quinta-feira, 10 de março de 2016

It´s the end of an era

Hoje é o último dos vinte.
O último dia da década. Amanhã faço trinta anos.
Nem acredito. Nem quero acreditar que sou trintinha. Ou trintona. Não aceito que dez anos tenham passado tão depressa. Que há dez anos estava na faculdade e que desde então já fiz tantas coisas, já trabalho, já vivi sozinha e acompanhada, já fui ao outro lado do mundo.
Não acredito que os vinte vão acabar em algumas horas.
É um pouco deprimente, não é? 
Dirão vários que os trinta são a melhor década. Muito melhor que os vinte. Muito mais plenos. Que agora temos a sabedoria que antes não tinhamos.
Que sabedoria?
Acaso não continuamos a errar? Acaso não continuamos perdidos, sem saber o que queremos? 
Eu sou uma miúda, como raio já vou fazer trinta?! 
A idade enganou-se. Os trinta vêem-me bater à porta em poucas horas, mas não é a mim que eles querem. Não pode ser.
Ou pode?

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A cura e o desapego: as seguintes sete tarefas

Olá!

Retomando o tema do post de ontem, continuo a descrever as tarefas:

  • a oitava tarefa consistia em escolher um roupeiro, qualquer um, podia ser dos casacos, roupa comum, das tralhas variadas, etc, e limpá-lo e arrumá-lo, em trinta minutos. Ora, se é para começar, é para terminar, digo eu, né? Em trinta minutos eu não conseguiria fazer isto. Então não fiz! Mas ainda vou fazer, e não vou escolher só um, vou andar em todos os armários e roupeiros a fazer o desapego e a limpar. Prometo! 

  • a nona foi outra tarefa que passei por cima: da meditação da tarefa sete deveria ter saído uma lista de projectos a fazer para o melhoramento da casa. A minha lista resumia-se ao compromisso de substituir as lâmpadas fundidas, lembram-se? Não fiz! Ainda não fui comprar lâmpadas novas. Ficou por fazer esta nona tarefa. 

  •  a décima tarefa consistiu em escolher uma data e planear um encontro, jantarzinho, reunião em casa, convidando amigos. Deve ser porque a cura vai a meio e as pessoas que a seguiram à risca não desanimarem, já que tiveram tanto trabalho a lavar tudo, haja alguém "de fora" que vá ver! Então era necessário fazer os convites no próprio dia da décima tarefa e este encontro de amigos deverá acontecer no último fim de semana de Janeiro. Não fiz nenhum convite porque não sei se vou estar por cá ou com paciência para receber visitas. É uma tarefa que fica adiada. Também não convido ninguém que precise receber convite com três semanas de antecedência, pelo que este jantar ainda pode vir mesmo a acontecer no último fim de semana, que é já este que está por vir.

  • a décima primeira tarefa foi voltada para o quarto. Uma limpeza profunda ao quarto , afastando todos os móveis para aspirar por trás e por baixo, trocar os lençóis por outros lavados, apanhar a roupa do chão, lavar os espelhos e os vidros das janelas, etc etc. Basicamente limpar o quarto de cima a baixo. Ora aqui está uma tarefa boa, daquelas que não sou eu que faço! É a Fátima quem me troca a cama e limpa o quarto. Eu só tenho que arrumar as gavetas e dobrar a roupa. Ok... ainda há coisas por fazer, como uma virada no roupeiro e praticar o desapego. Tenciono tirar toda a roupa para fora e limpar todas as gavetas e roupeiro e ver o que está bom para ficar e para doar. Portanto, metade da tarefa está feita e metade por fazer.

  •  a décima segunda tarefa consistiu em sentarmo-nos em casa, sem qualquer aparelho ligado, ie, nada de televisão, ipad, telemóvel. Ficar sentado em silêncio a fazer isso mesmo, ouvir o silêncio. Tarefa pateta, não? Ou melhor, nem sequer é uma tarefa. Faço isto muitas vezes sem sequer pensar sobre isso. 

  •  a décima terceira tarefa relaciona-se com uma frase da Coco Chanel, que dizia para antes de sair de casa retirar-se um acessório colocado. Ie, na sala de estar, ou qualquer outra divisão, retirar peças decorativas e guardá-las noutro sitio por algum tempo. Isto porque supostamente quando estamos muito habituados a ver algo, deixamos de ver na realidade. Bem, eu não retirei nada propriamente porque gosto de todos os meus cacarecos decorativos mas o que fiz foram algumas alterações. Mudei peças de sitio para testar e gostei do resultado. Mas isto é algo que estou sempre a fazer.

  • a décima quarta tarefa é sobre a casa de banho. Dizem eles que os armários/prateleiras/gavetas do wc são ímanes para a tralha acumulada. É verdade e fiz esta tarefa em parte. A minha parte, a parte do meu armário. Porque na do homem não consigo mexer sem a supervisão dele. Mas é algo que o vou obrigar a fazer, sob minha orientação. Tirei tudo do meu armário, limpei muito bem e a seguir estive a ver o que tinha em stock e o que estava sem stock, para comprar, os medicamentos e cremes dentro e fora do prazo, etc. Agora a parte do homem... acreditem ou não, ele acumula ainda mais tralha que eu! Sim, isto é possivel. E se ele fosse como eu, comprometido com a cura e a tentar fazer o desapego, corria bem, mas ele não me facilita a vida. Vou ter de insistir, porque um trabalho pela metade não é satisfatório.

Catorze tarefas descritas, três por descrever, fora as que ainda não foram atribuídas até ao fim da cura, no fim desta semana.

Amanhã continuo!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A cura e o desapego: as primeiras sete tarefas

Janeiro já vai no fim mas a minha cura não vai nem a meio... 

Relembrando o calendário da cura:
  • a primeira tarefa, logo no inicio do mês, foi comprar flores e lavar todo o chão da casa e aspirar todos os tapetes. O chão da cozinha e da casa de banho são lavados todas as semanas, num mínimo de duas vezes por semana. O mesmo é válido para os tapetes, duas vezes por semana a minha Fátima aspira tudo. Pelo que fiquei livre desta primeira tarefa. Tinha intenção de lavar o restante chão, mas hão-de lembrar-se que no inicio de Janeiro se fartou de chover e não deu. Entretanto esqueci-me de completar a tarefa, está por fazer. As flores não comprei.

  •  a segunda tarefa consistia em anotar num bloco todos os aspectos que achamos que a casa precisava de conserto: algum puxador solto, livros desarrumados, etc. Não fiz esta tarefa, porque sei de cor tudo o que não está tão bem. Tarefa desnecessária!

  • a terceira tarefa é uma monstruosidade, que já referi: limpar e arrumar a despensa. Desta tarefa fujo a sete pés! A sério, o caos que é a minha despensa não é algo a que me queira submeter voluntáriamente. A despensa é enorme e tem tanta tralha... esta tarefa definitivamente não faço nos próximos seis meses. 

  •  a quarta tarefa consistiu em arranjar uma caixa e colocar lá coisas que não nos servem para nada mas que por algum motivo não nos conseguimos desfazer delas. Não fiz esta parte, qual é o objectivo? Mudar coisas de um lado para o outro? Se me decidir a abrir mão, será para mandar para o lixo mesmo, e não esconder numa caixa.

  • a quinta tarefa foi, até agora, a mais proveitosa. Consistia em escolher uma gaveta, e só uma, de qualquer roupeiro, cómoda, etc, e arrumá-la. Fiz isto ontem e como saltei uma série de etapas do processo da cura, resolvi compensar e arrumar três gavetas! A gaveta das meias: tirei todas, limpei muito bem a gaveta e depois estive a escolher as meias velhas para o lixo e as meias boas que não uso para doação. O meu homem fez a mesma tarefa, fizemos em conjunto. Ele organizou a gaveta das meias dele e mais de trinta pares de meias foram para o saco da doação e outras tantas para o lixo. Limpei e arrumei ainda duas gavetas grandes da escrivaninha da sala, onde estão coisas variadas. Muita coisa foi para reciclar, outras tantas para o lixo. Organizei todos os manuais de instruções dos aparelhos, as garantias dos mesmos num só arquivo e tudo foi muito bem limpo.

