprezivel. Feia, balofa, arrogante, antipática e essencialmente uma grande saloia. Só me lembro de coisas feias para dizer dela.
Mas... quando estou a desfiar mentalmente a minha lista de defeitos que lhe encontro, lembro-me que a gaiata só tem 21 anos... coitadita, ainda não aprendeu nada. Ainda deve achar que o mundo laboral é um bar de faculdade. Há-de aprender que não.
I´m watching you
Já há algum tempo que não andava tão viciada na televisão como agora. Chego a casa do trabalho e deito-me no sofá a ver tudo o que o gravador do Meo guardou para mim. Como é que se vivia antes do gravador do Meo?!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Idem
Raramente os uso, pelo motivo já explicado. Porque se sem saltos sou maior que toda a gente, de saltos não dou hipótese a ninguém.
Contudo, gosto de ver o mundo cá de cima... seja de cima dos saltos ou no trapézio.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Divagando
Eu não faço qualquer questão que me tratem por Dra., e sendo eu formada, assim deveria ser. E jamais me referiria a mim própria dessa maneira. O meu nome não inclui qualquer palavra começada por d. Mas em Portugal vivemos destas formalidades bacocas, que não significam nada nem incutem maior respeito nem responsabilidade.
Trabalho num sítio que é relativamente informal, onde temos a liberdade de tratar as pessoas informalmente e pelos nomes próprios, tanto dentro quanto fora da organização. Mas há pessoas de fora, tão cheias do seu umbigo, que ficam ofendidas com a falta do título, como se lhes fosse passado um atestado de incompetencia caso o doutor não preceda o nome. E o mais engraçado, é que essas mesmas pessoas não retribuem o favor... já disse que não faço questão de ser a Dra. M., mas a Dona M. é de fugir. M. é suficiente.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Feita esta reflexão, não me vou mais queixar. Descobri a luz!
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Estudar
Se eu voltar a falar em estudar, alguém que me lembre o quanto eu não queria voltar logo no final da pós graduação...
domingo, 8 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Os eventos e as idades
quinta-feira, 5 de julho de 2012
1ª novidade - estou com namorado novo! E é tão bom namorado!
2ª novidade - estou quase a terminar a pós-graduação, já a fazer o projecto final de curso. E tanto trabalhinho me tem dado...
3ª novidade - vou mudar de casa! Depois de um ano e meio, está na hora de mudar novamente, para um poiso maior e melhor.
4ª novidade e a melhor de todas - ando tão, mas tão, feliz!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Eu nem sou de dizer palavrões
Perdi tudo o que lá tinha.
Estou fodida.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Dia D
Há timings para tudo. Não podemos viver nem demasiado cedo nem demasiado tarde. Um novo capítulo vai começar. Prevejo muitas coisas boas para o futuro!
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Shame
sexta-feira, 1 de junho de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
O Amor dos homens
Eu terei mandado instalar um alto-falante com que os passarinhos
Amplifiquem seus alegres cantos para o teu lânguido despertar.
Acordarás feliz sob o lençol de linho antigo
Com um raio de sol a brincar no talvegue de teus seios
E me darás a boca em flor; minhas mãos amantes
Te buscarão longamente e tu virás de longe, amiga
Do fundo do teu ser de sono e plumas
Para me receber; nossa fruição
Será serena e tarda, repousarei em ti
Como o homem sobre o seu túmulo, pois nada
Haverá fora de nós. Nosso amor será simples e sem tempo.
Depois saudaremos a claridade. Tu dirás
Bom dia ao teto que nos abriga
E ao espelho que recolhe a tua rápida nudez.
Em seguida teremos fome: haverá chá-da-índia
Para matar a nossa sede e mel
Para adoçar o nosso pão. Satisfeitos, ficaremos
Como dois irmãos que se amam além do sangue
E fumaremos juntos o nosso primeiro cigarro matutino.
