quinta-feira, 10 de março de 2016

It´s the end of an era

Hoje é o último dos vinte.
O último dia da década. Amanhã faço trinta anos.
Nem acredito. Nem quero acreditar que sou trintinha. Ou trintona. Não aceito que dez anos tenham passado tão depressa. Que há dez anos estava na faculdade e que desde então já fiz tantas coisas, já trabalho, já vivi sozinha e acompanhada, já fui ao outro lado do mundo.
Não acredito que os vinte vão acabar em algumas horas.
É um pouco deprimente, não é? 
Dirão vários que os trinta são a melhor década. Muito melhor que os vinte. Muito mais plenos. Que agora temos a sabedoria que antes não tinhamos.
Que sabedoria?
Acaso não continuamos a errar? Acaso não continuamos perdidos, sem saber o que queremos? 
Eu sou uma miúda, como raio já vou fazer trinta?! 
A idade enganou-se. Os trinta vêem-me bater à porta em poucas horas, mas não é a mim que eles querem. Não pode ser.
Ou pode?

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A cura e o desapego: as seguintes sete tarefas

Olá!

Retomando o tema do post de ontem, continuo a descrever as tarefas:

  • a oitava tarefa consistia em escolher um roupeiro, qualquer um, podia ser dos casacos, roupa comum, das tralhas variadas, etc, e limpá-lo e arrumá-lo, em trinta minutos. Ora, se é para começar, é para terminar, digo eu, né? Em trinta minutos eu não conseguiria fazer isto. Então não fiz! Mas ainda vou fazer, e não vou escolher só um, vou andar em todos os armários e roupeiros a fazer o desapego e a limpar. Prometo! 

  • a nona foi outra tarefa que passei por cima: da meditação da tarefa sete deveria ter saído uma lista de projectos a fazer para o melhoramento da casa. A minha lista resumia-se ao compromisso de substituir as lâmpadas fundidas, lembram-se? Não fiz! Ainda não fui comprar lâmpadas novas. Ficou por fazer esta nona tarefa. 

  •  a décima tarefa consistiu em escolher uma data e planear um encontro, jantarzinho, reunião em casa, convidando amigos. Deve ser porque a cura vai a meio e as pessoas que a seguiram à risca não desanimarem, já que tiveram tanto trabalho a lavar tudo, haja alguém "de fora" que vá ver! Então era necessário fazer os convites no próprio dia da décima tarefa e este encontro de amigos deverá acontecer no último fim de semana de Janeiro. Não fiz nenhum convite porque não sei se vou estar por cá ou com paciência para receber visitas. É uma tarefa que fica adiada. Também não convido ninguém que precise receber convite com três semanas de antecedência, pelo que este jantar ainda pode vir mesmo a acontecer no último fim de semana, que é já este que está por vir.

  • a décima primeira tarefa foi voltada para o quarto. Uma limpeza profunda ao quarto , afastando todos os móveis para aspirar por trás e por baixo, trocar os lençóis por outros lavados, apanhar a roupa do chão, lavar os espelhos e os vidros das janelas, etc etc. Basicamente limpar o quarto de cima a baixo. Ora aqui está uma tarefa boa, daquelas que não sou eu que faço! É a Fátima quem me troca a cama e limpa o quarto. Eu só tenho que arrumar as gavetas e dobrar a roupa. Ok... ainda há coisas por fazer, como uma virada no roupeiro e praticar o desapego. Tenciono tirar toda a roupa para fora e limpar todas as gavetas e roupeiro e ver o que está bom para ficar e para doar. Portanto, metade da tarefa está feita e metade por fazer.

  •  a décima segunda tarefa consistiu em sentarmo-nos em casa, sem qualquer aparelho ligado, ie, nada de televisão, ipad, telemóvel. Ficar sentado em silêncio a fazer isso mesmo, ouvir o silêncio. Tarefa pateta, não? Ou melhor, nem sequer é uma tarefa. Faço isto muitas vezes sem sequer pensar sobre isso. 