  •  a sexta tarefa foi na cozinha. Lavar toda a cozinha. Aqui está outra tarefa monstra e impossivel para mim. A minha Fátima limpa sempre a cozinha as duas vezes por semana que vai lá a casa. Claro que há sitios que ela não limpa e eu não lhe peço, senão não fazia mais nada. Sei que tenho muito por fazer na cozinha, mas o que fiz nesta tarefa foi descongelar o frigorifico, coisa que não era feita há três anos e vocês não imaginam a quantidade de gelo que existia, as gavetas já nem abriam. Descongelou todo durante dois dias, lavei-o muito bem por dentro e por fora, todas as gavetas e prateleiras lavadas na banheira. Desligar o frigorífico para o descongelar e limpá-lo foi das tarefas mais dificeis (a quantidade de comida que tivemos que fazer para não se estragar, o chão sempre molhado e a pingar) mas também a mais necessária de todas. Se não me tivesse metido nisto da cura, não teria tido coragem.

  • a sétima tarefa foi mais uma daquelas que não fiz: sentar-me por uma hora e meditar em tudo o que ainda há por fazer para ter uma casa saudável. Não faço meditação porque o meu cérebro irrequieto não me permite e continuo a saber de cor o que precisa da minha atenção. Por exemplo, substituir as lampadas fundidas: duas na cozinha e uma no wc.


Amanhã continuo o calendário, este post já vai muito comprido, e os fantasmas que habitam por aqui, ou as moscas vá, não têm muita paciência para ler textos longos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

No escurinho do cinema

Comecei 2016 a ver dois filmes maravilhosos:

A Rapariga Dinamarquesa e Room.

Completamente distintos mas igualmente fantásticos.



Também já vi O Renascido, grande vencedor dos Golden Globes e provavelmente dos Oscars e não gostei.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A cura de Janeiro

Boa tarde e bom ano!!

Promessas, promessas... não cumpri!
Porque sou incumpridora, já nem sequer tomo resoluções de ano novo. 
Esta passagem para 2016 não comi uvas, não fiz pedidos nem promessas. Andei a pensar no que gostaria de mudar ou fazer. Se as vou fazer... é outra conversa.

  1. quero ser mais disciplinada a retirar a maquilhagem todas as noites e deixar de ir dormir com a base;
  2. quero ser mais disciplinada a aplicar creme hidratante na cara e corpo todos os dias;
  3. quero aprender a fazer o desapego de coisas materiais e livrar-me de tudo o que já não uso/não me faz falta;
  4. quero ser menos desarrumada;
  5. quero perder peso e alimentar-me melhor. 

Destas resoluções, tenho conseguido a primeira e a segunda. Em cinco, duas não é um mau começo!
Eu adoro casas, já sabem disto não é? Pois. Então, inspirada pelo Apartment Therapy resolvi dar uma grande volta à casa.  O ponto 3 das resoluções entra aqui.
Este site tem uma missão para todos os dias de Janeiro: fazer uma cura! Ou, como lhe chamam, a January Cure.


O que é isto?

There is nothing like the start of a new year to kick yourself into gear and make changes that last. And no, I'm not talking about resolutions, which have a sneaky way of fading along with the holiday glow. I'm talking about taking just one month and investing some effort (21 do-able assignments in total throughout January) toward a cleaner, more organized and more peaceful home. If you are ready to get your place back in shape (and reap the rewards for the whole rest of 2016) the very best way is one manageable step at a time, during our once-a-year-only January Cure. By the end of the month, you'll be have a cleaner, fresher, more organized home, guaranteed!


Então e como funciona?
Inscrevi-me na newsletter e todos os dias recebo no email a tarefa do dia.   
Como, e como sempre, acho que sei mais e melhor, não estou a seguir à risca e vou improvisando a minha própria cura. Em termos práticos, já arrumei uma série de gavetas e roupeiros, já deitei fora uma série de cremes fora de validade, já tenho sacos de roupa prontos para irem para a Associação Vida e Paz, que cuida dos sem-abrigo, já lavei as capas do sofá, and so on.

Ainda há muito por fazer. Ainda tenho que tirar tudo da cozinha e lavar a fundo todos os armários. E lavar e arrumar a dispensa. Ando a fugir destas duas tarefas, que são monumentais e não me apetece nada fazê-las. São necessárias, claro que sim. Mas pachorra? Zero. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A lista de 2015

Este foi o ano em que menos escrevi no blog.
Mas a lista de 2015 é uma tradição, a par do bacalhau na consoada, que não pode faltar!

Livros que li:

  1. As Vinhas da Ilusão - Benedetta Cibrario
  2. O Último Patriota - Brad Thor
  3. Gritos do Passado - Camilla Lackberg
  4. Quando o Ódio Matar - Carina Bergfeldt
  5. Diário de Uma Obsessão - Claire Kendal
  6. Um Estranho Lugar Para Morrer - Dereck B. Miller
  7. Quando Lisboa Tremeu - Domingos Amaral
  8. O Pintassilgo - Donna Tartt
  9. Grey - E.L.James
  10. A Bastarda de Istambul - Elif Shafak
  11. A Rapariga-Corvo - Erik Axl Sund
  12. Fome de Fogo - Erik Axl Sund
  13. As Instruções da Pitonisa - Erik Axl Sund
  14. Lugares Escuros - Gillian Flynn
  15. A Minha Gata Jessi - Jayne Dillon
  16. O Leopardo - Jo Nesbo
  17. O Morcego - Jo Nesbo
  18. O Nadador - Joakim Zander
  19. A Herança - John Grisham
  20. Dispara, Eu Já Estou Morto - Julia Navarro
  21. Jardim dos Segredos - Kate Morton
  22. Uma Fortuna Perigosa - Ken Follet
  23. Um Dó Li Tá - M.J.Arlidge
  24. Encontras-me No Fim do Mundo - Nicolas Barreau
  25. A Rapariga no Comboio - Paula Hawkins
  26. Até Que Sejas Minhas - Samantha Hayes
  27. No País da Nuvem Branca - Sarah Lark
  28. Servidão Humana - Somerset Maugham
  29. Império - Steven Saylor
  30. O Hipnotista - Lars Kepler
  31. O Executor - Lars Kepler

Espectáculos a que assisti:
  1. ?
Filmes que vi no cinema:
    1. No Coração do Mar
    2. A Modista 
    3. Jurassic World
    4. Cinquenta Sombras de Grey
    5. A Ponte dos Espiões
    Viagens no meu país:

    1. Albufeira
    2. Òbidos
    Viagens internacionais:
    1. Berlim
    2. Bergen

    sexta-feira, 23 de outubro de 2015

    Jorge, queres sopa? Não!


    Quando na última quarta feira escrevi o último post aqui publicado, já tinha um pressentimento que alguma coisa iria acontecer nesse mesmo dia. Não sou bruxa mas acertei.
     
    O meu avô faleceu, aos 91 anos, quarta-feira dia 14 de Outubro de 2015, pelas 19.30h, perante a mulher, as duas filhas e a neta (eu).
    Estávamos a dar-lhe a mão, já conscientes que seria uma questão de horas.
     
    Fica-me o consolo de ainda ter chegado a tempo, ainda ter passado a sua ultima meia hora de vida com ele, a dar-lhe a mão, tão quentinha apesar do pulso já fraco.
     
    O meu avô era uma pessoa com um feitio muito especial. Completamente anti-social, só gostava da família, de animais, livros e ópera. Não aturava fretes, não fazia conversa de circunstância, riscava a cara do Sócrates quando aparecia no jornal, lia as desgraças todas do Correio da Manhã e achava que seis da tarde já era perigoso andar na rua. Um autentico velho do Restelo.
     
    Partiu tranquilamente, com a [sorte] de ter um cancro pulmonar rápido, o que lhe evitou maiores dores e sofrimento.
     
    E ficará, para sempre, na memória e no coração.

    quarta-feira, 14 de outubro de 2015

    Divagações numa tarde em que, como tantas outras, não me apetece trabalhar #2

    Dizia eu ontem que 2008 é o ano que me lembro com maior facilidade e o mais importante.
    Porque em 2008 recuperei a vontade de viver (ai o drama...), porque percebi que não faz mal ter desgostos, haverá sempre coisas boas a fazer-nos esquecer, porque efetivamente preenchi a cabeça e o corpo com uma série de amigos novos e experiencias novas que me ajudaram a sair da fossa.
    E porque, a meio do ano de 2008, me apaixonei pela segunda vez.
     