Só então nos separaremos. Tu me perguntarás
E eu te responderei, a olhar com ternura as minhas pernas
Que o amor pacificou, lembrando-me que elas andaram muitas léguas de mulher
Até te descobrir. Pensarei que tu és a flor extrema
Dessa desesperada minha busca; que em ti
Fez-se a unidade. De repente, ficarei triste
E solitário como um homem, vagamente atento
Aos ruídos longínquos da cidade, enquanto te atarefas absurda
No teu cotidiano, perdida, ah tão perdida
De mim. Sentirei alguma coisa que se fecha no meu peito
Como pesada porta. Terei ciúme
Da luz que te configura e de ti mesma
Que te deixas viver, quando deveras
Seguir comigo como a jovem árvore na corrente de um rio
Em demanda do abismo. Vem-me a angústia
Do limite que nos antagoniza. Vejo a redoma de ar
Que te circunda - o espaço
Que separa os nossos tempos. Tua forma
É outra: bela demais, talvez, para poder
Ser totalmente minha. Tua respiração
Obedece a um ritmo diverso. Tu és mulher.
Tu tens seios, lágrimas e pétalas. À tua volta
O ar se faz aroma. Fora de mim
És pura imagem; em mim
És como um pássaro que eu subjugo, como um pão
Que eu mastigo, como uma secreta fonte entreaberta
Em que bebo, como um resto de nuvem
Sobre que me repouso. Mas nada
Consegue arrancar-te à tua obstinação
Em ser, fora de mim - e eu sofro, amada
De não me seres mais. Mas tudo é nada.
Olho de súbito tua face, onde há gravada
Toda a história da vida, teu corpo
Rompendo em flores, teu ventre
Fértil. Move-te
Uma infinita paciência. Na concha do teu sexo
Estou eu, meus poemas, minhas dores
Minhas ressurreições. Teus seios
São cântaros de leite com que matas
A fome universal. És mulher
Como folha, como flor e como fruto
E eu sou apenas só. Escravizado em ti
Despeço-me de mim, sigo caminhando à tua grande
Pequenina sombra. Vou ver-te tomar banho
Lavar de ti o que restou do nosso amor
Enquanto busco em minha mente algo que te dizer
De estupefaciente. Mas tudo é nada.
São teus gestos que falam, a contração
Dos lábios de maneira a esticar melhor a pele
Para passar o creme, a boca
Levemente entreaberta com que mistificar melhor a eterna imagem
No eterno espelho. E então, desesperado
Parto de ti, sou caçador de tigres em Bengala
Alpinista no Tibet, monje em Cintra, espeleólogo
Na Patagônia. Passo três meses
Numa jangada em pleno oceano para
Provar a origem polinésica dos maias. Alimento-me
De plancto, converso com as gaivotas, deito ao mar poesia engarrafada, acabo
Naufragando nas costas de Antofagasta. Time, Life e Paris-Match
Dedicam-me enormes reportagens. Fazem-me
O "Homem do Ano" e candidato certo ao Prêmio Nobel.
Mas eis comes um pêssego. Teu lábio
Inferior dobra-se sob a polpa, o suco
Escorre pelo teu queixo, cai uma gota no teu seio
E tu te ris. Teu riso
Desagrega os átomos. O espelho pulveriza-se, funde-se o cano de descarga
Quantidades insuspeitadas de estrôncio-90
Acumulam-se nas camadas superiores do banheiro
Só os genes de meus tataranetos poderão dar prova cabal de tua imensa
Radioatividade. Tu te ris, amiga
E me beijas sabendo a pêssego. E eu te amo
De morrer. Interiormente
Procuro afastar meus receios: "Não, ela me ama..."