  •  a décima terceira tarefa relaciona-se com uma frase da Coco Chanel, que dizia para antes de sair de casa retirar-se um acessório colocado. Ie, na sala de estar, ou qualquer outra divisão, retirar peças decorativas e guardá-las noutro sitio por algum tempo. Isto porque supostamente quando estamos muito habituados a ver algo, deixamos de ver na realidade. Bem, eu não retirei nada propriamente porque gosto de todos os meus cacarecos decorativos mas o que fiz foram algumas alterações. Mudei peças de sitio para testar e gostei do resultado. Mas isto é algo que estou sempre a fazer.

  • a décima quarta tarefa é sobre a casa de banho. Dizem eles que os armários/prateleiras/gavetas do wc são ímanes para a tralha acumulada. É verdade e fiz esta tarefa em parte. A minha parte, a parte do meu armário. Porque na do homem não consigo mexer sem a supervisão dele. Mas é algo que o vou obrigar a fazer, sob minha orientação. Tirei tudo do meu armário, limpei muito bem e a seguir estive a ver o que tinha em stock e o que estava sem stock, para comprar, os medicamentos e cremes dentro e fora do prazo, etc. Agora a parte do homem... acreditem ou não, ele acumula ainda mais tralha que eu! Sim, isto é possivel. E se ele fosse como eu, comprometido com a cura e a tentar fazer o desapego, corria bem, mas ele não me facilita a vida. Vou ter de insistir, porque um trabalho pela metade não é satisfatório.

Catorze tarefas descritas, três por descrever, fora as que ainda não foram atribuídas até ao fim da cura, no fim desta semana.

Amanhã continuo!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A cura e o desapego: as primeiras sete tarefas

Janeiro já vai no fim mas a minha cura não vai nem a meio... 

Relembrando o calendário da cura:
  • a primeira tarefa, logo no inicio do mês, foi comprar flores e lavar todo o chão da casa e aspirar todos os tapetes. O chão da cozinha e da casa de banho são lavados todas as semanas, num mínimo de duas vezes por semana. O mesmo é válido para os tapetes, duas vezes por semana a minha Fátima aspira tudo. Pelo que fiquei livre desta primeira tarefa. Tinha intenção de lavar o restante chão, mas hão-de lembrar-se que no inicio de Janeiro se fartou de chover e não deu. Entretanto esqueci-me de completar a tarefa, está por fazer. As flores não comprei.

  •  a segunda tarefa consistia em anotar num bloco todos os aspectos que achamos que a casa precisava de conserto: algum puxador solto, livros desarrumados, etc. Não fiz esta tarefa, porque sei de cor tudo o que não está tão bem. Tarefa desnecessária!

  • a terceira tarefa é uma monstruosidade, que já referi: limpar e arrumar a despensa. Desta tarefa fujo a sete pés! A sério, o caos que é a minha despensa não é algo a que me queira submeter voluntáriamente. A despensa é enorme e tem tanta tralha... esta tarefa definitivamente não faço nos próximos seis meses. 

  •  a quarta tarefa consistiu em arranjar uma caixa e colocar lá coisas que não nos servem para nada mas que por algum motivo não nos conseguimos desfazer delas. Não fiz esta parte, qual é o objectivo? Mudar coisas de um lado para o outro? Se me decidir a abrir mão, será para mandar para o lixo mesmo, e não esconder numa caixa.

  • a quinta tarefa foi, até agora, a mais proveitosa. Consistia em escolher uma gaveta, e só uma, de qualquer roupeiro, cómoda, etc, e arrumá-la. Fiz isto ontem e como saltei uma série de etapas do processo da cura, resolvi compensar e arrumar três gavetas! A gaveta das meias: tirei todas, limpei muito bem a gaveta e depois estive a escolher as meias velhas para o lixo e as meias boas que não uso para doação. O meu homem fez a mesma tarefa, fizemos em conjunto. Ele organizou a gaveta das meias dele e mais de trinta pares de meias foram para o saco da doação e outras tantas para o lixo. Limpei e arrumei ainda duas gavetas grandes da escrivaninha da sala, onde estão coisas variadas. Muita coisa foi para reciclar, outras tantas para o lixo. Organizei todos os manuais de instruções dos aparelhos, as garantias dos mesmos num só arquivo e tudo foi muito bem limpo.