    No inicio do ano, e em plena fossa que já durava há cerca de dois meses, tive a feliz ideia de aceitar o convite para sair de um amigo dos tempos da escola, com quem nem me dava muito mas com quem ia falando pela internet. Ganhei coragem para sair do marasmo e fui. E foi maravilhoso, não por essa noite em si mas por todas as noites que se seguiram a essa, devido aos amigos fantásticos que ele me apresentou. Conheci mais gente nesses primeiros meses que em vinte e tal anos, porque uns amigos trazem outros e todos se tornaram amigos. E todas as noites havia festas, jantares, cinemas, tudo e tudo.
    Chamo 2008 o meu ano sabático porque foi o ano, pelo menos a primeira metade, em que me esqueci de mim e me dei aos outros. Em que recuperei a alegria e a vontade de fazer coisas. Em que me ri e ri e experimentei coisas e fui a sítios nunca antes pensados. Ano sabático porque vivi as vidas dos outros e não a minha, que era triste mas começava a deixar de ser.
    Comecei o voluntariado com os animais e com os idosos, comecei a trabalhar como hospedeira e a receber os primeiros dinheiros e comecei a ver-me mais como mulher e menos como menina. Os meus 22 anos foram espetaculares! Foi o ano que fui à Holanda para o Queensday com um amigo em que só fizemos disparates alucinógenos. Foi o ano que fui dois meses para Israel, que foi só a viagem da minha vida. Foi o ano em que fui à Jamaica e descobri a maravilha que são as Caraíbas e onde me apaixonei pela segunda vez. A meio do ano 2008 estava completamente curada do R. Já nem me lembrava que ele existia e que há um ano era tão feliz junto dele.
    2008 foi também o meu último ano cheio de tempo livre e sem preocupações. Queimei todos os cartuxos de uma vida académica sem pressões, sem preocupações, cheia de férias e tempo para tudo. Em 2009 comecei a trabalhar e tudo mudou.

    terça-feira, 13 de outubro de 2015

    Divagações numa tarde em que, como tantas outras, não me apetece trabalhar


    Tenho uma visão esquizofrénica do tempo, por um lado parece-me que 2011 foi ontem e não entendo como é possível terem já passado quatro anos; por outro lado, tenho imensa dificuldade em lembrar-me do que andava eu a fazer em 2011. Ou 2013, vá, por ser um ano mais recente.
    Em quase trinta anos, o ano que me lembro com maior facilidade é 2008, talvez o ano mais emocionante para mim. Mas conseguir aceitar que 2008 foi há sete anos é-me muito difícil, já que isso significa que há sete anos tornei-me numa sessão infinita de rotinas, situações pelas quais passo e que não me deixam memória.
     
    Em 2004 fiz dezoito anos e entrei na universidade, talvez tenham sido dois marcos importantes no meu crescimento. Lembro-me que em 2004 tive o primeiro namorado "a sério", entre aspas porque de sério não teve nada e foi só uma relação patética sem pernas para andar. A universidade também não deixou grandes marcas, talvez por não ter tido uma turma espetacular ou talvez por não ser a pessoa mais sociável do mundo, não criei grandes amigos lá. Passei seis anos na universidade mas não os passei realmente lá. Passei por lá. Fiz as coisas pelos mínimos, consciente que poderia fazer muito melhor mas simplesmente não me apetecia esforçar-me. Talvez por ter crescido entre facilidades, formatei-me de forma a ser diletante. Os últimos três anos do curso praticamente não punha os pés nas aulas, ia às frequências e exames e fui passando à tangente. Andava distraída com outras coisas. Hoje arrependo-me imenso. Acho que a vida académica pode ser fantástica e esse é um conhecimento que só tenho pela observação de terceiros. Eu não sei o que é. Ou sei, porque em 2012 fiz uma pós-graduação e tudo foi diferente. Diferente a minha atitude e a minha vontade. Não faltei a nenhuma aula porque gostei de tudo o que estava a aprender. Tive ótimas notas, fui aos eventos da turma, estudei com gosto. Aí sim fiz grandes amigos. Foi tarde mas felizmente conheci aquilo que evitei durante os seis anos do curso.
     
    2007 é um ano que também me recordo por ter sido muito bom e muito mau. Em 2007 apaixonei-me pela primeira vez e tive um namoro decente. Pela primeira vez, sabia o que estava a fazer. Terminou no fim do ano e deu-me o segundo conhecimento de 2007: é tão bom descobrir o que é a paixão (o 1ª conhecimento) é tão mau sofrer um desgosto de amor. Foi o primeiro desgosto. Talvez seja, até hoje, o único verdadeiro desgosto. Parecia que a vida tinha acabado. Não estava preparada para lidar com a rejeição, não sabia que havia vida para além daquilo. Que os dias iam melhorar, que tudo passa e tudo se esquece. E por isso, voltando ao inicio deste texto sem causa nem nexo, 2008 foi o ano mais importante destes meus quase trinta anos de vida.

    segunda-feira, 12 de outubro de 2015

    Olá Verão. Adeus Verão.


    E de repente o Outono chegou e trouxe a chuva.
    Este Verão foi fraco e o pré-Inverno começa cedo. E traz com ele a chuva e o vento e a gabardine e as botas.
    Ontem dediquei-me a trocar a roupa de Verão pela de Inverno. Ainda não está frio mas já não dá para usar sandálias.
    Detesto chuva. Detesto casacos. Detesto a moleza que os dias escuros me dão.

    segunda-feira, 5 de outubro de 2015

    Quando um parágrafo te define


    " Philip tinha poucos amigos. O hábito de ler isolava-o; tal era a necessidade desse hábito que, após algumas horas passadas em companhia dos colegas, sentia-se fatigado e inquieto. Orgulhava-se dos largos conhecimentos adquiridos através de inúmeros livros, mas não sabia ocultar, com o seu espírito vivo, o desprezo com que encarava a estupidez dos companheiros. "
     
    Servidão Humana de Somerset Maugham

    terça-feira, 15 de setembro de 2015

    Back

    Findas as férias, nos locais habituais a sul e a oeste, o regresso a Lisboa é sempre deprimente. Coisas para arrumar, o voltar ao trabalho, os calções postos de parte que isso é peça que não posso usar profissionalmente. É uma chatice.
     
    E as férias foram três semanas boas, de sol e água e leituras e morangoskas. Li o Pintassilgo - adorei!, e o novo da Julia Navarro - também adorei! e agora estou a ler um livro mais nheca nheca mas que entretém.
     
    E depois de três semanas de volta, o mesmo número de semanas das férias, já parece que nunca fui a lado nenhum e estive sempre por aqui.

    Vou tentar estar de volta. Sem promessas.

    quarta-feira, 17 de junho de 2015

    Ainda andará alguém por aí?

    Quem é vivo sempre aparece!
     
    Ando há meses para tomar uma decisão: ou escrevo ou assumo que este blog acabou. Como não consigo apagar, só me resta voltar a escrever.
     
    Desde Janeiro que não digo nada... enfim, não haverá muito para dizer. Como já disse num post lá muito para trás, escrevo bem quando estou triste. Como não ando nem triste nem alegre, a inspiração não sai!
     
    Fazendo um rápido catching up... em Fevereiro fui a Berlim; gostei imenso da viagem mas a cidade não me conquistou. Parece um estaleiro de obras, os alemães de lá são antipáticos. Contudo, valeu a pena conhecer.
     
    Em Março fiz 29 anos. Nesse mesmo dia, arranquei da cabeça o meu primeiro cabelo branco. Ora bem, 29 não são 30 mas também não são 20. É um limbo entre o "já devias ter feito tal e tal" e o "ainda tens muito tempo para fazer tal e tal".
     
    Em Abril e Maio não fiz nada digno de registo. Ou então já não me lembro.
     
    Em Junho, estive agora seis dias na Noruega a visitar a minha BFF, uma feliz emigrolas em Bergen. Fez-me tão bem afastar-me daqui estes dias, apesar do frio e chuva que apanhei por lá. A cidade é linda, merece a visita. E matar as saudades e falar sem constrangimentos, abrir a alma faz maravilhas ao espírito.
     