Digo-me, para me convencer, enquanto sinto
Teus seios despontarem em minhas rnãos
E se crisparem tuas nádegas. Queres ficar grávida
Imediatamente. Há em ti um desejo súbito de alcachofras. Desejarias
Fazer o parto-sem-dor à luz da teoria dos reflexos condicionados
De Pavlov. Depois, sorrindo
Silencias. Odeio o teu silêncio
Que não me pertence, que não é
De ninguém: teu silêncio
Povoado de memórias. Esbofeteio-te
E vou correndo cortar o pulso com gilete-azul; meu sangue
Flui como um pedido de perdão. Abres tua caixa de costura
E coses com linha amarela o meu pulso abandonado, que é para
Combinar bem as cores; em seguida
Fazes-me sugar tua carótida, numa longa, lenta
Transfusão. Eu convalescente
Começas a sair: foste ao cabeleireiro. Perscruto em tua face. Sinto-me
Traído, delinqüescente, em ponto de lágrimas. Mas te aproximas
Só com o casaco do pijama e pousas
Minha mão na tua perna. E então eu canto:
Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza
Corrói minha carne como um ácido! Teu signo
É o da destruição! Nada resta
Depois de ti senão ruínas! Tu és o sentimento
De todo o meu inútil, a causa
De minha intolerável permanência! Tu és
Uma contrafação da aurora! Amor, amada
Abençoada sejas: tu e a tua
Impassibilidade. Abençoada sejas
Tu que crias a vertigem na calma, a calma
No seio da paixão. Bendita sejas
Tu que deixas o homem nu diante de si mesmo, que arrasas
Os alicerces do cotidiano. Mágica é tua face
Dentro da grande treva da existência. Sim, mágica
É a face da que não quer senão o abismo
Do ser amado. Exista ela para desmentir
A falsa mulher, a que se veste de inúteis panos
E inúteis danos. Possa ela, cada dia
Renovar o tempo, transformar
Uma hora num minuto. Seja ela
A que nega toda a vaidade, a que constrói
Todo o silêncio. Caminhe ela
Lado a lado do homem em sua antiga, solitária marcha
Para o desconhecido - esse eterno par
Com que começa e finda o mundo - ela que agora
Longe de mim, perto de mim, vivendo
Da constante presença da minha saudade
É mais do que nunca a minha amada: a minha amada e a minha amiga
A que me cobre de óleos santos e é portadora dos meus cantos
A minha amiga nunca superável
A minha inseparável inimiga.
Vinicius de Moraes
Do fim
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Rua da Amargura
E tem casas baixas que ficam me espiando de noite
Quando a minha angústia passa olhando o alto.
A minha rua tem avenidas escuras e feias
De onde saem papéis velhos correndo com medo do vento
E gemidos de pessoas que estão eternamente à morte.
A minha rua tem gatos que não fogem e cães que não ladram
Tem árvores grandes que tremem na noite silente
Fugindo as grandes sombras dos pés aterrados.
A minha rua é soturna…
Na capela da igreja há sempre uma voz que murmura louvemos
Sozinha e prostrada diante da imagem
Sem medo das costas que a vaga penumbra apunhala.
A minha rua tem um lampião apagado
Na frente da casa onde a filha matou o pai
Porque não queria ser dele.
No escuro da casa só brilha uma chapa gritando quarenta.
A minha rua é a expiação de grandes pecados
De homens ferozes perdendo meninas pequenas
De meninas pequenas levando ventres inchados
De ventres inchados que vão perder meninas pequenas.
É a rua da gata louca que mia buscando os filhinhos nas portas das casas.
É a impossibilidade de fuga diante da vida
É o pecado e a desolação do pecado
É a aceitação da tragédia e a indiferença ao degredo
Como negação do aniquilamento.
É uma rua como tantas outras
Com o mesmo ar feliz de dia e o mesmo desencontro de noite.
É a rua por onde eu passo a minha angústia
Ouvindo os ruídos subterrâneos como ecos de prazeres inacabados.
É a longa rua que me leva ao horror do meu quarto
Pelo desejo de fugir à sua murmuração tenebrosa
Que me leva à solidão gelada do meu quarto...
Vinicius de Moraes
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Ups
Foi bonito de se ver, adorava ter saído do meu corpo para me ter assistido a gritar e a virar as costas ao meu chefe. Pena que não me apercebi do todo nem da reacção dele.
While flying
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta
(...)
Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada
António Variações - Canção do Engate
sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Deixa-te levar pelo meu encanto*
Não há nada mais bonito e emocionante que a fase do encantamento por uma pessoa. Aquela fase em que estamos ainda a conhecer e a descobrir tantos aspectos que nos encantam. O que a pessoa tem de bonito e de diferente. E a esperança que a pessoa se torne a nossa pessoa. A minha pessoa, a que tenho estado à espera de encontrar. Ou a que, em boa hora, me encontrou. E encantou...