  •  a sexta tarefa foi na cozinha. Lavar toda a cozinha. Aqui está outra tarefa monstra e impossivel para mim. A minha Fátima limpa sempre a cozinha as duas vezes por semana que vai lá a casa. Claro que há sitios que ela não limpa e eu não lhe peço, senão não fazia mais nada. Sei que tenho muito por fazer na cozinha, mas o que fiz nesta tarefa foi descongelar o frigorifico, coisa que não era feita há três anos e vocês não imaginam a quantidade de gelo que existia, as gavetas já nem abriam. Descongelou todo durante dois dias, lavei-o muito bem por dentro e por fora, todas as gavetas e prateleiras lavadas na banheira. Desligar o frigorífico para o descongelar e limpá-lo foi das tarefas mais dificeis (a quantidade de comida que tivemos que fazer para não se estragar, o chão sempre molhado e a pingar) mas também a mais necessária de todas. Se não me tivesse metido nisto da cura, não teria tido coragem.

  • a sétima tarefa foi mais uma daquelas que não fiz: sentar-me por uma hora e meditar em tudo o que ainda há por fazer para ter uma casa saudável. Não faço meditação porque o meu cérebro irrequieto não me permite e continuo a saber de cor o que precisa da minha atenção. Por exemplo, substituir as lampadas fundidas: duas na cozinha e uma no wc.


Amanhã continuo o calendário, este post já vai muito comprido, e os fantasmas que habitam por aqui, ou as moscas vá, não têm muita paciência para ler textos longos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

No escurinho do cinema

Comecei 2016 a ver dois filmes maravilhosos:

A Rapariga Dinamarquesa e Room.

Completamente distintos mas igualmente fantásticos.



Também já vi O Renascido, grande vencedor dos Golden Globes e provavelmente dos Oscars e não gostei.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A cura de Janeiro

Boa tarde e bom ano!!

Promessas, promessas... não cumpri!
Porque sou incumpridora, já nem sequer tomo resoluções de ano novo. 
Esta passagem para 2016 não comi uvas, não fiz pedidos nem promessas. Andei a pensar no que gostaria de mudar ou fazer. Se as vou fazer... é outra conversa.

  1. quero ser mais disciplinada a retirar a maquilhagem todas as noites e deixar de ir dormir com a base;
  2. quero ser mais disciplinada a aplicar creme hidratante na cara e corpo todos os dias;
  3. quero aprender a fazer o desapego de coisas materiais e livrar-me de tudo o que já não uso/não me faz falta;
  4. quero ser menos desarrumada;
  5. quero perder peso e alimentar-me melhor. 

Destas resoluções, tenho conseguido a primeira e a segunda. Em cinco, duas não é um mau começo!
Eu adoro casas, já sabem disto não é? Pois. Então, inspirada pelo Apartment Therapy resolvi dar uma grande volta à casa.  O ponto 3 das resoluções entra aqui.
Este site tem uma missão para todos os dias de Janeiro: fazer uma cura! Ou, como lhe chamam, a January Cure.


O que é isto?

There is nothing like the start of a new year to kick yourself into gear and make changes that last. And no, I'm not talking about resolutions, which have a sneaky way of fading along with the holiday glow. I'm talking about taking just one month and investing some effort (21 do-able assignments in total throughout January) toward a cleaner, more organized and more peaceful home. If you are ready to get your place back in shape (and reap the rewards for the whole rest of 2016) the very best way is one manageable step at a time, during our once-a-year-only January Cure. By the end of the month, you'll be have a cleaner, fresher, more organized home, guaranteed!


Então e como funciona?
Inscrevi-me na newsletter e todos os dias recebo no email a tarefa do dia.   
Como, e como sempre, acho que sei mais e melhor, não estou a seguir à risca e vou improvisando a minha própria cura. Em termos práticos, já arrumei uma série de gavetas e roupeiros, já deitei fora uma série de cremes fora de validade, já tenho sacos de roupa prontos para irem para a Associação Vida e Paz, que cuida dos sem-abrigo, já lavei as capas do sofá, and so on.

Ainda há muito por fazer. Ainda tenho que tirar tudo da cozinha e lavar a fundo todos os armários. E lavar e arrumar a dispensa. Ando a fugir destas duas tarefas, que são monumentais e não me apetece nada fazê-las. São necessárias, claro que sim. Mas pachorra? Zero.