    É isto.
     

    segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

    Listen to your heart

    Toca neste momento na rádio o Listen to Your Heart, dos Roxette e imediamente me vem à cabeça que foi com esta música que dancei o meu primeiro slow, numa discoteca improvisada num colégio interno na Inglaterra, com o basco Mikel.
     
    Ele tinha 13 anos e eu tinha 11 e ele era muito feio, como quase todos os espanhóis mas aos 11 anos quem é que liga a isso ou pensa sequer em beleza? Dançámos o slow e depois a música terminou, ele queria dançar mais mas eu fugi dele.
     
    Correspondemo-nos por carta durante cerca de dois anos, até que perdemos o rasto um do outro. Ainda sei de cor o nome da sua rua de Madrid. 
     
    Não consigo deixar de me perguntar se, ainda hoje, será feio. Ou se se tornou bonito.
    Ou se também se lembra do nosso primeiro slow, há tantos anos atrás.

    segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

    2014 listado

    Quando damos por nós a dizer "ainda ontem era páscoa e agora já estamos no fim do ano" é porque estamos a ficar velhos. Categoricamente velhos.
     
    Sim, o ano passou a voar, é verdade... e por isso, e como já sabem que gosto de listas, cá vai as listagens de 2014:

    Livros que li pela primeira vez:
    1. O Estrangulador de Cater Street - Anne Perry
    2. A Valsa Inacabada - Catherine Clément
    3. Comboio para Budapeste - Dacia Maraini
    4. Um Casamento de Sonho - Domingos Amaral
    5. O Mapa Desaparecido - Heather Terrel
    6. Traição - Jason Matthews
    7. O Pássaro de Peito Vermelho - Jo Nesbo
    8. Vingança a Sangue Frio - Jo Nesbo
    9. A Estrela do Diabo - Jo Nesbo
    10. O Redentor - Jo Nesbo
    11. O Boneco de Neve - Jo Nesbo
    12. O Leopardo - Jo Nesbo
    13. O Manipulador - John Grisham
    14. A Um Deus Desconhecido - John Steinbeck
    15. O Segredo da Casa de Riverton - Kate Morton
    16. As Horas Distantes - Kate Morton
    17. Amores Secretos - Kate Morton
    18. Nome de Código Leoparda - Ken Follet
    19. O Tempo Entre Costuras - Maria Dueñas
    20. Os Buddenbrook - Thomas Mann

    Livros que reli:
    1. Armagedão - Leon Uris
    2. Os Homens que Odeiam as Mulheres - Stieg Larsson
    3. Rapariga que Sonhava Com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo - Stieg Larsson
    4. A Rainha no Palácio das Correntes de Ar - Stieg Larsson
    5. A Siciliana - Sveva Casati Modignani
    Espectáculos a que assisti:
    1. Grande Comédia à Portuguesa
    2. Cats
    3. O Quebra Nozes
    Concertos a que fui:
    1. Mayra Andrade
    2. Ana Carolina
    Filmes que vi no cinema:
    1. Que Mal Fiz Eu a Deus
    2. Em Parte Incerta
    3. 12 Anos Escravo
    4. A Menina que Roubava Livros
    5. Saving Mr. Banks
    6. devo estar a esquecer-me de um ou outro mais...
    Viagens no meu país:
    1. Albufeira
    2. Serra da Estrela
    Viagens internacionais:
    1. Madrid
    2. Sevilha

    Kg´s engordados e perdidos:
    10kgs. Perdidos - 0 kgs.



    sábado, 15 de novembro de 2014

    História de um gato que ensinou um menino a gostar

    "Não gosto de gatos" ou "sou alérgico a gatos" eram duas desculpas dadas para encobrir um pouco o desinteresse pela sorte dos felinos, domésticos e vadios. A convivência forçada, imposta pelo amor, numa perspectiva comercial de 'Pague um, leve dois' ditaram que não seriam dois em casa mas três: ele, ela e o gato dela. E de mês para mês ela foi vendo esta atitude a mudar. De repente ele preocupava-se com o bichinho; ele entristecia-se por o bichinho não lhe dar muita confiança nem atenção. Mas a diferença maior aconteceu quando o menino começou a reparar na desventura dos animais de rua, a comover-se com os maus tratos e o abandono, questões a que, não sendo indiferente, não lhes prestavas mais que dois segundos de atenção. Chegou o dia em que o menino telefonou para casa, aflito, com uma situação para o qual nada o preparou: um gato vadio, carente e esfomeado se lhe entranhou no coração, e nada fez mais sentido que levá-lo para casa. Aquele era o seu gato.
    A convivência com um gato mudou-o, a convivência comigo também. E este orgulho, carinho, ternura que sinto ao vê-lo com os seu gato é uma alegria que eu não pensava ter. Se outros motivos não houvesse para o amar, este seria um forte motivo. Porque quem salva uma vida, salva a humanidade.



    terça-feira, 2 de setembro de 2014

    Book review


    aqui tinha falado neste livro, que comprei depois de ouvir uma conversa entre a empregada da Bertrand com um cliente. E agora, que terminei o livro há cerca de uma hora, posso confirmar o que a senhora Bertrand disse: é um livro MARAVILHOSO!
    Gostei tanto tanto tanto tanto... Gostei mesmo muito e estou cheia de pena de o ter terminado. Histórias destas não deviam ter fim.
    Na altura que ouvi a conversa alheia, a senhora dizia que era tipo Downton Abbey e é verdade. A história é contada por uma criada da casa e todos os ambientes descritos remetiam-me para a série: apesar de estas personagens terem nomes diferentes, as suas características são idênticas às da série. O mordomo conservador, a cozinheira simpática e bisbilhoteira, as criadas que mexericam sobre a vida da família e dos acontecimentos do "andar de cima".
    Bem... não me alongo mais. Leiam e depois digam-me o que acharam!

    segunda-feira, 25 de agosto de 2014

    Desconhecido nesta morada

    Há muitos anos, numa feira do livro, vi um livro cujo título me chamou a atenção. Comprei-o e li-o em sensivelmente duas horas, porque se trata de um livro muito pequeno. Gostei imenso dele (e hei-de relê-lo brevemente).
    Nessa altura, estava longe de saber que aquele título que tanto me chamou a atenção, iria eu escrever vezes sem conta. Passo a vida a receber correio que não me pertence, antigos moradores das casas por onde vivo, que se esquecem de alterar a morada. E eu, como boa cidadã, devolvo tudo ao senhor carteiro sempre que o vejo.
    Não escrevo uma carta a ninguém há anos, mas quase todos os meses devolvo cartas onde escrevo sempre: devolver ao remetente, DESCONHECIDO NESTA MORADA. 

    sexta-feira, 25 de julho de 2014

    Diário de uma dieta #1

    Cá estou eu em dieta há dois dias.
    Estou a inventar a minha própria dieta, então não se pode dizer que seja dieta nenhuma, mas para uma miúda que só almoçava pão com pasta de atum e coca-cola e jantava chocapic, é uma espécie de dieta!
     
    Quarta-feira:
    Almoço - arroz de pato e sumo de manga com morango e melancia de sobremesa
    Lanche - iogurte grego natural e meio pão sem nada
    Jantar - bife panado com arroz simples e água
     
    Quinta-feira:
    Almoço - bife com batata cozida em vez de batatas fritas e água
    Lanche - iogurte grego natural e uma fatia de bolo de chocolate
    Jantar - lasanha e água
     
    Sexta-feira:
    Almoço - prato de sopa, meia bifana sem molhos e água
    Lanche - pão de sementes com fiambre, iogurte grego e uvas
    Jantar - ? ainda não sei mas terá água como bebida
     
    A grande diferença? Estou a beber litradas de água. Água e leite ao pequeno almoço são as únicas coisas que bebo.
     
    Hoje estou a sentir menos falta de coca-cola mas no supermercado ainda dei por mim a ponderar comprar uma latinha. Resisti e enchi-me de mais água.
     
    Acho que lasanha não seja minimamente indicado numa dieta, mas a dieta a sério só vai começar quando entrar de férias. Para já, e estando sozinha em casa, não consigo fazer muito melhor que isto.