*Letra da música Corre, d´Os Azeitonas
terça-feira, 8 de maio de 2012
Faz dói dói
Do dia da mãe
Não estive com a minha mãe no domingo porque o dia da mãe são todos os dias enquanto as temos.
Não posso dizer que tenho a melhor mãe do mundo, tenho a que me calhou em sorte e que fez tudo o que podia, como sabia, para me fazer uma pessoa feliz. Assim como nunca me disse que eu sou a melhor filha do mundo, porque não o fui e seguramente continuo a não o ser. Mas sou a filha que lhe saiu e que se esforça, e tem esforçado, por ser boa, por não dar desgostos, por fazer as vontades que considero serem possiveis de fazer.
Eu não sou mãe e não quero ser mãe. Ou pelo menos durante os próximos dez anos. Talvez porque tive uma mãe que não queria ter filhos e que nos culpou por todas as boas oportunidades que podia ter tido e teve de deixar de lado para nos ter. Não tive uma mãe sempre presente nem uma mãe que estudava comigo e via os meus cadernos à procura dos tpc´s por fazer. Não tive uma mãe que me perguntava pelas notas dos testes ou por namorados. Mas tive, e tenho, uma mãe que é a melhor companheira de viagem, a melhor companheira de compras, a melhor confidente. E isto é tanto... é muito mesmo. Não tive a melhor mãe, mas tenho a melhor amiga.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Do drama
domingo, 29 de abril de 2012
While flying
Clarisse Lispector
terça-feira, 24 de abril de 2012
Tutorial parte III
Mas assim como a sedução é feminina, também o romance é. E é aqui que as mulheres se espalham ao comprido porque não conseguem dissociar um caso de um amor, tendem a confundir, achar que todo o sexo bom é para namorar, que todo o homem de quem recebem atenção é para ficar. E não é.
Tutorial parte II
Se eu for abordada em determinada altura em que me sinto receptiva é bem provavel que aceite ser "cortejada". Mas a mesma pessoa pode encontrar-me numa altura completamente diferente e com a mesma abordagem não surtir qualquer efeito. Isto porque as técnicas de engate são meramente circunstanciais, i.e., raramente a mesma linha de pensamento pode ser usada com todas as pessoas. A umas elogia-se o modo como se apresenta e como se move, já a outras vamos pelo factor psicológico. Logo, não há uma regra nem um padrão definido de como engatar miúdas, caro P.! Conheço aquelas que adoram flirtar e aqueles que odeiam; as que se sentem à vontade e as que ficam inibidas; as que gostam de ser caçadas e as que gostam de ser elas a caçar.
Mas no fundo, tudo se resume a isto, os homens pensam que nos engatam... quem os engata somos nós!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Tutorial parte I
Ora bem... eu não costumo engatar miúdas; já tive as minhas aventuras lésbicas e tal mas foram elas que me engataram a mim.
Mas no que diz respeito ao engate masculino... enfim, há diferentes abordagens possiveis. É uma questão de criatividade. O P. abordou-me num bar de Salsa convidando-me para dançar! Conheceu-me era eu uma miúda comprometida e fiel e então não teve sorte nenhuma. Ficou uma boa amizade, que acredita P., é bem melhor que um engate! Mas acredito que um bom engate é aquele que tem muito sentido de humor e inteligencia. Não é com frases feitas nem narcisismos que se consegue a atenção de uma miúda. A Isabel Allende diz que o ponto G fica nos ouvidos... as miúdas gostam de ouvir coisas bonitas! Gostam também de atenções e cuidados. Gostam de estimulação cerebral e um flirt inteligente. Agora se me perguntam como um homem pode fazer isso... não sei! Há homens e homens. Há aqueles que são naturalmente sacanas e mestres na grande arte do flirt e há aqueles que são timidos e reservados.
All the single ladies
E como é bom... as saudades que eu tinha disto!
Dia Mundial do Livro
terça-feira, 17 de abril de 2012
Até já
Não tenho nada para partilhar. Mudanças aconteceram mas não me apetece partilhar.
Estou tão bem, tão leve. Não, não mudei de emprego (onde há empregos?!) mas o chefe tem andado um anjinho e isso melhora o meu humor. A pós graduação vai bem. Os amigos vão bem. Só não me apetece falar.
