segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A cura e o desapego: as primeiras sete tarefas

Janeiro já vai no fim mas a minha cura não vai nem a meio... 

Relembrando o calendário da cura:
  • a primeira tarefa, logo no inicio do mês, foi comprar flores e lavar todo o chão da casa e aspirar todos os tapetes. O chão da cozinha e da casa de banho são lavados todas as semanas, num mínimo de duas vezes por semana. O mesmo é válido para os tapetes, duas vezes por semana a minha Fátima aspira tudo. Pelo que fiquei livre desta primeira tarefa. Tinha intenção de lavar o restante chão, mas hão-de lembrar-se que no inicio de Janeiro se fartou de chover e não deu. Entretanto esqueci-me de completar a tarefa, está por fazer. As flores não comprei.

  •  a segunda tarefa consistia em anotar num bloco todos os aspectos que achamos que a casa precisava de conserto: algum puxador solto, livros desarrumados, etc. Não fiz esta tarefa, porque sei de cor tudo o que não está tão bem. Tarefa desnecessária!

  • a terceira tarefa é uma monstruosidade, que já referi: limpar e arrumar a despensa. Desta tarefa fujo a sete pés! A sério, o caos que é a minha despensa não é algo a que me queira submeter voluntáriamente. A despensa é enorme e tem tanta tralha... esta tarefa definitivamente não faço nos próximos seis meses. 

  •  a quarta tarefa consistiu em arranjar uma caixa e colocar lá coisas que não nos servem para nada mas que por algum motivo não nos conseguimos desfazer delas. Não fiz esta parte, qual é o objectivo? Mudar coisas de um lado para o outro? Se me decidir a abrir mão, será para mandar para o lixo mesmo, e não esconder numa caixa.

  • a quinta tarefa foi, até agora, a mais proveitosa. Consistia em escolher uma gaveta, e só uma, de qualquer roupeiro, cómoda, etc, e arrumá-la. Fiz isto ontem e como saltei uma série de etapas do processo da cura, resolvi compensar e arrumar três gavetas! A gaveta das meias: tirei todas, limpei muito bem a gaveta e depois estive a escolher as meias velhas para o lixo e as meias boas que não uso para doação. O meu homem fez a mesma tarefa, fizemos em conjunto. Ele organizou a gaveta das meias dele e mais de trinta pares de meias foram para o saco da doação e outras tantas para o lixo. Limpei e arrumei ainda duas gavetas grandes da escrivaninha da sala, onde estão coisas variadas. Muita coisa foi para reciclar, outras tantas para o lixo. Organizei todos os manuais de instruções dos aparelhos, as garantias dos mesmos num só arquivo e tudo foi muito bem limpo.

  •  a sexta tarefa foi na cozinha. Lavar toda a cozinha. Aqui está outra tarefa monstra e impossivel para mim. A minha Fátima limpa sempre a cozinha as duas vezes por semana que vai lá a casa. Claro que há sitios que ela não limpa e eu não lhe peço, senão não fazia mais nada. Sei que tenho muito por fazer na cozinha, mas o que fiz nesta tarefa foi descongelar o frigorifico, coisa que não era feita há três anos e vocês não imaginam a quantidade de gelo que existia, as gavetas já nem abriam. Descongelou todo durante dois dias, lavei-o muito bem por dentro e por fora, todas as gavetas e prateleiras lavadas na banheira. Desligar o frigorífico para o descongelar e limpá-lo foi das tarefas mais dificeis (a quantidade de comida que tivemos que fazer para não se estragar, o chão sempre molhado e a pingar) mas também a mais necessária de todas. Se não me tivesse metido nisto da cura, não teria tido coragem.

  • a sétima tarefa foi mais uma daquelas que não fiz: sentar-me por uma hora e meditar em tudo o que ainda há por fazer para ter uma casa saudável. Não faço meditação porque o meu cérebro irrequieto não me permite e continuo a saber de cor o que precisa da minha atenção. Por exemplo, substituir as lampadas fundidas: duas na cozinha e uma no wc.


Amanhã continuo o calendário, este post já vai muito comprido, e os fantasmas que habitam por aqui, ou as moscas vá, não têm muita paciência para ler textos longos.

1 comentário:

Anónimo disse...

Love U,
D.