    Tenho sentido muita fome durante a tarde, período em que comia sempre um pão de deus ou um palmier simples ou chocolate e coca-cola.

    quinta-feira, 24 de julho de 2014

    Mentalidade e hábito

    Acho que é mais difícil mudar uma mentalidade que um hábito.
     
    Aterrada com os números da balança, finalmente convenci-me a fazer dieta. Nada muito radical mas com especial enfoque naquilo que verdadeiramente me engorda: a coca-cola.
     
    Há dois dias que não bebo e a cada hora que passa é um esforço enorme que faço para continuar sem beber, porque estou viciada naquilo. Como medida preventiva, comuniquei à família e às colegas de sala que deixei de beber, porque se me sentir policiada é-me mais fácil resistir.
     
    Mas às vezes dou por mim a pensar "agora que ninguém está aqui, a reparar em mim, é boa altura para ir comprar uma coca-cola".
     
    Mas depois paro e penso: mas eu estou a fazer isto por eles ou por mim?! Eles querem lá saber se eu bebo ou deixo de beber. Eu é que tenho que não querer beber, para voltar a ser saudável.
     
    Mas é difícil. Estou sempre a tentar arranjar maneiras de me boicotar, pensando que como ontem não bebi, uma agora não faz mal nenhum. E ainda só passaram dois dias. Não sei se com o tempo vai tornar-se mais fácil nem sei se vou conseguir sempre resistir. Mas quero acreditar que sim.
     

    terça-feira, 22 de julho de 2014

    Sempre me dei muito bem com o meu pai, tínhamos uma cumplicidade enorme. Tínhamos uma espécie de código secreto, piadas só nossas e que mais ninguém compreendia. Era uma relação muito especial. Sempre procurei nos rapazes um reflexo do meu pai, amigo, divertido, generoso, um homem de família. Mas ele era tanto homem de família quanto homem de salão. E sempre ouvi a minha mãe dizer, e sempre concordei, que os homens de salão nunca são bons maridos.
    Mas desde que os meus pais se separaram, esta relação especial perdeu-se. Começou a perder-se discretamente, um ligeiro afastamento, mas também eu já vivia sozinha há alguns meses, já estava fisicamente ausente dele. E depois começou a perder-se emocionalmente. Porque outra pessoa entrou na vida dele, com a sua família, que se tornou a família dele. E ele foi se modificando. Para os outros continuava a ser o homem de salão, sempre alegre, sempre em risadas. Para nós tornou-se triste e lamuriento. Depressivo até. A namorada que arranjou (anos depois continuo a achar estranho dizer que o meu pai tem namorada) fê-lo tomar atitudes que eu não previa. Coisas que antes para ele eram importantes parece que deixaram de ser. Eu não culpo ninguém nem tomo as dores de ninguém. Não o fiz aquando da separação, porque entre marido e mulher não se mete a colher, nem o faço agora no seio desta nova relação. E quero que ele seja feliz e esteja acompanhado. Juro que sim. Não tenho ciúmes nenhuns nem qualquer espírito de competição para com a namorada. Até gosto dela, é sempre muito simpática para mim e atenciosa. Mas vejo que ele mudou e não consigo deixar de achar que ela foi a causadora dessas mudanças. Já não sinto aquela empatia. Há vezes que o sinto mesmo um estranho. E isto faz-me profundamente infeliz.

    terça-feira, 15 de julho de 2014

    É de valor

    Estou francamente impressionada: o monhé da loja de conveniência onde me abasteço dos meus vícios estava a falar numa língua esquisita com um rapazola com dois metros e mais branco que lixivia. Perguntei-lhe que língua estava a falar. Norueguês, respondeu ele.
    O monhé é nepalês e que falava português, inglês e alemão eu já sabia. Mas que também falava norueguês é de valor.
    Quando a minha M. tiver filhos, vou pedir ao monhé que me ensine a comunicar com os meus "sobrinhos" emigrolas....

    Ele há vidas...

    Tive que ir fazer um recado à rua; ao passar por uma esplanada completamente ensolarada o empregado lança-me um "quer aproveitar o nosso happy hour?".
    Pois claro que quero! Vou só ali avisar o meu director que venho para aqui beber copos e volto as seis para picar o ponto.
    Pois... parece que não dá... talvez para a próxima!

    sexta-feira, 11 de julho de 2014

    No escurinho do cinema


    Já tinha visto este filme há uns anos e tinha gostado.
    Ontem revi e voltei a gostar.
    Porque é uma história comum, tanta gente arrasta consigo casos mal resolvidas ou interrompidos, tanta gente sente-se tentada a encontrar novidade e emoção fora de casa.
    E porque continuo a achar o Guillaume Canet o francês mais giro de sempre!

    Repost

    Entrei muda e saí mudada.
    E agora deixo-me ir na corrente.
    Enquanto aquecer o coração, é bom. Enquanto fizer sonhar, deixo-me ficar.
     
     
    Escrito neste blog em Março de 2010

    quinta-feira, 10 de julho de 2014

    Profecias que se auto-cumprem

    Fui ali à casa de banho do estaminé, único sítio quentinho por aqui (dizem que lá fora está calor, mas cá dentro estou na Sibéria do ar condicionado) e enquanto estava na casa de banho olhei-me ao espelho e vi a minha pancinha.
    Eu fui uma gaja boa até aos 26 anos. Era alta e magra. Mas depois dessa idade começou o processo de engordar, pior que o perú do Natal.
    Fui vitima de uma profecia que se auto-cumpriu: "já não tens vinte anos, o corpo não te vai obedecer mais, a partir dos vinte e tais começas a engordar se não te mexeres".
    Mas eu nunca me tinha mexido e eu comia todas as gordices que queria. E continuo a comer mas agora sou gorda. Até me terem dito isto, eu era magra. E depois foi tiro e queda... comecei a engordar. Os dez kg a mais estacionaram na minha pança e pernas e braços e pescoço e já não saíram daqui.
    Se tenho feito dieta? Não. Se faço ginástica? Nop.
    Se sou vítima dos meus próprios erros? Siiiim!
    Mas continuo a acreditar que a culpa foi da praga que me lançaram, ao fazerem-me aquela profecia. Que se auto-cumpriu.

    sexta-feira, 27 de junho de 2014

    Book review

     
    Noutro dia fui à Bertrand com o rapaz para ele escolher um livro. Como o rapaz só lê livros técnicos (boriiiiiiing) deixei-o sozinho nessa secção e andei pela literatura a fazer tempo. Enquanto isto, a funcionária da loja andava com uma cliente a mostrar-lhe livros e a cada um fazia um grande discurso. Eu percebi que ela devia ser uma leitora compulsiva, como eu, abri bem o ouvido para ouvir as criticas que ela ia fazendo. E em relação a estes livros das imagens, ela falou tão, mas tão bem, que eu anotei mentalmente os nomes para os comprar. Dizia ela que este da Nuvem Branca tinha sido o melhor livro que tinha lido este ano. Wooow... esta critica bastou para me aguçar a curiosidade. Em relação à escritora Kate Morton, ela disse que era tipo Dowton Abbey mas em melhor!
    Ainda não os li, estão em fila de espera, mas espero que sejam mesmo tudo aquilo que a funcionária da Bertrand disse deles!

    terça-feira, 24 de junho de 2014

    No último mês reli alguns livros antigos:

    Reli a trilogia Millennium, de Stieg Larson, que já tinha lido em 2010 e já muita coisa me tinha esquecido. Ler pela segunda vez é tão bom e tão emocionante como pela primeira.

     
    Reli também o Armagedão, de Leon Uris, autor queridinho do meu coração. Já tinha lido este livro há... há.... há nem me lembro já quantos anos... há muitos anos, de certeza. E também adorei reler.

    Long time no see....

    Abandonei o trapézio.
    Deixei-o às traças.

    Ohh... estou cheia de remorsos mas também não tenho muita coisa para escrever por aqui...

    terça-feira, 20 de maio de 2014

    Narizes

    Ontem à noite fui buscar os Globos de Ouro às gravações automática.
    Muito haveria a dizer sobre o evento, de um ponto de vista "profissional", de quem estudou organização de eventos. Mas vou abster-me de dizer o quanto achei a gala mal conseguida. Uups. Pronto, afinal já disse!
     