Qualquer dia isto passa.
domingo, 8 de abril de 2012
Já disse que amo Drummond de Andrade?
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
sábado, 7 de abril de 2012
Quoting
no exato ponto em que foi interrompido. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras, é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Não é sentir nem sentir contra. Nem sentir para. Nem sentir por. Nem sentir pelo. Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram, foram apenas oportunidades dadas pela vida.
Artur da Távola
quinta-feira, 5 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Da irracionalidade
O medo é uma coisa completamente irracional. Não se controla.
Paralisa-nos o corpo e a mente. Não conseguimos olhar para além do objecto do nosso medo.
Mesmo que saibamos que não é algo assim tão mau. Mesmo que tenha solução.
As minhas fobias animais são a minha maior camisa de forças. Gelo ao ver um rato, uma barata ou uma lagartixa. Fico a tremer e com o coração disparado. Tenho pesadelos na noite seguinte a ver estas espécies.
Digamos que o meu gato, meu grande herói, mais uma vez mereceu este titulo, mais uma vez provou ser um grande caçador. Eu é que fiquei a hiperventilar horas a fio.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Quero mudar de emprego porque estou cansada de fazer a mesma coisa há já três anos, porque quero ganhar mais, porque quero evoluir, porque quero mudar. Não quero mudar de emprego porque não tenho experiencia em quase mais nada que isto, porque tenho medo de arriscar, porque tenho medo de não conseguir, porque tenho medo de mudar para pior.
Dizem para se ter cuidado com aquilo que se deseja, porque pode realmente acontecer; mas eu nunca desejo a mesma coisa por mais que umas horas seguidas. Depois disso já estou com novas ideias e planos. E na realidade, vou ficando. Nada muda, nada evolui, aumento nem vê-lo, consideração e incentivo muito menos.
E se quando mudar (se mudar) me arrepender, a carga de trabalho e horas de trabalho aumentar consideravelmente? Mesmo que seja melhor remunerado, não me vou ressentir disso? E para onde vou emigrar? Para um país com uma lingua que eu domine ou completamente à aventura? E fazer o quê? Preciso de muita luz e talvez um bocado de terapia, está a querer parecer-me.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Um corta-tesão
Com saber refiro-me a erros de oralidade e ortográficos. Quem nunca aprendeu a escrever não se inclui neste grupo, por motivos óbvios. Mas aqueles que andaram na escola têm obrigação de escrever sem erros.
Todos os dias leio barbaridades e ouço-as também. Pessoas que querem escrever em inglês, porque é mais cool, mas que não sabem como e então é um desfilar de disparates; pessoas que não sabem conjugar verbos; pessoas que não sabem o significado de certas palavras mas que mesmo assim a dizem, num contexto que não tem nada a ver com o pretendido.
O que torna tudo isto pior é quando até temos algum interesse numa pessoa enquanto ela está calada, porque quando abre a boca... temos vontade de fugir. Nunca me esqueço de um rapaz lindo que conheci há uns anos numa noite, era o ser mais perfeito que andava por Portugal; quando abriu a boca para nos falarmos, eu não caí redonda porque não calhou. Era só disparate e pontapés na gramática, uma vergonha, um grande imbecil. Há pessoas assim, que de tão bonitas que são, esquecem-se de se cultivar, acham que a beleza lhes sustentará tudo.
Um dos maiores corta-tesão que existe é uma fraca oralidade, erros vergonhosos e até imperdoáveis.
Excepção feita aos estrangeiros. Esses esforçam-se por falar noutra lingua, merecem desconto (mas não desconto eterno, ao fim de alguns anos já têm obrigação de saber falar e escrever sem errar).
Um dos meus grandes orgulhos é saber falar correctamente e adaptar-me a qualquer situação. Outro orgulho, que tenho vindo a desenvolver, é estar a aprender a calar-me, a perder aquela urgência em corrigir as pessoas, que costumava ter. Era mais forte que eu...
terça-feira, 13 de março de 2012
And more
More gifts
segunda-feira, 12 de março de 2012
Ieeeec

Há mulheres que devem ser mesmo MUITO baixinhas... e há mulheres que devem ter um GRANDE desgosto por serem muito baixinhas.domingo, 11 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
O Sr. tem gato?
Quanto a educação de gatos, você está falando com as pessoas erradas, veja so:
As duas gatas dormem em nossa cama, sendo que dormir é força de expressão pois ficam acordadas a noite toda, a Ana no meio de minhas pernas o que me causa paralizações da coluna vertebral e acordo uma dezena de vezes durante a noite. A Maria no começo da noite dorme abraçada comigo e eu engolindo pelos dela pois se encosta em meu rosto, sendo que após eu dormir ela vai a porta do armário e tenta abrir umas 4 ou 5 vezes todas as noite e nos acorda, com um barulho ritimado ao bater com as patas na madeira, sendo que a solução encontrada foi
colocar duas almofadas enormes encostadas da porta do armário assim dificulta um pouco, mas mesmo assim ela bate.( é nossa rotina levar as almofadas ao ir para cama)
Dentre as tentativas de indimidá-la, até a luz de I Phone ja foi tentada, mas acho que falta o aplicativo, Jobs for Cats, e não deu certo.
Não posso dormir com os pés descobertos, caso contrário a Maria me morde os pés e eu acordo com os dentes dela cravados neles. O limite delas é as 5 horas da manhã, além disso nos acordam, as duas com miados e artifícios como descrevo acima, e para não acordar a Hilda, eu levanto com as olheiras que você descreveu e as leva para fora, e uns 5 minutos depois
que elas estão fora do quarto, adormecem profundamente no sofá da sala e eu feito bobo a olhá-las e achá-las lindas.
Adicione isso ao fato de estarmos num apartamento que tem uma varanda grande que dá para o mato e então somos brindados com aranhas, uns escaravelhos estranhos e as vezes com um ratinho ou um passarinho na boca e para salvar o passarinho, começamos os dois( eu e a Hilda) a gritar, que qualquer dia vamos ser internados. Este ano consegui salvar dois deles, mas um terceiro, era pena do bichinho para todo lado.
Agora que começou a esquentar, chegarão nas bocas delas, largatixas que aqui se chamam ¨lucertole¨, ja sem rabo e ao escapar se escondem nas cortinas ou embaixo da cama, é um circo com as duas loucas em volta .
Li um artigo de um cronista brasileiro radicado em Londres chamado Ivan Lessa, que dentre outras coisas sôbre seu gato e gatos em geral, ele diz que quando um gato está no alto de uma árvore e chamam os bombeiros, a policia etc, está todo mundo errado, ele está lá em cima, e não desce porque não quer, simplesmente por isso.
Tem no Brasil uma psicologa de gatos, ou seja, Dra Hannelore ( tem no Google) uma ¨enganadora de trouxas¨, que uma vez que nosso gato passava muito mal em automoveis e vomitava liguei a ela, achando que ele teria algum medicamento ou faria alguma mâgica e a resposta dela foi, me traz o gato aqui ( eram mais de 30 kms dentro da cidade de distancia) que eu vejo o que posso fazer.
Concluindo, quanto a você deixar o Shia de castigo, estás perdendo seu tempo e se mortificando a tôa, deixa ele fazer o que ele quer e você vai levando a vida com as olheiras e se alguem perguntar o porque das olheiras, você devolve a pergunta, ¨o sr tem gato?¨
quinta-feira, 8 de março de 2012
?
Mas está sempre a mandar-me e-mails engraçados e cómicos.
Não percebo.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Batedeira precisa-se
Ontem à noite, pela primeira vez na vida, fiz um bolo!Saquei uma receita de bolo de cenoura na internet, fui ao supermercado comprar ovos, farinha, fermento, coisas que a minha cozinha nunca tinha visto, e puz mãos à obra. A receita mandava cozer no forno a 180º mas como sou marinheira de primeira viagem, achei por bem pôr menos temperatura para não esturricar o meu primeiro bolo. Cozi a 150º durante 50 minutos e... ficou perfeito! Talvez tenha sido sorte de principiante, não queimou nem ficou cru. Um sucesso! A ideia era depois abrir o bolo ao meio e barrar com nutella mas já não tive capacidade para isso, estava com o braço dormente de bater a massa e ralar as cenouras. Hoje trouxe para o escritório para as minhas coleguinhas, que adoraram! Critica muito positiva, incentivaram-me a continuar. Querem bolos todas as semanas, as gulosas. Agora preciso investir numa batedeira... é que bater massa à mão não é para mim.