    Foi um flop total. Uma organização péssima, os apresentadores uma desgraça, poucos tiveram o à vontade e jeito para se dirigirem às camaras, poucos levantaram os olhos dos papéis, poucos conseguiram ter graça. É tudo forçado e desorganizado.
     
     
    Podia falar das fatiotas. Houve vestidos muito bonitos e outros que não lembram a ninguém, aliás, como sempre acontece.
     
    Mas o que me apetece mesmo vir aqui comentar é o nariz da Iva Domingues.
     
    A Iva Domingues é uma apresentadora engraçada. Não é linda mas também não é feia. Acima de tudo, tem carisma. Ora ontem ao vê-la na televisão, não a reconheci. A Iva deixou de ser a Iva e é agora uma outra cara que não reconhecemos como sendo a Iva. Operou o nariz, é óbvio. Eu tenho olho clinico para reconhecer narizes operados mas este é demasiadamente óbvio, tão óbvio que a tornou noutra pessoa.
     
    O objectivo de uma plástica é corrigir e melhorar pequenas características que não gostamos de ver em nós. Para mim, não passa por nos tornar pessoas com um aspecto tão diferente.
     
    Não tenho nada contra plásticas, eu também já operei o meu nariz, aos 18 anos. Mas a minha cara não mudou, nem a minha expressão. Continuo a mesma, apenas fiz uma correcção de algo que eu não gostava. Quem não soube da operação, também não a notou. Havia pessoas que me diziam notar qualquer coisa diferente e geralmente achavam que era o cabelo. Isto é o objectivo da plástica.
     
     
    A operação da Iva pode ter-lhe dado um nariz mais bonito, mais afilado e arrebitado, mas deu-lhe também uma expressão nova, à qual ainda vamos ter que nos habituar.
    Ora isto não teria relevância nenhuma num anónimo. Mas os apresentadores vivem da sua imagem. Aliás, antes de darem provas se são bons profissionais, passam pelo escrutínio físico. Uma cara tão conhecida e tão popular não deveria sofrer uma alteração tão grande, sob o risco de se perder a empatia criada com o público que a acompanha há anos.
     
    Apesar de ter andado a pesquisar, ainda não encontrei nenhum comentário da própria ou de outros, seja em blogs ou na imprensa, sobre esta mudança. Não sei se ela será mais uma a usar o argumento "respiro mal" para justificar a operação. Esse é o argumento preferido de toda a gente que opera o nariz, pouca gente tem coragem de admitir que mudou porque queria mudar, porque não estava satisfeita com o antigo nariz. Eu respiro tão mal agora como antes, essa não foi a minha motivação. Eu não gostava do meu nariz, depois que foi partido por uma bola de basket numa aula de educação física na escola secundária. Odiava-o, achava-o nariz de papagaio porque fiquei com o osso da cana saliente e torto. Também respiro mal, é um facto, mas isso era secundário. E continuo a respirar mal; é a diferença de se ser operado por um otorrinolaringologista ou por um cirurgião plástico. Eu fui por um cirurgião plástico, que me deu um nariz lindo mas que não me melhorou em nada a questão da respiração.
     
    Quanto à Iva... claramente tem um nariz mais bonito agora mas no conjunto, apesar de uma expressão completamente diferente, não se pode dizer que esteja mais bonita. Nem mais feia. Está na mesma, apenas com uma outra cara. E não sei se isso quererá dizer que a operação por que passou foi bem sucedida...
     


    quinta-feira, 24 de abril de 2014

    ...

    Avô tá melhor, foi hoje para casa.
    Mas agora não anda.
    Como não se vive só de chatices, estou de partida para Madrid!

    quarta-feira, 16 de abril de 2014

    Limbo

    Estou desde segunda-feira à espera que qualquer coisa aconteça.
    Quando uma pessoa está fraca e em sofrimento pensa-se que a solução é uma operação para consertar o que começou a falhar. Mas e se a operação envolver riscos tão grandes que a solução se pode tornar fatal?
    Estamos no limbo entre o perder e o ganhar; a espera é um tormento, impede-nos de fazer planos, porque a qualquer momento tudo terá de ser desmarcado para acorrer a uma morte expectável mas ainda assim dolorosa.
    E cada hora que passa e a pessoa se aguenta é uma vitória não celebrada, porque a iminência do desastre não nos sai de cima.
    E vivo agora por etapas. Na segunda feira era esperar pela tarde de terça. Na tarde de terça era esperar pelo fim da operação, que durou quatro horas. No fim da operação, esperar pelo recobro. Esta manhã é esperar pela tarde, quando o meu avô for retirado da sedação e das máquinas ventiladoras. E depois ainda não sei o que será de esperar, se o descanso ao fim de três dias, se o fim e o descanso de um corpo cansado da vida aos noventa anos.
    E enquanto espero vou pensando numa série de coisas. Que não casei e ele dizia-me que queria viver até ao meu casamento; que não tenho uma vida profissional que me dê gosto; que não tenho situação financeira que me permita viver desafogada. Tudo coisas que ele queria ver acontecer.
    Mas por agora vou continuar a esperar.

    sexta-feira, 4 de abril de 2014

    Busy week

    Esta semana teve muitos acontecimentos. Normalmente as minhas semanas não têm.
    Acordo para vir trabalhar, passo por aqui o dia, ao fim da tarde vou para casa e pronto, o dia está feito.
    Tenho uma vida muito desinteressante actualmente.
    Mas esta semana, praticamente todos os dias houve alguma coisa, o que me deixou extramente cansada e a dormir poucas horas mas que, por outro lado, me entusiasmou e mostrou que devo voltar a ser uma pessoa activa.
     
    Na quarta feira à noite o rapaz fez-me a surpresa de me levar ao Teatro Politeama para vermos a peça Grande Revista à Portuguesa. Adorámos a peça e eu recomendo a quem ainda não viu.


    A peça é enorme, três horas, terminou quase à uma da manhã, mas vale muito a pena. Fartamo-nos de rir, as imitações do João Baião e da Marina Mota são demais, são dois grandes actores e comediantes.

    Ontem, quando saí do trabalho, fui a uma consulta de osteopatia. Nunca tinha ido a nada semelhante mas as minhas dores de costas andavam a matar-me.
    Adorei! Era capaz de ir ao osteopata António todos os dias. Ele é super simpático. Ele dá puxões e torce-me e estala-me toda mas ao mesmo tempo é tão bom! Sinto as vertebras todas a voltarem ao lugar e fiquei a sentir uma leveza de ombros como nunca antes. Acho que ele deu-me anos de vida!
     
     
    Hoje vou com uma amiga ao concerto da Ana Carolina no Meo Arena. Gosto da Ana Carolina, lembro-me que quando tive o meu primeiro desgosto amoroso a música "Quem de nós dois" era a minha musica da fossa! Ouvia e ouvia e achava que aquilo tinha sido escrito para mim. Como os adolescentes são dramáticos!! Há séculos que não vou a concertos, então prevejo que será uma noite boa e em óptima companhia.
     
    E assim foi. Tantos acontecimentos fora do comum e todos na mesma semana. Mas provavelmente na próxima volto ao meu marasmo do costume.

    sexta-feira, 28 de março de 2014

    Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar

    Mas e o cocó de um pombo?
    Na segunda-feira, dia tão triste em que perdemos o Miquinhas, e como se não bastasse uma tristeza por dia, saí do estaminé para ir comprar uma coca-cola e em plena rua o cabrão dum pombo fez-me cocó no cabelo. Um noooojo.
    E agora sempre que passo naquele bocado de rua fico sempre com medo! Porque um raio não cai duas vezes no mesmo lugar mas e o cocó dum pombo? Pode voltar a cair-me no cabelo, naquele bocado de rua?

    segunda-feira, 24 de março de 2014

     
     
     
    O nosso anjinho Micas deixou-nos hoje, por injecção. Levou 10 segundos a partir deste mundo, sem sofrimento, e deixa-nos com o coração aos bocados.
    Coisa esta a minha, de ser tão sensível, de gostar tanto de gatos, de gostar tanto dos meus gatos que gosto mais deles que de pessoas. Coisa esta de sofrer tanto. Estou despedaçada. Porque o Micas não era só um gato, um animal de quatro patas como tanta gente gosta de apelidar. O Micas era o nosso anjinho, o nosso gatinho de rua, que encontrou no fim da vida o conforto e amor que não teve nos seus primeiros anos. Vai em paz, meu amor.

    quinta-feira, 13 de março de 2014

    Chocolate

    Eu sou moça fina e como tal gosto de ir a sítios finos.

    Facto: praticamente uma vez por semana a minha avó e a minha mãe vêm ter comigo depois do meu trabalho para irmos lanchar. Por lanche entenda-se beber chocolate quente e comer um bolo.
     
    Gostamos de ir à Pastelaria Benard, no Chiado, apesar dos funcionários não serem os mais simpáticos nem profissionais do mundo. Mas hoje em dia é impossível estar na esplanada da Benard e conseguir conversar. Ele é homem que cospe fogo, ele é cigano que toca acordéon, ele é homem que geme agarrado a uma guitarra, são velhotas a pedinchar moedas, é um horror. Só barulho. E eu, como moça fina que sou, odeio barulho alto.

    Então querem saber o que nos faz, apesar de todos estes inconvenientes, voltar sempre à Benard?


    O chocolate quente!! Grosso, carregado de farinha. Tão booooom!

    quarta-feira, 12 de março de 2014

    No escurinho do cinema

     
    ADOREI este filme, que vi no fim de semana. Gostei mesmo mesmo mesmo muito. É divertido, é emocional, é mágico, é Disney.
    Se ainda não viram, vão ver!

    terça-feira, 11 de março de 2014

    Hoje vai ser uma festa, bolos laranjada, muitos doces para ti....

    É hoje!
    É hoje!
     
    28 anos.
     
    Mas vamos ao que interessa: presentes!!
     
    Até ao momento recebi três: da minha mãe um jarrão maravilhoso e um aparelho de som sony, que já tinha pedido no natal, sem qualquer sorte. Do namorado uns óculos de sol rayban clubmaster em tartaruga, os que eu queriiiia!
    Vamos ver o que o resto do dia (e semana, espero!) me reserva.
    Depois ponho fotos das coisinhas, só para vos fazer inveja! :)

    quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

    A 13 dias de fazer anos


    Aqui a infoexcluída descobriu uma maneira de fazer moodboards e agora não quer outra coisa!! Adoro. Estou mesmo viciada nisto de juntar imagens e criar quadros. Aguentem-me!

    segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

    No escurinho do cinema

     
    Este fim de semana vimos este filme. Vê-se bem. Mas não é wooow. Não é arrebatador. É só um filme que entretém, uma hora e pouco passada sem grande emoção. As opiniões valem o que valem, claro. Esta é a minha.

    quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

    Fui às compras

    Pote. Já vos disse que coleciono potes e jarras?
     
    Toalha de mãos com borboletas. Na próxima vez que for a uma ZH hei-de trazer a toalha de banho.


    Zara Home, where else?
     
    O decor é pavoroso, tiro as fotos aqui no estaminé. Ignorem o contexto sff!

    terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

    No escurinho do cinema

     
    Ontem à noite vimos este filme dinamarquês, A Caça.
     
    A sinopse oficial:
     
    "Depois de um divórcio muito complicado, a sorte de Lucas (Mads Mikkelsen) parece estar a mudar. Tem uma namorada que o compreende, um novo trabalho e está a recuperar a sua relação com Marcus, o filho adolescente. Porém, uma mentira impiedosa que se espalha por toda a comunidade vai mudar o curso da sua vida. A desconfiança abate-se sobre os que vivem na pequena vila dinamarquesa e, perseguido por todos para onde quer que vá, Lucas vai ter de encontrar maneira de provar que não é quem todos julgam ser.
    Com argumento e realização de Thomas Vinterberg, um filme dramático cuja forte prestação de Mads Mikkelsen lhe valeu o prémio de melhor actor na edição de 2012 do Festival de Cannes."
     
    Sob a premissa "as crianças não mentem" a vida de um adulto pode ser completamente alterada. Para pior. As crianças mentem sim. Há sim crianças que são más e manipuladoras. A diferença entre elas e os adultos, é que talvez, e ressalvo o talvez, não tenham consciência dos seus actos. Ou seja, acredito que as crianças mentem muito mas não têm consciência da gravidade das coisas que dizem.
    À partida não estava com muita vontade de ver este filme mas apanhou-me completamente. Fartei-me de chorar. Fiquei incomodada e com vontade de espancar as personagens. A revolta do personagem Lucas sai para fora do ecran e torna-se a nossa revolta.
     
    Um filme muito bom.

    No escurinho do cinema

    Não sei como mas o último filme do Woody Allen escapou-me no cinema. Vimo-lo no fim de semana em casa.
    Gosto do Woody Allen, acho imensa piada aos filmes dele. Gostei deste Blue Jasmine, acho que retrata fielmente imensas mulheres alheadas da realidade, incapazes de avançar com a sua vida mesmo quando não têm alternativa. As situações non-sense woodyanas estão todas lá presentes no filme, todos os pequenos clichés, mulheres neuróticas... pronto! Ah... e adoro a Cate Blanchett! É uma óptima actriz. As expressões faciais dela, a entoação dada às palavras. Maravilhosa!
     

    quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

    Parabéns, parabéns, parabéns

    O Trapézio faz hoje 4 anos!
     
    Ena... tantos!

    No escurinho do cinema


    Ontem à noite vimos o filme A Menina que Roubava Livros.
    Adorámos.
    Que filme bonito, triste, abalador. Há imensos filmes sobre a II Guerra Mundial, alguns melhores, outros piores mas praticamente todos comoventes.
    Não deixam de ver!

    terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

    Nem vocês amigas?!

    Definitivamente não estou destinada ao sucesso.
    Então, a coisa até começou bem e depois esmoreceu... e parou. As únicas visitas do blog novo devo ser eu própria! Ooohhhh

    Amigas... eu contava convosco!
    Eu poderia promover mais, é verdade, mas não quero dar a cara, tenho vergonha. Sou muito púdica!
    Criei uma página de facebook para o blog novo e ainda não consegui partilhar. Pois...

    Bem, não vou começar a choramingar comentários nem likes, nunca o fiz, tenho horror a isso. Tenho que delinear outra estratégia. Porque aqui no trapézio eu não me importo nada de praticamente só ter duas pessoas a ler, é uma coisa pessoal, não quero que seja conhecido. Mas ali, eu gostava de ir tendo feedback.

    Pronto, já desabafei.
    Fiquem bem, sim, amiguinhas??!

    segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

    Maison d´Ivoire

    Andava a matutar nisto há meses mas a inércia vencia sempre. Até que na ultima sexta-feira, estava aqui no estaminé sem vontade de trabalhar, resolvi meter mãos à obra e criar um novo blog, sobre decoração.
    Não sou profissional na área, nem nunca estudei nada que tenha a ver com decoração, design ou arquitectura. Sou apenas uma apaixonada pelo tema.
    Vai daí que surgiu o Maison d´Ivoire (casa de marfim). Não sei o que vai sair daqui, não sei se alguém irá ler e, em lendo, se vão gostar.
    Sei que eu vou gostar de alimentar este novo hobbie.



     
     
    Inicialmente criei uma outra conta mas entretanto apaguei-a e criei este novo blog, porque percebi que o nome que eu tinha escolhido é o nome duma loja de decoração francesa. Para não haver confusão, criei o Maison d´Ivoire e agora está tudo operacional!

    sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

    Fui aos saldos

    Os saldos da Parfois, uma das minhas lojas preferidas para bijuteria, agora é que estão bons!
     
     
    Colar de 12.99€ por 5.99€
     
    Pulseira de 9.99€ por 2.99€
     
    Brincos de 5.99€ por 1.99€

    terça-feira, 28 de janeiro de 2014

    No escurinho do cinema

    No sábado vi este filme. Não sei se já foi no cinema ou se ainda está por estrear, se tiverem oportunidade de ver não percam porque é um filme muito bom, com uma fotografia fantástica. É incrível a quantidade de azares que se podem juntar, sem nada fazer prever, e que ditam todo o desfecho de uma vida. E também é incrível as reacções, ou falta delas, que algumas pessoas têm perante situações inesperadas e até incontroláveis.
     