sexta-feira, 2 de março de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Coitadinhos dos coitadinhos
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Contadora de histórias
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
It´s Friday and I´m in Love

Precisei de telefonar para quase o país todo para encontrar este modelo, esgotadíssimo. Finalmente encontrei uma... até estar certo que será reservada para mim, não digo onde ela está!! Queira Deus que não tenha sido vendida hoje, senão morro de desgosto. Porque para ser feliz, mas mesmo feliz, eu preciso dela! Eu adoro-a! E quero-a tanto...quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Me so sad
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Tipico
Os rapazes falavam de carros. As raparigas de relacionamentos.
Tipico.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
É um elogio tá?
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Bad kitty
Os gatinhos adoram tudo quanto é buraco, caixa, saco, armário. Tudo em que puderem entrar e aninharem-se, meio escondidos, é irresistivel para eles. Quando o Shia era mais pequenino não largava muito pêlo, pelo que não me importava que ele se aninhasse dentro dos armários, em cima da roupa. Mas quando começou a crescer e o pêlo a tornar-se mais solto, as idas ao armário acabaram. Até ao outro dia, em que me esqueci por 15 minutos da porta aberta. Quando reparei e o fui tirar de lá, ia tendo um piripaque. O raio do gato destruiu-me um vestido de malha grossa, estava completamente com as linhas puxadas. Menino Shia achou boa ideia afiar as unhas no meu vestido! Puxei as linhas para a parte de dentro mas mesmo assim nota-se que alguma coisa ali não está bem. Gatinho mau, muito mau.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Namora uma rapariga que lê
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Casa
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Mas tu comes McDonalds??
Quando ontem casualmente referi que tinha almoçado no McDonalds, sobrancelhas ergueram-se e olhos chocados esbugalharam-se para mim.
"Mas tu comes isso? Julgava que tu eras daquelas vegetarianas ou naturebas"
Cruz credo! Eu não sou dessas.
Faz mal e engorda? É disso que eu como, diáriamente. E eu acho que estou balofa. Mas pelos vistos consigo disfarçar muito bem as gordurinhas.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
I loooove Saldos!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
The shopping abstinence
Só houve uma excepção, o namorado faz anos amanhã e tive que lhe comprar os presentes. Mas para mim, nada de nada.
Até evito ir à rua à hora do almoço, para não cair em tentações.
E há poucos dias, totalmente por acaso, deparei-me com este blog The Shopping Diet - 365 dias sem compras. O plano da autora do blog é ficar um ano inteiro sem comprar absolutamente nada para ela - nem roupa, nem malas, nem sapatos, nem acessórios. Nadinha. Mulher de coragem han? Eu já vou em duas semanas, às tantas ainda me aventuro num projecto semelhante ao dela e continuo por dois, três meses... por acaso era giro ver até onde consigo me conter e resistir.
Vou pensar sobre isso...
Este filme é Meo
Mas isto significa também que só vejo filmes alguns meses depois de terem ido no cinema e quando toda a gente fala entusiasticamente de algum, eu fico a apanhar bonés.
Isto para dizer que vi no fim de semana passado o Midnight in Paris e A.DO.REI!
O humor do Woody está lá, a fantasia, as interpretações, as referencias aos escritores e pintores... e Paris! Tão linda! Muito bom filme, sem qualquer dúvida.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A hipocondríaca que existe em mim está em alerta vermelho. Será que é desta que me diagnoticam epilepsia? Tumor cerebral? AVC? Enfarte do miocardio? Ou mais provavelmente é apenas a tensão. Mas porque como demasiado sal? E demasiado açúcar? E não como fruta nem hortaliça nem sumos naturais? Bolas, e a noite até estava a ser tão gira...
Aquele zzzzzzzzzz
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Thank God it´s friday
Por outro lado... enquanto tanta gente chora por um emprego, não pode ser mau sinal ter muito trabalho para fazer.

