     
     
    Ontem vi o Dallas Buyers Club e também gostei muito. O Matthew McC. está praticamente irreconhecível, tãooo magro, assim como o Jared Leto. O filme vê-se muito bem, a abordagem feita ao tema do HIV-Sida no inicio dos anos 80, quando a doença ainda era vista como uma realidade somente da comunidade gay está muito bem feita. É um filme a não perder.
     

    segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

    Coisas que me fazem feliz #1

    Estes dois livros que comprei pela Amazon e finalmente chegaram.
    O livro da Megan Hess é tão bonito, as ilustrações são de babar. Até apetece arrancar as páginas e emoldurar nas paredes!

    quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

    Fui aos saldos

    Vela ananás. Odeio o sabor do ananás, não como nada que leve esta fruta mas adoro a sua forma.
     
    Caixa dourada. Caixas nunca são demais, há sempre pequenas coisas a arrumar... ou a esconder!
     
    Jarra com losangos prateada, para juntar à minha colecção de jarras e potes.
     
    Peças todas da Zara Home, essa loja que me transmite imensa alegria. O meu namorado diz mesmo que o meu humor muda drasticamente quando entro na Zara Home.

    terça-feira, 21 de janeiro de 2014

    Re-styling

    Depois da minha tia-avó ter falecido, há um ano e pouco, começamos lentamente a desmontar-lhe a casa. Tive a sorte de "herdar" uma série de mobília e louça que me fazia falta e cujo estilo eu até gostava. Mas tal como a moda, a decoração não é estanque. Se nos últimos anos já mudei o meu estilo visual uma série de vezes, o mesmo se aplica à decoração da minha casa.
    Quando fui viver sozinha, arrendei uma pequena casinha de bonecas com uns míseros 45m2 divididos entre dois andares, onde não cabia praticamente nada. Na altura não estava propriamente abonada, safei-me com compras inteligentes no Ikea. Eu gosto do Ikea para determinados produtos, mas não em tudo. E detesto ver casas exclusivamente com peças da suécia porque não são personalizadas, toda a gente tem as casas iguais e a qualidade das mesmas é muito discutível. Então quando depois mudei para a minha segunda casa, já com 90m2 e com mais algum capital que no inicio, pude investir em mobiliário de melhor qualidade e mais bonito. Mantive as coisas Ikea, as que resistiram à mudança sem se partirem ou desconjuntarem, e comprei peças novas, mais exclusivas. Entretanto, desde os meus 25 anos, já vou na terceira mudança, desta última vez para uma casa de 160m2. Enorme. Se eu fosse mudando para casas mais pequenas, ia-me sobrando mobília. Como vou sempre para casas maiores, falta-me sempre mobília. Foi então que a minha tia-avó faleceu e a minha avó deixou-me levar tudo o que eu quisesse da casa dela. Mas tudo o que trouxe, apesar de me ter decorado a casa, não é exatamente aquilo que eu sou. Não me representa. Se eu não fosse uma eterna insatisfeita, não mexeria em mais nada. Mas agora que não falta nada, só me apetece substituir grande parte do que herdei por peças novas, exatamente ao meu gosto. 
    E isto é uma bola de neve. Eu sonhava com sofás vermelhos, achava-os o máximo; a minha mãe ofereceu-me um sofá vermelho e eu agora, seis meses passados, já estou farta do sofá e quero um novo em branco. Sou assim, nada a fazer.
    No outro dia comentava com o meu namorado que depois de ter tudo o que quero, ia tornar-me pouco gastadora, não ia desejar mais nada. Mas ele bem apontou que estão sempre a surgir colecções novas e peças decorativas novas e eu nunca vou conseguir deixar de as querer. Ou seja, nunca vou conseguir deixar de ser insatisfeita e gastadora. 
     
     
    Esta foi das minhas últimas aquisições, o tabuleiro em espelho da Area. Adoro-o!
     
     
    A minha colecção de potes lentamente vai aumentando. Estes dois são da Zara Home e a coroa de natal, que fica o ano inteiro em exposição porque sou completamente apaixonada por ela, é da Casinha do Pai Natal. A estante são três módulos juntos do Ikea, que fui comprando à medida que as casas aumentavam de tamanho.
     
     
    Aqui apenas para mostrar duas das coisas que herdei, o quadro pequeno na parede do fundo, uma imagem bucólica francesa e o candeeiro que a minha mãe me convenceu a trazer. Eu detestava este candeeiro em bronze desde pequena, mas talvez seja uma questão de hábito, neste contexto, na minha sala de jantar, já não desgosto tanto dele. No entanto, é um dos exemplos das peças que não estão mal, mas que não reflectem quem eu sou. Assim que puder gostava de o substituir.
     

    quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

    Love is a bunny

    Sou tão infantil que tudo o que tem bonecos me conquista.
    É verdade, adoro bonecada.
    E neste momento estou in love total por esta capinha para o telelé!

    quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

    No escurinho do cinema


    Apesar de ser um filme extremamente violento, com cenas que me fizeram fechar os olhos e querer tapar os ouvidos, gostei de o ver. Não desiludiu.

    sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

    Resoluções

    Não gosto de fazer resoluções de ano novo porque geralmente nunca as cumpro.
    Mas se as fizesse, seriam:
    1. Beber mais água e menos coca-cola
    2. Fazer ginástica
    3. Deixar de fumar
    4. Deixar de estar acomodada a um trabalho que cada vez me encanta menos e procurar um novo emprego
    5. Jogar mais vezes no euromilhões
    6. Ir a Cuba e Noruega
    7. Sair mais de casa e reencontrar antigas amizades que fui pondo de lado
    8. Ser mais paciente
    9. Ser menos consumista
    10. Aprender a cozinhar
    Mas, lá está, provavelmente não cumprirei nem metade.
    Sou muito defeituosa, sou preguiçosa e não tenho muita força de vontade para fazer coisas que não me apetecem.
    É isto.

    terça-feira, 31 de dezembro de 2013


    Espero que seja um ano feliz e mais tranquilo que 2013. Os anos pares correm-me sempre melhor que os impares. Espero que 2014 não seja excepção!

    Feliz ano novo!

    M.

    segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

    2013 em números

    Gosto de fazer listas.
    Os tópicos são aleatórios.
    Vamos lá, em 2013:

    Viagens

    1 – Andorra
    2 - Barcelona
    3 - Turquia
    4 - Algarve (não deveria contar, mas como o ano foi tão fraquinho em viagens, que vai passar a contar)

    Peças de teatro
    1 - Lar Doce Lar

    Cinema (vi muitos filmes, mas no cinema mesmo só estes)

    1-      Flight
    2-      O Impossivel
    3-      A Vida de Pi
    4-      Os Miseráveis
    5 - Cloud Atlas
    6-      O Grande Gatsby
    7- A Gaiola Dourada
    8-      O Mordomo
    9-      Diana
    Livros
    1. Marina - Carlos Ruiz Zafón
    2. O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón
    3. O Prisioneiro do Céu - Carlos Ruiz Zafón
    4. O Palácio da Meia Noite - Carlos Ruiz Zafón
    5. Inferno - Dan Brown
    6. Cinquenta Sombras de Grey - E.L.James
    7. Cinquenta Sombras Mais Escuras - E.L.James
    8. Cinquenta Sombras Livre - E.L.James
    9. Em Parte Incerta - Gillian Flynn
    10. O Problema Espinosa - Irvin D. Yalom
    11. A Firma - John Grisham
    12. Os Litigantes - John Grisham
    13. A Confissão - John Grisham
    14. O Testamento - John Grisham
    15. Diz-me Quem Sou - Julia Navarro
    16. O Terceiro Gémeo - Ken Follet
    17. A Obra ao Negro - Marguerite Yourcenar
    18. Madrugada Suja - Miguel Sousa Tavares
    19. A Valsa do Adeus - Milan Kundera
    20. Cairo Novo - Naguib Mahfouz
    21. Morte em Pemberley - P.D.James
    22. Irmã - Rosamund Lupton
    23. Rebeldes - Sándor Marai
    24. As Três Mulheres de Antibes - Somerset Maugham
    25. 6 Abril ´96 - Sveva Casati Modignani
    26. O Filho de Mil Homens - Valter Hugo Mãe
    27. O Livreiro - Mark Pryor
    28. Mrs. Dalloway - Viriginia Woolf